|
O jogo
como recurso psicopedagógico no
atendimento do aluno com deficiência
intelectual
Alcina
Afra Rocha Farias
Márcia.L.N.L.Barros
Mestre
em Educação - UFAL
E-mail:
alcina.farias@hotmail.com
|

|
Resumo
A
presente investigação buscou compreender
a importância do jogo como recurso psicopedagógico
no atendimento do aluno com deficiência
intelectual. A metodologia
utilizada foi de caráter qualitativo, tendo como
instrumento de abordagem
a pesquisa bibliográfica. A coleta de
dados aconteceu através da leitura e interpretação
de contribuições teóricas já existentes sobre
o assunto abordado. Com base na revisão de
literatura desenvolvida neste trabalho, a pesquisa
teve como resultado
a apreciação de vários aspectos que permeiam o
jogo e
o aluno com deficiência intelectual diante do
processo de inclusão escolar.
Palavras-Chave: Jogo,
Psicopedagogo, Deficiência Intelectual.
Introdução
Diante
do paradigma da inclusão, são inúmeros os
recursos utilizados no espaço educacional para o
desenvolvimento cognitivo das crianças e jovens
que possuam algum tipo de deficiência. A escola
como uma das instituições fundamentais na formação
humana, deve oportunizar a construção do
conhecimento através de inúmeras atividades,
onde estas irão impulsionar
as descobertas, o pensamento, a comunicação,
a imaginação, a criatividade e a invenção,
subsídios indispensáveis
para a participação efetiva da criança no seu
meio social.
A ludicidade presente nas atividades escolares, é um bom
atrativo para que os alunos se motivem na busca de
uma aprendizagem
prazerosa, e neste sentido, temos os jogos
e brincadeiras como grandes aliados nesta tarefa,
pois segundo Winicott (apud Weiss, 2004, p.72) “É
no brincar, e somente no brincar, que o indivíduo,
criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar
sua personalidade, e é somente sendo criativo que
o indivíduo descobre o eu (self)”.
O interesse
pela relação entre o jogo e a educação são
remotos, de acordo com Kishimoto (1994) os
primeiros estudos datam da Grécia e Roma antigas,
em que se colocava a importância do aprender
brincando. Ainda segundo o autor, somente a partir
do século XVIII é que se vislumbra a imagem da
criança como ser distinto do adulto, surgindo
diversos movimentos científicos, diversificando
os jogos e tornando-os populares. A partir do século
XIX, com a expansão de inovadores ideais de
ensino, os jogos e brincadeiras passam a ser
vistos como facilitadores nos trabalhos pedagógicos.
Desde então, há uma ampliação dos jogos no espaço educacional, onde a
criança experimenta
e adquire conhecimentos sobre o mundo a sua volta,
convivendo, aprendendo e respeitando o direito dos
colegas. Para os Vygotiskianos, (apud
Kishimoto,1994, p.42)
“os jogos são condutas que imitam ações
e não apenas ações sobre objetos ou uso de
objetos substitutos”. Sendo assim, vemos que os
jogos são instrumentos que irão colaborar na
educação de todos os alunos, estimulando o
autoconhecimento, a autonomia e a interação
social, o que irá facilitar a aprendizagem.
Sendo a psicopedagogia uma área que
trabalha com o processo de aprendizagem e suas
dificuldades, torna-se relevante que os
profissionais da área busquem recursos diversos
para executarem suas funções, e dentre estes,
temos os jogos e brincadeiras, a informática, a música,
os desenhos e tantos outros suportes importantes
que se tornam oportunos no momento da atividade.
Em relação à educação de crianças com deficiência
intelectual, não é diferente, torna-se necessário
que o psicopedagogo desenvolva atividades que
contribuam para a aprendizagem, socialização e
independência deste aluno, realizando um trabalho
inter e multidisciplinar, para tentar descobrir
as causas de suas dificuldades.
Há
necessidade de elaborar uma estrutura educacional
que fomente a inclusão do aluno com deficiência
intelectual no ambiente escolar, e nada mais lógico
que se busque apoios para que realmente isto
aconteça, e neste aspecto, faz-se necessário
estreitar a relação família / escola /
comunidade. Um dos recursos a ser disponibilizado
de maneira hábil, é o serviço desenvolvido pela
equipe psicopedagógica, oportunizando ao educando
desenvolver suas habilidades cognitivas dentro de
seus limites e possibilidades:
Para
efeito do atendimento educacional, o diagnóstico
da área de saúde deverá ser complementado pela
avaliação pedagógica ou psicopedagógica,
conforme os recursos locais, abordando os
seguintes aspectos: Competência acadêmica, condições
emocionais e sociais, inteligência geral, e
habilidades adaptativas e psicomotoras.
(MEC/SEESP, 1995, p.25)
O aluno com deficiência intelectual requer
um olhar diferenciado em relação ao atendimento
de suas necessidades educacionais especiais, caberá
ao professor ficar atento e ir elaborando e
flexibilizando atividades educacionais, quando
necessário, sempre respeitando a individualidade
e singularidade do educando.
Assim,
a finalidade deste estudo é mostrar o jogo como
recurso psicopedagógico no desenvolvimento de
alunos com deficiência intelectual, atendimento
este, paralelo ao ensino regular. A partir dos
pontos destacados até então, se questiona: Qual
a importância do jogo como recurso psicopedagógico
no atendimento de alunos com deficiência
intelectual? Então, a partir deste
questionamento, ficou estabelecido como objetivo
compreender a importância do jogo como recurso
psicopedagógico no atendimento educacional
de alunos com deficiência intelectual.
Desta
forma, esta pesquisa se torna relevante, porque
poderá auxiliar na busca de formas de intervenções
eficazes para o desenvolvimento intelectual de
crianças com deficiência intelectual no que se
refere ao atendimento psicopedagógico. Poderá
ainda, contribuir para a atuação de professores
da escola comum e das salas de recursos, psicólogos,
e principalmente do psicopedagogo, profissional
cujo trabalho é ajudar o educando nas suas
dificuldades de aprendizagem.
Sendo assim, o profissional da educação de um modo geral,
poderá inovar sua prática pedagógica ao
utilizar jogos e brincadeiras no contexto
educacional, sempre valorizando as diferenças e
as particularidades de seus alunos e redescobrindo
o valor de ensinar.
A
metodologia utilizada foi de caráter qualitativo,
que de acordo com Minayo (1996), é caracterizada
por exprimir fatos, ações e valores que passam a
existir nas relações humanas, permitindo assim a
compreensão de acontecimentos a partir de um
contexto, não podendo ser percebida por medidas
ou equações, pois está incorporada a um
contexto histórico ou temporal, havendo inquietações
não quanto ao resultado, mas direcionado a todo o
processo que ele está inserido. O instrumento de
abordagem utilizado foi a
Pesquisa Bibliográfica. A coleta de dados
aconteceu através da leitura e interpretação de
contribuições teóricas já existentes sobre o
assunto abordado, buscando informações e
elementos que pudessem contribuir para a legitimação
do trabalho.
O
Jogo no Contexto Psicopedagógico
Por
ser um campo de estudo relativamente novo, são inúmeros
os recursos utilizados pelo psicopedagogo para o
diagnóstico e
intervenção em seu atendimento
profissional, pois sua clientela é bem
diversificada. BOSSA (1994), considera que esta área
surge com o objetivo de atender as dificuldades de
aprendizagem.
O
Código de Ética da Psicopedagogia, após sofrer
alteração em 1996, conceitua esta área de
conhecimento em seu Capítulo I, Artigo 1º, como:
campo
de atuação em Educação e Saúde que lida com o
processo de aprendizagem humana; seus padrões
normais e patológicos, considerando a influência
do meio - família, escola e sociedade - no seu
desenvolvimento, usando procedimentos próprios da
Psicopedagogia
Percebe-se então,
que esta área possui um caráter
multidisciplinar, pois carece da contribuição teórica
de diversas campos do saber, não devendo ser
ignorada as causas exógenas e endógenas que
envolve todo o processo de aprendizagem.
No intuito de estabelecer a intervenção
psicopedagógica com alunos que possuem deficiência
intelectual, buscou-se neste estudo a utilização e contribuição dos jogos educativos no processo de
inclusão e melhoria da vida prática desses
estudantes. O uso desse recurso pedagógico expandiu-se
no início do século XX, incentivado pelo
crescimento do ensino infantil e pelas discussões
sobre a interrelação jogo e educação. Para Alves (apud Silva, 2004, p. 27) ao analisar o
jogo na aprendizagem, observa que
“a inteligência gosta de brincar e que
é brincando que se aprende. A brincadeira é tônico
para a inteligência”.
De
acordo com pesquisas de Aguiar (2002), o jogo é
um importante recurso no ensino de conceitos
importantes para a vida diária da pessoa com
problemas de aprendizagem. Nessas pesquisas, o
referido autor priorizou os jogos relativos à
categoria tempo, espaço e
quantidade, relevantes tanto para a vida
cotidiana como para a aprendizagem da escrita. Em
se tratando de jogos na educação, Aguiar (2004)
realizou uma pesquisa no sentido de observar a
eficácia no ensino de conceitos importantes para
a vida diária do deficiente intelectual,
utilizando o jogo como instrumento, “em uma
concepção que tem como base o princípio da
interligação entre a atividade motora e o
desenvolvimento cognitivo” ( p.38). Os jogos foram utilizados
mediados pela linguagem oral, por objetos e
figuras.
Já
para Macedo (2000), a intervenção com jogos pode
apresentar um caráter preventivo ou curativo. A ação
preventiva consiste em estimular o sujeito a agir,
elaborando previamente estratégias para a solução
de problemas; enquanto que a ação curativa é
direcionada para aquelas crianças que apresentam
algum tipo de dificuldade. Nesse caso é preciso
identificar essa dificuldade e criar condições
favoráveis para
auto-superação.
Atualmente, de acordo com Campos (2003, p.10), “o
jogo é um recurso psicopedagógico tanto
para avaliação como para intervenção, pois
favorece tanto o desenvolvimento cognitivo como os
processos de aprendizagem da criança”. Ainda de
acordo a autora citada, através da maneira
como é utilizado, “o jogo ativa e desenvolve
esquemas de conhecimento, como observar e
identificar, comparar e classificar, analisar e
estabelecer relações, entre outros”.
Macedo (2003, p. 46) afirma que:
jogar
é fundamental para o desenvolvimento do raciocínio,
e traz muitas contribuições para a aprendizagem,
principalmente se as crianças têm a oportunidade
de exercitar essa atividade com freqüência”. Na escolha dos jogos que serão utilizados, o psicopedagogo deve
conhecer as condições e necessidades de cada
etapa evolutiva na construção de seus esquemas
de conhecimento.
Na
ótica da teoria da psicologia genética, tendo
Piaget (1978) como uma das principais expressões,
o brincar representa uma atividade por meio
da qual a realidade é incorporada pela criança e
transformada quer em função dos hábitos motores
(jogos de exercícios) quer em função das
necessidades do seu eu (jogo simbólico) ou em função
das exigências de reciprocidade social (jogos de
regras).
Silva
(2001), fundamentado nas categorias de jogos
elencados por Piaget (1975), analisa a importância
do jogo para
a aprendizagem do deficiente intelectual,
ressaltando o jogo como um meio para modelar
atitudes, desenvolver aspectos psicomotores,
cognitivos e sociais.
Além
de Piaget, são diversas as teorias que tratam do
jogo como elemento relevante no desenvolvimento do
ensino e aprendizagem, podendo citar como
pesquisadores da área, diversos autores
como Wallon,
que de acordo com Kishimoto (2003, p.41)
“classifica os jogos em quatro tipos:
funcionais, de ficção, de aquisição e de
construção”. Nas pesquisas realizadas por
Kishimoto (2003) acerca da utilização do jogo
infantil, aponta uma abordagem alternativa a de
Piaget através dos escritos de Vigotsky (1988a),
que ressalta a importância da
participação do ambiente social no qual a
criança vive para a formação da inteligência.
Destaca que ocorrem dois elementos no ato
de brincar da criança: a situação imaginária
(jogo de papéis, com regras implícitas) e as
regras (com
regras explícitas). Segundo esta autora (2003),
Vigotsky valoriza o fator social, mostrando que no
jogo de papéis a criança cria uma situação
imaginária, incorporando elementos do contexto
social adquiridos por meio da interação e
comunicação.
São
inúmeros os estudiosos da área, e apesar das
diversas diferenças entre as teorias, há com
certeza uma complementariedade entre si, havendo
variações da aplicabilidade de seus estudos,
dependendo do contexto em que elas são
empregadas.
Deficiência Intelectual
: Breves Notas
Historicamente as pessoas que possuíam algum
tipo de deficiência, seja intelectual, sensorial ou física, foram
culturalmente estigmatizadas e tidas como
incapazes, o que gerou com certeza,
um sentimento de menos valia a esta parcela
da população, cabendo à escola ou instituições
especializadas, propiciar um ambiente onde esses
indivíduos sejam valorizados em seu potencial.
Amaral (1995) faz um levantamento histórico da deficiência baseada no
universo religioso cristão-judáico e do aspecto lendário greco-romano deixando claro que a deficiência
mental era
vista como algo monstruoso, e até mesmo
sobrenatural. Destaca:
Historicamente, foi reservado, com freqüência, à
pessoa com deficiência o lugar de humilhação,
do ridículo – desde o “bobo-da-corte” aos
personagens exibidos em parques de diversão (e
nas academias científicas, por que não dizer?),
no famoso side show, de que é exemplo o caso verídico de John Merith, o
“Homem Elefante”, que pode ser recuperado
através de peça teatral e filme homônimo.
(1995, p. 52-53).
Ainda segundo essa autora (1995), a partir do século XIX surgem vários
profissionais que se dedicam à questão da deficiência
mental, tais como Pinel, Esquirol, Down, Froebel,
entre outros. Nesse período, de acordo com ela,
acontece uma superação da visão da deficiência
como doença, passando a ser entendida como estado
ou condição.
São inúmeras as barreiras que as pessoas com deficiência
intelectual enfrentam em seu cotidiano e mais
especificamente no ambiente escolar, pois de
acordo com
Mantoan (2006),
o diagnóstico da deficiência mental não
se esclarece por supostas categorias e tipos de
inteligência, preconizadas por muitas teorias
(psicológicas, antropológicas, entre outras),
pois não há conceito único que dê conta dessa
intricada condição. “A deficiência mental não
se esgota na condição orgânica e/ou intelectual
e nem pode ser definida por um único saber. Ela
é uma interrogação e objeto de investigação
de inúmeras áreas do conhecimento” (2006, p.
15).
É apontado por
Carmignani (2005, p.81) no Manual Diagnóstico
e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV),
que deficiência
mental é:
o estado de redução
notável do funcionamento intelectual
significativamente inferior à média, associado a
limitações pelo menos em dois aspectos do
funcionamento adaptativo: comunicação, cuidados
pessoais, competência doméstica, habilidades
sociais, utilização de recursos comunitários,
autonomia, saúde, segurança, aptidões
escolares, lazer e trabalho.
Esta forma de visão, possibilita a pessoa
com deficiência intelectual ser vista de maneira
global e funcional,
que envolve diversos fatores, possibilitando assim
sua interação com o contexto em que vive e os
tipos de apoios que serão necessários para a
ampliação de suas potencialidades.
Ainda são muitos os professores que, por
desconhecimento e preconceito,
tem receio de receber o aluno com deficiência
intelectual em sua sala de aula, no entanto, é preciso que compreendam que a
“deficiência mental é um quadro psicopatológico
que diz respeito às funções especificamente
cognitivas, [...] caracterizada pelas defasagens e
alterações nas estruturas mentais para o
conhecimento [...]” (MEC/SEESP, 2007, p.12). E
neste sentido, faz-se necessário articular uma
estreita relação entre família - escola -
comunidade, para que juntos possam oportunizar
este aluno o desenvolvimento de suas
possibilidades e limites.
No
documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado
pela Portaria no 555/2007, prorrogada
pela Portaria no
948/2007, entregue ao Ministro da
Educação em 07 de janeiro de 2008,
ao tratar das Diretrizes da Política
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
Educação Inclusiva,
ficou preconizado que “as atividades
desenvolvidas no atendimento educacional
especializado deveriam ser diferentes daquelas
realizadas na escola comum, complementando a formação
dos alunos no sentido de favorecer a sua autonomia
e independência tanto na escola como fora
dela”.
De acordo com o documento citado acima, o qual se
refere às políticas públicas de educação
especial, organizados pelo Ministério de Educação
e Cultura- MEC (2008), o objetivo do atendimento
educacional especializado, é prover condições e
liberdade para que o aluno com deficiência mental
possa construir a sua inteligência, utilizando recursos intelectuais que lhe é disponível, tornando-se
capaz de produzir conhecimento.Esse
atendimento, no entanto, deverá ser ofertado
paralelo ao ensino regular em instituições
especializadas. Os professores devem ser
especializados para tal atendimento no sentido de
possibilitar a produção do saber e preservar a
condição de complemento do ensino regular.
A Política de Inclusão (2008), vem
possibilitar o acesso e permanência na escola a
todos os alunos com deficiência, garantindo uma
educação de qualidade a todos.
Considerações
Finais
A
partir da revisão bibliográfica realizada, foi
possível constatar que há uma valorosa contribuição
dos jogos pedagógicos no atendimento aos alunos
com deficiência intelectual. Há naturalmente que
se contextualizar os instrumentos utilizados nas
atividades escolares com as atividades de vida diária
do aluno, pois os jogos irão fornecer subsídios para que o psicopedagogo possa
melhor entender as dificuldades de aprendizagem
que o educando está passando, sempre articulando
os aspectos sociais, afetivos, cognitivos e econômicos,
buscando compreender a conjuntura que o aluno está
inserido.
O trabalho do psicopedagogo não pode ser visto de
forma linear e imutável, mas como uma atividade
que procura compreender as diversas
vertentes que envolvem o processo de
ensino-aprendizagem de todos os alunos que assim
precisarem, mas de forma particular da
pessoa com deficiência intelectual. Observar qual
o seu ritmo de desenvolvimento, implicando na
necessidade de atenção e planejamento da ação
pedagógica, e esta deve ser altamente organizada
e contínua, sem lacunas; apresentada em uma
variedade maior de maneiras e situações;
proporcionando uma maior aplicação das
habilidades aprendidas.
A definição pré-estabelecida sobre a incapacidade
de aprendizagem de alunos com deficiência
intelectual passa por uma reconceituação,
considerando a implantação de políticas públicas
proferidas nos últimos anos, cujas condições de
aprendizagem estão relacionadas muito mais aos
aspectos das possibilidades do que de
impossibilidades.
É importante
ressaltar que este trabalho não abrangeu a
totalidade dos estudos referentes aos escritos
sobre os jogos no contexto da deficiência
intelectual,
nossa intenção não se esgota nestes
preceitos, no entanto, poderá servir para reflexão
e trabalhos posteriores de pesquisa de campo nesta
área.
Referências
AGUIAR,
J. S. O jogo no ensino de conceitos a pessoas com
problema de aprendizagem: uma proposta metodológica
de ensino. Revista
Brasileira de Educação Especial, Marília,
v. 9, n.1, p. 79-1008, 2003.
AMARAL,
L. A. Conhecendo
a deficiência: em companhia de Hercules. São
Paulo: Robe, 1995.
BATISTA,
C. A. M. & MANTOAN, M. T. E. Educação
inclusiva : atendimento educacional
especializado para a deficiência mental. Brasília
: MEC, SEESP, 2006.
BOSSA,
Nádia Ap. A
Psicopedagogia no Brasil: Contribuições a
Partir da Prática. Porto Alegre: Artes Médicas,
1994.
BRASIL. Atendimento educacional especializado:
deficiência mental.Ministério da Educação /
Secretaria de Educação Especial. MEC/SEESP,
Brasília, 2007.
______.
Documento subsidiário à política de inclusão. Ministério da Educação / Secretaria de Educação Especial, 2ª
Ed. Brasília, 2007.
______.
Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação
Inclusiva. Ministério da Educação/Secretaria
de Educação Especial, Brasília, 2008.
______. Declaração
de Salamanca e linha de ação sobre necessidades
educativas especiais.
Brasília: UNESCO, 1994.
CAMPOS,
M.C.R.M. . A
prática psicopedagógica do jogo e sua dupla função:
aprender a aprender e aprender a ensinar.. In:
Amaral, S. (Org.).Psicopedagogia, um portal para a
inserção social. 1 ed. Petrópolis: Vozes, 2003.
CARMIGNANI,
M.C.S. Viver
ao lado da deficiência mental: a história
oral de pais com filhos deficientes mentais. São
Paulo: Vetor, 2005.
MACEDO,
L. Quatro
cores, senha e dominó: oficinas de jogos em
uma perspectiva construtivista e psicopedagógica.
São Paulo: Casa do
Psicólogo, 1997.
MINAYO,
M. C. S. O desafio do conhecimento.
4ª ed. São Paulo: Hucitec, 1996
OMS.
Organização Mundial de Saúde. Classificação
de Transtornos Mentais e de Comportamento- CID-10.
Descrições clínicas e diretrizes diagnósticas.
trad. Dorgival Caetano. – Porto Alegre: Artmed,
1993.
PIAGET,
J. (1946). A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
________.
(1976) Psicologia
e pedagogia. 3a ed. Trad. De D. A.
Lindoso e R.M.R. Silva Rio de Janeiro:
Forense-Universitária. (Orig.:1969)
________.
O
nascimento da inteligência na criança. Rio
de Janeiro, Guanabara, 1987.
SILVA,
F.C.T. (2001). O jogo: procedimento didático
especial no ensino do deficiente mental. Revista
Brasileira de Educação Especial, vol. 7, no
1. Marília, PP.47-60.
KISHIMOTO,
Tizuko Morchida. O
jogo e a educação infantil.
São Paulo: Pioneira Thomson Learsing, 2003.
WEISS,
M.L.L. Psicopedagogia
clínica: uma visão diagnóstica dos
problemas de aprendizagem escolar. Rio de Janeiro:
DP&A, 2004.
Publicado
em 05/11/2009