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CONSCIÊNCIA
FONOLÓGICA:
Linhas mestras para ensino e para avaliação
David
J. Chard and Shirley V. Dickson
Maio 1999
Intervenção em Escolas e Clínicas
volume 34, número 5, pp. 261-270.
Copyright
1999 de PRO-Ed, Inc.
Tradução
de Ergógiro Dantas
Artigo original em: http://www.ldonline.org/ld_indepth/reading/
chard_phono_awareness.html
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Este
artigo define a consciência fonológica e discute
as conclusões, o histórico e o estado atual das
pesquisas a respeito de sua relação com a fase
inicial do aprendizado da leitura. Os
malentendidos comuns sobre a consciência fonológica
são tratados. As formas baseadas em pesquisa para
ensinar a consciência fonológica e a consciência
fonêmica a todas as crianças são descritas. São
apresentadas as linhas mestras adicionais para
trabalhar com crianças que apresentam dificudades
na fase inicial da aprendizagem da leitura.
Considerações sobre as formas de avaliar a
consciência fonológica das crianças são
discutidas, e as descrições das formas de medição
disponíveis são fornecidas.
Row,
row, row your boat (...)
Bow, bow, bow your boat (...)
Sow, sow, sow your soat (...)
( Este poema
ilustra intensivamente o uso de rimas
em inglês. Não
faz nenhum sentido traduzí-lo aqui.)
As atividades como substituir sons diferentes pelo
primeiro som de uma canção familiar ajudam as
crianças a desenvolver a consciência fonológica,
um substrato cognitivo para a aquisição da
leitura. Tornar conciente fonologicamente é
preparar a criança para a posterior instrução
de leitura, incluindo a intrução fônica, para a
análise da palavra, e para a soletração (Adams,
Foorman, Lundberg, & Beeler, 1998; Chard,
Simmons, & Kameenui, 1998). A barreira mais
comum na aquisição da habilidade da leitura das
palavras é a incapacidade de processar
fonologicamentre a língua (Liberman, Shankweiler,
& Liberman, 1989). Além disso, o
desenvolvimento da pesquisa e da compreensão
desta questão revelaram que esta dificuldade em
processar fonologicamente a l'ingua atraza muito
freqüentemente tanto os estudantes com
dificuldades quanto os sem dificuldades. (Fletcher
et al., 1994).
Nenhuma área de
pesquisa da leitura ganhou tanta atenção nas
duas décadas passadas quanto a consciência fonológica.
Talvez o mais importante achado em relação à
consciência fonológica é que os níveis críticos
da consciência fonológica podem ser
desenvolvidos através da instrução
cuidadosamente planejada, e que este
desenvolvimento tem uma influência significativa
no processo de aquisição das habilidades da
leitura e da soletração. (Esfera
& Blachman, 1991; Bradley & Bryant, 1985;
Byrne & Fielding-Fielding-Barnsley, 1989,
1991; O'Connor, Jenkins, Leicester, & Slocum,
1993). Apesar
das promissoras conclusões, entretanto, muitas
perguntas permanecem sem respostas, e muitos
malentendidos sobre a consciência fonológica
persistem. Por exemplo, os pesquisadores estão
procurando maneiras de determinar quanto e que
tipo de instrução é necessário e para quem. Além
disso, muitas pessoas não compreendem a diferença
entre a consciência fonológica e a consciência
fonêmica, e a instrução fônica. Ainda outros,
não estão certos sobre o relacionamento entre a
consciência fonológica e os estágios iniciais
da aprendizagem da leitura.
As finalidades deste artigo são: (a) esclarecer
algumas das concluões mais importantes da
pesquisa sobre a consciência fonológica e a
leitura e (b) traduzir aquelas conclusões em
informações práticas para professores de crianças
com dificuldades na aprendizagem da leitura ou as
crianças que estão experimentando atraso no
desenvolvimento da leitura. Com este objetivo,
respondemos a três perguntas:
1. O que é consciência fonológica e porque ela
é importante para o sucesso ná fase inicial da
aprendizagem da leitura?
2. Que são os princípios efetivamente
documentados que devem guiar a instrução da
consciência fonológica?
3. Que princípios devem guiar a avaliação da
consciência fonológica?
O Que É Consciência Fonológica?
A consciência phonologica é a compreensão das
diferentes formas como a linguagem oral pode ser
dividida em componentes menores que podem ser
manipulados. A língua falada pode ser dividida de
muitas formas diferentes, por exemplo sentenças
em palavras, palavras em sílabas (por exemplo, na
palavra simples /sim/ e /ples/), na parte inicial
e em rimas (por exemplo, na palavra broom /Br/ e /oom/),
e nos sons individuais dos fonemas (por exemplo,
na palavra hamper, /h /, /a /, ,/m /, ,/p /, /e/,
/r/). Manipular os sons inclui suprimir,
adicionar, ou substituir sílabas ou sons (por
exemplo, a palavra can pode ser dita sem o /k /;
pode ser dita com /m/ em vez de /k/). Ser
fonologicamente consciente, significa ter uma
compreensão geral de todos estes aspectos.
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Segmentação
e combinação de fonemas
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Atividades
mais complexas
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Início
de palavras,rimas, segmentação e combinação
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Segmentando
e combinando sílabas
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Segmentação
de sentenças
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Rimando
canções
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Atividades
menos complexas
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Figura 1. Um contínuo de complexidade das
atividades de consciência fonológica
Operacionalmente, as habilidades que representam a
consciência fonológica das crianças, são um
conjunto de destrezas de complexidade progressiva.
( Ver Fig. 1) Na parte menos complexa destas
destrezas estão atividades tais como identificar
as rimas e as canções com rimas, assim como
segmentar as sentenças, demostrando a consciência
de que o discurso pode ser segentado em palavras
separadas. Aumentando a complexidade estão as
destrezas relacionadas com a segmentação das
palavras em sílabas e a combinação das sílabas
para formar palavras. A seguir então, vêm as
atividades de segmentar as palavras nas suas
partes iniciais e em suas rimas, e em combinar
partes iniciais e rimas para formar palavras.
Finalmente, o mais sofisticado estágio da conciência
fonológica é a consciência fonêmica. A consciência
fonêmica é a compreensão de que as palavras são
formadas por sons elementares ou fonemas e a
habilidade de manipular estes fonemas, fazendo
segmentação ou combinação ou troca de
determinados fonemas das palavras para criar novas
palavras. O recente relatório do Conselho
Nacional de Pesquisa sobre a leitura distinguiu a
consciência fonológica da consciência fonêmica
desta forma.
A consciência fonológica se refere à habilidade
de perceber os sons do discurso, independentemente
dos seus significados. Quando esta habilidade
inclui a percepção de que as palavras podem ser
divididas em uma seqüência de fonemas, esta
sensibilidade refinada passa a se denominada de
consciência fonêmica ( Snow, Burns, &
Griffin, 1998, p. 51)
Ao longo deste artigo nós usaremos o termo consciência
phonological como uma referência a todos os níveis,
da forma básica de reconhecimento de rimas ao
reconhecimento de fonemas. Somente em alguns
exemplos específicos usaremos o termo consciência
fonêmica.
Neste momento, é importante notar que a consciência
fonológica difere distintamente da instrução fônica.
A consciência fonológica envolve a manipulação
auditiva e e oral dos sons. A instrução fônica
é o ensino da relação entre as letras e os
sons, a emissão dos sons associados às letras. (Snider,
1995); é um sistema de ensino da leitura que
constrói, sobre o princípio alfabético um
sistema onde um componente central é o ensino das
correspondências entre letras ou grupos de letras
e forma como são pronunciados (Adams, 1990). A
consciência fonológica e a instrução fônica são
iintimamente relacionadas, mas não são a mesma
coisa. Este relacionamento será descrito mais
aprofundadamente na seção seguinte.
As crianças começam geralmente a exibir o início
da sua consciência fonojógica quando demonstram
que apreciam as rimas e as aliterações. Para
muitas crianças, isto começa muito cedo durante
o desenvolvimento de sua fala e é provavemmente
facilitado pela leitura dos livros que são
baseados em rimas e em alliterações. como por
exemplo o Livro de B de Stanley e Janice
Berenstain, de 1997, ou pelo livro Cada pêssego
pera ameixa ( Each Peach Pear Plum ) de Janet e e
Allan Ahlberg, 1979, (Bryant, MacLean, Bradley,
& Crossland, 1990). Enquanto as crianças
crescem, entretanto, sua consciência fonológica
não se desenvolve necessariamente na direção da
sofisticada consciência fonêmica. De fato,
desenvolver a mais complexa conciência fonêmica
é difícil para a maioria de crianças e muito
difícil para algumas crianças (Adams et al.,
1996). Entretanto, a consciência fonêmica de uma
criança que entra na escola é a habilidade mais
proximamente relacionada ao sucesso na
aprendizagem da leitura ler (Adams, 1990;
Stanovich, 1986). Porque a conciência fonológíca
é tão importante?
A consciência dos fonemas é necessária para
compreender o princípio alfabético que está na
base do nosso sistema de língua escrita.
Especificamente, os leitores em desenvolvimento
devem ser sensíveis à estrutura interna das
palavras a para se beneficiar da instrução
formal de leitura (Adams, 1990; Liberman,
Shankweiler, Fischer, & Carter, 1974). Se as
crianças compreenderem que as palavras podem ser
divididas em fonemas individuais e que os fonemas
podem ser combinados formando as palavras, podem
usar o conhecimento da relação letra-som para
ler e construir palavras. Em consequência deste
relacionamento, a consciência fonológica no
jardim de infância permite prever que mais tarde
a criança terá sucesso na leitura (Ehri &
Wilce, 1980, 1985; Liberman et al., 1974; Perfetti,
Beck, Bell, & Hughes, 1987). Os pesquisadores
mostraram que este forte relacionamento entre a
consciência fonológica e o sucesso na leitura
persiste durante toda a escola (Calfee, Lindamood,
& Lindamood, 1973; Shankweiler et al., 1995).
Nas duas décadas passadas, os pesquisadores
focalizaram primeiramente a contribuição da
consciência fonológica à aquisição da
leitura. Entretanto, o relacionamento entre a
consciência fonológica e a leitura não é
unidirectional e sim recíproco na natureza (Stanovich,
1986). Os primeiros passos na leitura dependem de
ter alguma compreensão da estrutura interna das
palavras, e a instrução explícita das
habilidades da consciência fonológica são muito
eficazes em promover os passos iniciais da
leitura. Entretanto, a instrução específica de
leitura que consiste em ensinar as relações
letra-som parecem fortalecer a consciência fonológica
e, em particular, a a consciência fonêmica mais
sofisticada (Snow, Burns, & Griffin, 1998).
Muitas crianças com dificuldade de aprendizagem
demonstram dificuldades com as habilidades da
consciência fonológica( (Shaywitz, 1996).
Entretanto, muitas outras crianças têm tal
dificuldade sem indicar outras características de
dificuldades de aprendizagem. Embora a falta da
consciência fonêmica tenha uma relação com a
dificuldade de aquisição da habilidade da
leitura, esta falta não deve necessariamente ser
interpretada como uma dificuldade. (Fletcher
et al., 1994). Mais
importante, as crianças que não possuem a consciência
fonênica podem ser identificadas, e muitas deles
melhoram sua consciência fonêmica com a instrução.
Além disso, embora a instrução explícita da
consciência fonológica provavelmente melhore o
progresso na leitura das crianças que nao possuem
a consciência fonêmica, a maioria de crianças
com ou sem inabilidades provavelmente se
beneficiam com esta instrução (R. E. O'Connor,
uma comunicação pessoal, junho 2 2, 1998).
Resumindo, o sucesso nos primeiros passos da
leitura depende de conseguir um determinado nível
de consciência fonológica. Além disso, a instrução
na consciência fonológica benéfica a maioria de
crianças e parece ser crítica para outras, mas o
grau de explicitação e da natureza sistemática
da instrução pode necessitar uma variação, de
acordo com as habilidades do aprendiz. (Smith,
Simmons, & Kameenui, 1998), especialmente para
estudantes em situação de risco para dificuldade
de aprendizagem. Com estas observações em mente,
discutiremos as aproximações documentadas para
ensinar a consciência fonológica.
Ensinando a consciência fonológica
Existe uma forte evidência de que o treinamento
da consciência fonológica é benéfico para os
leitores iniciantes começando inicialmente na
idade de 4 anos (e.g., Bradley & Bryant, 1985;
Byrne & Fielding-Barnsley, 1991). Numa revista
sobre pesquisa fonológica, Smith et al. (1998)
concluíram que a consciência fonológica pode
ser desenvolvida antes da leitura e que ela
facilita a aquisição subseqüente desta
habilidade. A documentação sobre as efetivas
abordagens para ensinar a consciência fonológica
geralmente incluem atividades que são apropriadas
para a idade, e que são altamente envolventes.
Instruções para crianças de quatro anos
envolvem atividades com rimas, enquanto que no
jatrdim de infância e no primeiro-gráu estas
instruções incluem a combinação e a segmentação
das palavras em suas partes iniciais e em rimas e
finalmente chegando à combinação, à segmentação
e à eliminação de fonemas (nas palavras). O
padrão de instruções observa uma complexidade
crescente, ilustrada na Figura-
1. A
instrução freqüentemente envolve bonecos que
falam lentamente, modelando a segmentação das
palavras ou então 'pontes mágicas', que são
cruzadas quando a criança pronuncia a palavra
corretamente, inclusive sintetizando os fonemas
isoladamente. Suportes como cartões coloridos ou
quadros podem ser usados para fazer com que os
sons astratos fiquem mais concretos. Nos últimos
anos editoras produziram uma multiplicidade de
programas para ensinar a consciência fonológica,
alguns dos quais baseados
em pesquisas. Dois
destes programas são o Ladders to Literacy (O'Connor,
Notari-Syverson, & Vadasy, 1998) e o Teaching
Phonemic Awareness (Adams et al., 1996)..As
Figuras 2, 3 e 4, (abaixo) são ilustrações de
lições sobre consciência fonêmica, baseadas em
exemplos dests programas. ,
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Figura
2.
Atividade de instrução que ensina a síntese
dos fonemas nas palavras.
Jogo do Descubra -a-palavra
Objetivos:
Os estudantes serão capazes de combinar e
identificar uma palavra que foi
desmesmembrada nos sons que a compõem.
Materiais Necessários:
Cartões com figuras de objetos facilmente
reconhecíveis pelos alunos, como sino,
ventilador, bandeira, cobra, árvore, livro,
copo, relógio ou avião.
Atividade:
Coloque um pequeno número de figuras diante
da criança. Diga que você vai dizer uma
palavra usando a 'fala da lesma', uma forma
lenta de dizer as palavras, (p.ex:
sssssiiiiinnnnnooooo). Deixe que a criança
olhe as figuras e descubra a palavra que está
sendo dita. É importante que a criança
descubra a palavra por ela mesma, então
todas devem ter a sua oportunidade de
tentar. Alterne pedindo a uma criança que
descuba a palavra e pedindo a todas que
descubram e digam em coro, para mantes o
envolvimento de todas.
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Figura
3. Uma
atividade que tem como objetivo ensinar a
segmentar a linguagem oral em múltiplos níveis.
Atividades de segmentação
Objetivos:
Os estudantes serão capazes de segmentar várias
partes da linguagem oral.
Atividade:
a. Inicialmente, em consciência fonológica
se ensina as crianças a segmentar as sentenças
em palavaras. Identificar
poemas curtos como "Eu sou pobre pobre
pobre de marré marré de si" Oriente
as crianças para que batam as mãos a cada
palavra.
b. À medida que as crianças avançam na
habilidade de manipular a linguagem oral,
devem ser ensinadas a segmentar as palavras
em sílabas, e nas suas partes inicial e em
rimas, Por exemplo, peça que as crianças
segmentem os seus nomes em sílabas, por
exemplo, Ra-quel, A-le-xan-dre, Ro- nal-do,
An-to-nio, etc... C. Quando tiverem
aprendido a suprimir o primeiro fonema (som)
de uma palavra, ensine a elas a segmentar
palavras curtas em fonemas, por exemplo, s-o-l,
m-e-l, p-a-r-e, etc....
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Figura
4 .
Uma atividade que tem como objetivo ensinar
a suprimir e a substituir os fonemas nas
palavras
Jogo do Troca-o-Nome
Objetivo:
Os estudantes deverão ser capazer de
reconhecer palavras quando o professor diz a
palavra suprimindo o seu primeiro som.
Atividade:
Coloque os estudantes sentados em círculo
no chão. Secretamente selecione uma criança
e altere o seu nome removendo o primeiro som
(do seu nome). Por exemplo Jenifer se
transforma em Enifer ou William se
transforma em Illiam. quando você
pronunciar o nome as crianças devem
identificar sobre quem se está falando.
Idéias extendidas: Quando as crianças
melhorarem na identificação de nomes sem o
seu primeiro som, faça a sugestão de que
elas removam a parte inicial de palavras e a
seguir as pronunciem elas mesmas.
Quando as crianças aprenderem a removewr
sons, ensine-as a substituir o som inicial
do seu nome por um outro som. O professor
pode modelar este exercício começando por
sons simples (sons comuns de consoantes
p.ex: /m/, /t/, /p/), avançando depois para
sons mais complexos como p.ex: /ch/, /st/).
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Quase todas as atividades iniciais de consciência
fonológica são ensinadas sem escrita, mas está
aumentando a evidência que as atividades iniciais
da escrita, inclusive a soletração de palavras
(soletração inventada ou provisória), parece
promover mais consciência fonêmica refinada (Ehri,
1998; Treiman, 1993). Pode ser que durante a
soletração e a escrita as crianças comecem a
combinar a sua sensibilidade fonológica e o seu
conhecimento de escrita e comecem a aplicá-los
para construir palavras. Mesmo se as crianças são
incapazes de segurar corretamente e de usar uma
caneta ou um lápis, podem usar placas ou
programas de processamento de palavras para
praticar a sua soletração.
O ensino da consciência fonológica pode ser
divertido, envolvente e apropriado à idade, mas
as coisas podem não ser tão simples quanto
parecem. Primeiro, as evidências sugerem que a
instrução nos níveis menos complexos das
habilidades fonológicas, como as rimas e a
segmentação dos inicios de palavras e rimas
podem facilitar a instrução das habilidades mais
complexas ( Snider, 1995) sem beneficiar
diratamente a aquisição da leitura (Gough,
1998). Certamente, a instrução integrada de
segmentação e combinação de fonemas parece
fornecer o maior de todos os benefício para a
aquisição da leitura. ( Snider, 1995). Segundo,
apesar de que a maioria das crianças seja
beneficiada pela instrução da consciência fonológica,
em alguns estudos há o caso de estudantes que
respondem de maneira pobre a esta instrução ou
mesmo não espondem de maneira alguma. Por
exemplo, nos estudos feitos em um treinamento de 8
semanas de instrução em consci6encia fonêmica,
a maioria das crianças mostrou um significativo
crescimento, enquanto 30% de crianças em situação
de risco para o aprendizado da leitura não
demonstraram nenhum crescimento mensurável em
consciência fonológica. (Torgesen,
Wagner, & Rashotte, 1994). De
forma semelhante, num treinamento de 12 semanas em
combinação e segmentação para pequenos grupos
(3-4) ctrianças em sessões de 2 minutos quatro
vezes por semana, em torno de 30% das crianças
ainda obtiveram resultados muito baixos no teste
de segmentação e 10% mostraram apenas alguma
pequena melhora nas medidas de combinação de
fonemas. (Torgesen et al., 1994).
Torgesen et al., (1994) concluíram que para crianças
em situação de risco na aprendizagem da leiturae.o
treinamento deve ser mais explícito ou mais
intenso do que é tipicamente descrito na
literatura sobre pesquisas, se é necessário
obter um substancial impacto na consciência fonológica
de muitas crianças com severas difiulfdades de
aprendizagem. Entretanto nós recomendamos duas
fases distintas de treinamento. A primeira fase
deve ser altamente envolvente, apropriada para a
idade, como apresentamos anteriormente. A segunda
fase da instrução é formada por etapas mais
intensas e estratégicas em segmentação e em
combinação. ao nível dos fonemas (e.g., Snider,
1995).
Paralelamente ao conteúdo, outro aspecto
importante que requer atenção no ensino da
consciência fonológica é o projeto do
curriculum. Das pesquisas, somos capazes de
deduzir princípios para a eficiência dos
projetos de instrução da consciência fonológica.
Estes princípios de projeto se aplicam a todos os
estudantes ; mas são particularmante importantes
para estudantes que respondem de maneira pobre à
instrução. No projeto da instrução da conciência
fonológica, os seguintes princípios gerais
aumentam as chances de sucesso dos estudantes (Chard
& Osborn, 1998):.
* Comece pelos sons contínuos, como /s/, /m/, and
/f/, que são mais fáceis de pronunciar do que os
sons não contínuos como os sons /p/, /b/, and
/k/;
* Modele cuidadosamente cada atividade, quando da
sua primeoira apresentação
* Movimente-se das grandes unidades (palavras, inícios
de palavras e rimas) para as menores (fonemas
isolados).
* Movimente-se de tarefas mais fáceis (rimas),
para as mais complexas( combinação e segmentação).
* Considere o uso de estratégias adicionais para
auxiliar os trabalho dos leitores iniciantes ao
manipular os sons. Estas estratégias incluem
criar objetos concretos ( p.ex. blocos e pedras de
bingo) para representar sons.
As pesquisas sugerem que ao final do jardim de infância
as crianças devem ser capazes de demonstrar a
capacidade de combinar e de segmentar fonemas e de
fazer progressos usando sons para soletrar
palavras simples. Para atingir a estes objetivos
os professores devem ter conhecimento das efetivas
abordagens instrucionais para ensinar a consciência
fonológica, e acompanhar o progresso feito por
cada um dos seus estudantes. Na próxima seção,
descreveremos as formas efetivas para avaliar as
habilidades fonológicas e para acompanhar o
progresso da consciência fonológica.
Avaliando a consciência fonológica
Avaliar a consciência fonológica serve
esssencialmente a dois propósitos: avaliar
inicialmente estudantes que parecem estar em situação
de risco para a aquisição das habilidades
iniciais da leitura e para monitorar regularmente
o progresso dos estudantes que estão recebendo
instruções de consciência fonológica. As medições
usadas para identificar estudantes em risco devem
permitir de uma maneira muito certa prever a
futura habilidade de leitura e separar os alunos
com baixa e com alta performance. As medidas
usadas para avaliar o progresso devem ser sensíveis
às mudanças e possuir formas alternadas (Kaminski
& Good, 1996). Nesta seção discutiremos
apenas medições que demonstraram ser válidas e
variáveis. Vamos relatar a adequação técnica
das medições no Apêncice, mais do que na descição
narrativa desta medida.
Como indicado anteriormente, as medidas das avaliações
devem ser fortemente preditivas das habilidades
futuras da leitura e devem separar as perfomances
altas das performances baixas. Medidas
automatizadas de cor , de objeto, de número, ou
de nome de letra atendem a este critério. (Torgesen,
Wagner, Rashotte, Burgess, & Hecht, 1997; Wolf,
1991). A
segmentação é uma segunda habilidade que é
altamente preditiva da habilidade futura da
leitura (por exemplo, Nation & Hulme, 1997;
Torgesen et al., 1994; Vellutino & Scanlon,
1987; Yopp, 1988). Ao contrário da habilidade de
nomear objetos rápidamente, a segmentação é
uma habilidade que pode ser ensinada, e a instrução
da segmentação beneficia a aquisição da
leitura.
As medidas da seleção devem também separar as
performances altas das baixas. Isto significa que
devem se dirigir às habilidades que são
desenvolvíveis apropriadamente. As habilidades da
consciência fonológica parecem se desenvolver ao
longo de um movimento contínuo da rima até a
segmentação. Tipicamente, os estudantes
desenvolvem a habilidade de segmentar as palavras
no seu início e na sua rima durante o jardim de
infância e a habilidade de segmentar palavras em
fonemas entre o jardim de infância e o primeiro
gráu. Conseqüentemente, a maioria dos estudantes
do primeiro gráu executa bem as atividades de
segmentar as palavras em início e rima, enquanto
que a maioria de estudantes do jardim de infância
têm resultados ruins em segmentar palavras em
sons individuais. Em um ou outro caso é difícil
separar performances baixas de perfomances
elevadas. Embora nós saibamos bastante sobre a
identificação de estudantes em risco para
dificuldades na leitura, muitas perguntas
parmanecem sem respostas. Recomendamos que os
professores usem uma variedade de medidas da seleção,
incluindo uma medida para nomear objetos
rapidamente e uma que faça a medida da
sensibilidade para a consciência fonêmica ou
para segmentação fonêmica.
Tipicamente, os estudantes do jardim de infância
têm avaliados os seus fatores de risco para
aprendizagem inicial da leitura no segundo
semestre do jardim de infância. As medidas
apropriadas para esta avaliação ( do segundo
semestre do jardim de infância) incluem as
medidas que são fortemente preditivas de uma
resposta bem sucedida da instrução explícita da
consciência fonológica ou para o começo da
aquisição da leitura. Tais preditores da
resposta bem sucedida da instrução de segmentação
e da instrução de combinação de fonemas são o
teste da Consciência Fonológica-Jardim de infância
(Topa-k; Torgesen & Bryant, 1993), uma medida
da soletração de não palavras (Torgesen &
Davis, 1996), e o dígito que nomeia a taxa (Torgesen
& Davis, 1996). Os preditores da aquisição
bem sucedida de habilidades iniciais da leitura
incluem nomear automaticxamente as cores, os
objetos, os números, ou as letras (por exemplo,
Wolf, 1991) e a habilidade de segmantar. (por
exemplo, Nation & Hulme, 1997; Torgesen et
al., 1994; Vellutino & Scanlon, 1987; Yopp,
1988). Outras medidas usadas durante o segundo
semestre do jardim de infância para identificar
estudantes em situação de risco para adquirir as
habilidades iniciais da leitura incluem medidas do
eliminação de fonemas.
As medidas apropriadas para identificar estudantes
do primeiro gráu em situação de risco para
aquisição das habilidades iniciais da leitura
sobrepõem aquelas usadas no jardim de infância.
O Topa-k e o início-rima não são mais
apropriados, quando os estudantes tiverem
desenvolvido estas habilidades ao final do jardim
de infância, visto que segmentar as palavras em
fonermas é ainda uma habilidade
em desenvolvimento. Entretanto
, as tarefas tais como nomear automaticamente as
cores, os objetos, os números, ou as letras
permanecem preditores para estudantes em situação
de risco para aquisição das habilidades iniciais
da leitura, como medidas para determinar se os
estudantes se retardam em relação aos seus pares
na consciência fonológica, assim como nas
medidas de segmentação.
.Quando usar as medidas de avaliação, o
professor deve estabelecer regras de decisão para
identificar os estudantes que requerem a instrução
de consciência fonológica. As regras de decisão
variam. O Topa-k tem contagens normalizadas e
fornece informações para ajudar o professor a
decidir se deve fornecer a instrução de consciência
fonêmica aos estudantes que marcam um ou dois
desvios padrão abaixo da média. Entretanto, há
pouca evidência da pesquisa para guiar a elaboração
da decisão sobre as crianças que devem receber a
instrução de consciência fonológica mais
intensiva.
Um segundo uso das medidas é monitorar o
progresso dos estudantes. Ao contrário das
medidas da seleção, as medidas de monitoramento
de progresso devem ser sensíveis ao crescimento e
requerem múltiplas formas. Os indicadores dinâmicos
do início da alfabetização (Kaminski & Good,
1996) comportam esta exigência e são apropriados
para o jardim de infância e para a primeira série.
Após o primeiro semestre da primeira série, os
professores podem também estar interessados em
monitorar o progresso dos seus estudantes
generalizando a consciência fonêmica para a
leitura e para a soletração. Outras duas medidas
da leitura que são sensíveis ao crescimento e têm
formas alternativas são a fuência oral da
leitura (tarefas) e a fluência da leitura de
palavras absurdas (Tindal & Marston, 1990).
Assim como para as medidas de avaliação, os
professores devem estabelecer regras de decisão
sobre como calibrar o progresso dos seus
estudantes. Uma forma é estabelecer uma linha de
base representando graficamente três pontos da
medida antes do começo da instrução,
adicionando cada ponto de dados subseqüente ao gráfico,
verificando a tendência do progresso dos
estudantes. Se muitos estudantes estiverem fazendo
um progresso mais lento do que necessário para
alcançar o nível de seus padrões de comparação,
o professor pode modificar a instrução incluido
um ou mais elementos nos padrões instrutivos. Por
exemplo, se os estudantes não estiverem
adquirindo a segmentação, o professor pode
decidir adicionar mais mecanismos tais como os
cartões que os estudantes podem mover enquanto
segmentam palavras, fazendo desta forma as instruções
de segmentação mais explíicitas, ou provendo
aos estudantes maiores orientações práticas.
Se a maioria de estudantes responderem bem à
instrução mas alguns responderem mal ou de forma
nenhuma, o professor pode optar por colocar estes
estudantes em um grupo flexível para receber uma
instrução mais intensa. O professor poderia também
fornecer uma instrução mais intensa e durante
todo o dia para alguns dos seus alunos para mantê-los
equiparados aos seus colegas. Se as medidas de
monitoração indicarem que os estudantes de
primeiro gráu recebem a instrução de consciência
fonológica mas se mantém atrazados na leitura e
na soletração, o professor pode escolher
aumentar a instrução relativa à correspondência
dos sons com as letras e fazer mais fortes as ligações
entre as habilidades da leitura a as habilidade de
segmentação e de combinação de fonemas. As
descrições breves da seleção e da monitoração
que demosntraram validade e confiabilidade com a
pesquisa são definidas a seguir. Para cada
medida, nós indicamos a classe e a finalidade
para a qual a medida é apropriada. Note que
algumas medidas são apropriadas a mais de um nível
de classe e para a seleção e o progresso da
monitoração. TESTE DA CONCIÊNCIA FONOLÓGICA
-JARDIM DE INFÂNCIA. (segunda metade do jardim de
infância; Avaliação). Esta medida da
sensibilidade fonêmica prediz fortemente que
estudantes demonstrarão alta habilidade de
segmentação depois da instrução de consciência
fonêmica em pequeno-grupo. (Torgesen & Davis,
1996). A medida consiste em um formulário com 10
figuras requerendo que o estudante indique quais
de tres palavras (rapresentadas por figuras) têm
o mesmo som inicial de uma palavra pré-fixada, e
dez ítens que requerem que o aluno indique qual
de quatro palavras (representadas por figuras)
começam com um som diferente em relação à
outras três. Esta avaliação é realizada em
pequenos grupos de
6 a
10 crianças, e é feita com tempo livre. Os
estudantes recebem os resultados, que são
normalizados.
SOLETRAÇÃO DE NÃO PALAVRAS.(segunda
metade do jardim de infância; Avaliação). Esta
medida prediz fortemente os estudantes do jardim
de infância que demonstrarão o crescimento em
combinação e em segmentação após a instrução
da consciência fonológica
em pequenos-grupos. Cinco
não palavras (feg, rit, mub, gof, pid) compõem o
exercício. Os estudantes recebem um ponto para
cada fonema que representam corretamente na
soletração.
TAXA DE NOMEAÇÃO DE DÍGITO (segunda
metade do jardim de infância; Avaliação). Esta
medida prediz fortemente se os estudantes do
jardim de infância vão demosntrar crescimento em
combinação após instrução de consciência
fonológica em pequenos grupos. A medida consiste
em seis fileiras com cinco dígitos por a fileira
num cartão de 18cm por
25 cm
. Os estudantes sào cronometrados enquanto
nomeiam os dígitos tão rapidamente quanto podem,
começando pela parte superior e seguindo para a
parte inferior. Os estudantes fazem duas
tentativas usando cartões com números arrumados
de forma diferente. A contagem é baseada no
momento médio, para as duas séries.
TESTE YOPP-SINGER DE SEGMENTAÇÃO DE FONEMA.
(segunda metade do jardim de infância, primeira
classe; Avaliação). Este teste (Yopp, 1995)
consiste em 22 ítens e requer que os estudantes
articulem separadamente cada fonema nas palavras
apresentadas. O estudante recebe o crédito
somente se todos os sons em uma palavra são
articulados corretamente. O estudante não recebe
o crédito parcial para dizer /s/ e /al/ de sal.
Uma característica que diferencia esta medida da
seleção de outra é que os estudantes recebem o
gabarito após cada resposta. Se a resposta da
criança estiver correta, o administrador do teste
diz, "está certo" Se o estudante der
uma resposta incorreta, o examinador diz ao
estudante a resposta correta. Além disso, se o
estudante der uma resposta incorreta, o examinador
escreve o erro. Gravar os erros ajuda ao professor
decidir-se o tratamento requerido pelo estudante.
A contagem do estudante é o número de ítens
segmentados corretamente em fonemas individuais. O
teste é administrado individualmente e requer
aproximadamente
5 a
10 minutos por criança.
TESTE DE BRUCE DE ELIMINAÇÃO DE FONEMA.
(segunda metade do jardim de infância; Avaliação).
O teste de Bruce (1964) avalia a eliminação de
fonemas, uma habilidade mais difícil e mais
composta do que a segmentação (Yopp, 1995). A
medida consiste em 30 palavras de umas três-sílabas
extraídas das palavras familiares às crianças
entre as idades de 5 e de 6 anos e meio. O
examinador pede que os estudantes suprimam um
fonema do começo, do meio, ou do fim de uma
palavra e digam a palavra que permanece. As posições
dos fonemas suprimidos são escolhidas aleatòriamente
durante todo o teste. O teste é administrado
individualmente e requer 10 minutos para a sua
aplicação.
TESTE DE ANÁLISE AUDITIVA (segunda metade
do jardim de infância; Avaliação). Esta avaliação
(Rosner & Simon, 1971, citada em MacDonald
& em Cornwall, em 1995) consiste em 40 ítens
arranjados em ordem da dificuldade de supressão
das sílabas em palavras compostas, em supressão
de sílabas em palavras multisilábicas e na
supressão de fonemas no começo, no meio, e no
final das palavras. O professor pede que o
estudante suprima uma sílaba ou um fonema e diga
a palavra que resulta. A avaliação é realizada
individualmente.
NOMEAÇÃO RÄPIDA DE LETRA, INDICADORES BÁSICOS
DE HABILIDADE INICIAL PARA A ALFABETIZAÇÃO
(segunda metade do jardim de infância, primeira
classe; Avaliação). A nomeação rápida da
letra, DIBELS (Kaminski & Good, 1996) é outra
de muitas medidas usadas para avaliar a habilidade
de nomeação rápida pelos estudantes. A avaliação
tem 18 formulários alternados e consiste em 104
letras maiúsculas e minúsculas selecionadas
aleatoriamente em uma página. A medida é feita
individualmente, e os estudantes têm 1 minuto
para nomear tantas letras quanto puderem na ordem
que aparecem na página.
FLUENCIA DE SEGMENTAÇÃO DE FONEMAS, DIBELS.
(fim do jardim de infância, primeira classe;
Avaliação e Monitoramento de Progresso). A fluência
de segmentação de fonemas, DIBELS (Kaminski
& Good, 1996) é uma das muitas medidas da
segmentação. A avaliação tem 18 formulários
distintos. Cada formulário consiste em 10
palavras, cada uma com dois ou três fonemas,
selecionados aleatòriamente entre as palavras dos
níveis do pre-primário e primário como aparecem
na série basica do livro de Scribner. A avaliação
é feita individualmente e cronometrada. Ao contrário
do teste do Yopp-Singer, os estudantes não
recebem o gabarito de suas respostas mas recebem a
contagens parcial das respostas corretas. Ou seja
para cat o estudante recebe uma contagem de 1 para
dizer /c /, uma contagem de 2 para dizer /c/ e /at/
ou uma contagem 3 para dizer /c/, /a/ e /t/. Como
esta medida avalia o número de fonemas corretos
por minuto, ela é sensível ao aprimoramento e é,
conseqüentemente, para a avaliação e para o
monitoramento do progresso.
Conclusão
Como ressaltamos na introdução deste artigo, os
esforços para compreender o papel da consciência
fonológica excederam em muito aos esforços para
relacionar as conclusões da prática da sala de
aula com relação à consciência fonológica.
Este artigo é uma tentativa de juntar a informação
valiosa disponível sobre o papel que a consciência
phonological representa no desenvolvimento inicial
da habilidade da leitura com a estratégias
baseadas em pesquisa para o ensino que se dirigem
às necessidades de todas as crianças, os princípios
dos projetos instrutivos que se dirigem às
necessidades das crianças que experimentam atraso
no desenvolvimento inicial da leitura com os
instrumentos de validação disponíveis para a
avaliação e o monitoramento do progresso dos
estudantes na consciência fonológica.
Nossa descrição do papel que a consciência
fonológica representa no desenvolvimento da
leitura propositadamente não se dirige à conexão
da consciência fonológica com a soletração.
Esta lacuna não é um descuido, nem deve ser
percebida como uma indicação de nossa opinião a
respeito da (pouca) importância da soletração.
Nós acreditamos firmemente que as conclusões das
pesquisas sobre soletração (por exemplo, Ehri,
1998; Templeton, 1995; Treiman, 1993) representam
uma parte tão significativa de nossa base de
conhecimento sobre a leitura que iriam muito além
do tamanho e do espaço deste artigo.
A pesquisa recente sobre a consciência fonológica
e a consciência fonêmica, incluindo como ensiná-las
e como avaliá-las, trouxe uma contribuição
extremamente valiosa à nossa compreensão de como
ensinar a leitura às crianças com dificuldades
de aprendizagem ou com atraso na fase inicial do
aprendizado da leitura. Isto não é a cura para
as dificuldades de aprendizado da leitura, mas um
avanço significativo na prevenção e na correção
destas dificuldades, de modo que mais crianças
sejam preparadas para aprender a ler no nosso
sistema alfabético de escrita.
SOBRE OS AUTORES
David J. Chard, PhD, é professor
assistente de educaç!ão especial na Universidade
do Texas,
em Austin. Os
seus interesses atuais incluem pesquisas e
desenvolvimento profissional na fase inicial da
leitura e análise do discurso infantil em classes
de matamática.
Shirley V Dickson, PhD, é professora
assistente em educação especial na Universidade
do Norte do Illinois. Os seus interesses são
pesquisa em consciência fonológica e em instrução
de leitura e modelos de colaboraçãoem educação
especial. Endereços David J. Chard, University of
Texas at Austin, Dept. of Special Education, SZB
408, Austin, TX 78712.
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Appendix
Table A. Technical Adequacy of Screening and
Monitoring Measures
|
Measure
|
Validity
|
Reliability
|
|
Test
of Phonological Awareness-Kindergarten (Torgesen
& Bryant, 1993)
|
Concurrent
validity with segmenting and sound isolation
(.50-.55); Concurrent validity with word
identification and word analysis of Woodcock
Reading Mastery Test-Revised (.60-.66);
Predictive validity (.59-.75)
|
Internal
consistency (.90-.91); Total score
reliability (Cronbach's Alpha = .91)
|
|
Nonword
Spelling (Torgesen & Davis, 1996)
|
|
Internal
consistency (.88)
|
|
Digit
Naming Rate (Torgesen & Davis, 1996)
|
|
Split-half
reliability (.91)
|
|
Yopp-Singer
Test of Phoneme Segmentation (Yopp, 1995)
|
Construct
validity with subtests of California
Achievement Test (.38-.78); Predictive of
reading and spelling in Grades 1-6
(-.05-.55; 16 of the 25 correlations were
positive and significant)
|
Cronbach's
Alpha (.95)
|
|
Bruce
Phoneme Deletion Test (Bruce, 1964)
|
Predictive
validity to learning to read novel words
(.67)
|
Cronbach's
Alpha (.92)
|
|
Auditory
Analysis Test (Rosner & Simon, 1971,
cited in MacDonald & Cornwall, 1995;Yopp,1988)
|
Predictive
validity (accounted for 25% of the variance
in word identification and spelling skills
at age 17); Construct validity for compound
phonemic awareness
|
Cronbach's
Alpha (.78)
|
|
Rapid
Letter Naming (DIBELS)
|
Concurrent
criterion-related with the Standard
Diagnostic Reading Test (.50) and oral
reading fluency (.45)
|
Spearman-Brown
Prophecy formula (.83 for first grade)
|
|
Segmenting
Fluency (DIBELS)
|
|
Alternate
form reliability (.60 Spearman Prophecy
formula)
|
|
Oral
Reading
Fluency (Children's Educational Services,
1987)
|
Coefficient
with Stanford Diagnostic Reading Test,
Woodcock Reading Mastery Test-Revised, and
Peabody
Individual Achievement Test (.52-.91)
|
Alternate
form reliability (.97)
|
|
Nonsense
Word Fluency (DIBELS; R. H. Good, August 3,
1998, personal communication)
|
Criterion
reliability with curriculum-based reading
measures (.80)
|
Alternate
form reliability (high .80s)
|
Publicado
em 03/05/2007
|