É fato que ao longo da história o homem inconscientemente planeja
suas ações, afirmamos que isso ocorre de forma
inconsciente, pois, não se observa uma
sistematização do plano, mas reflexões,
pensamentos, conversas em torno de: O que fazer?
Como fazer? E quando fazer? Em relação aos mais
variados assuntos. Desta forma pode – se
verificar a presença inata do ato de planejar na
vida humana. Este se faz necessário e presente
nas mais diversas esferas e áreas do
conhecimento.
No entanto observa – se que na área educacional o planejamento
das ações e do movimento refletirá
automaticamente nos resultados do processo.
È fato conhecido que em sala de aula temos os mais diferentes níveis
intelectuais e tipos de ouvinte ficando evidentes
as diferenças de tempos e modos de aprendizagem.
Neste modelo o planejamento do curso é utilizado
como norte para que se tenha conhecimento do que
se pretende ensinar, já o planejamento das aulas
norteia o como ensinar, não basta saber o conteúdo
a ser transmitido é necessário ir além e buscar
formas variadas para faze – lo.
No cenário de graduação ainda encontramos mais que
rotineiramente professores que trabalham apenas
com a primeira parte do planejamento, ou seja, o
que ensinar a determinado grupo e quanto ao como
fazer aplica- se o de sempre aulas interativas de
exposição onde o professor fala e o aluno ouve e
anota o que concluir necessário. Então fica a
pergunta: E na hora de avaliar?A resposta se põe
quase que automaticamente, marca-se uma data e
aplica – se uma avaliação escrita onde o aluno
irá expor aquilo que assimilou.
Contrariando tudo que se ouve nos cursos de formação de
educadores fala – se que devemos formar seres
pensantes, críticos e conscientes de seus
direitos, que as aulas devem ser atrativas. Mas de
forma se faz tudo isso se o que se aprende na prática
universitária na maioria das vezes vai na contra
mão desta via. No processo educacional é
impraticável seguir aquele ditado popular “faça
o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.
Aprende – se muito mais pelo exemplo e vivência
que com textos e teorias.
Neste caso é necessário que o campo de visão dos professores
universitários se transforme e passem a
demonstrar na prática tudo que é colocado na
teoria, faz se necessário aulas dinâmicas e
criativas para que este sim seja o modelo a ser
seguido.
O adulto ainda é como uma criança e como tal aprende mais
rapidamente e eficazmente quando sente prazer em
estar no cenário de aprendizagem. Não se deixará
de lado o estudo de textos teorias que são de
extrema importância, apenas se dá a estes um
novo formato de estudo.
Debater, criar jogos de perguntas e respostas, realizar produções
críticas em grupo ou individualmente do tema
estudado, criar formas de aplicação prática das
teorias estudadas, realizarem leitura prévia da
aula e realizar em promover um espaço de troca de
conhecimentos no espaço escolar... Estas poderiam
ser apenas algumas possibilidades de aulas
interativas.
Neste caso as aulas se tornam práticas de fato articula – se
teoria e prática de maneira natural e o processo
avaliativo se dá de maneira mais coerente uma vez
que este ocorre ao longo do processo de maneira
natural, podendo o professor observar o processo
de aprendizagem do aluno de forma natural. O aluno
coloca o que sabe e aprendeu e a partir destas
observações é possível planejar as ações
adequadas para atender as dúvidas e dificuldades
dos alunos.
Aos educadores dos mais diversos níveis convido a realizar um
retorno reflexivo aos quatro pilares da educação:
“aprender a ser, aprender a conviver, aprender a
fazer, aprender a aprender”. Façamos uma pausa
de alguns minutos em nossa prática e pensemos
sobre esses pilares de maneira a realizar uma auto
avaliação. Será que de fato estou seguindo
estes pilares... Não se constrói uma casa bem
edificada começando pelo telhado, a estrutura é
o que de fato faz a casa ficar de pé e produzir
abrigo.
Vamos construir uma educação de qualidade em nosso país e o
primeiro passo deve ser dado por aqueles que se
dignificam a formar novos educadores a base é
construída na universidade.
Este é o momento vamos juntos galgar a caminhada educativa
infinita e aprende dia após dia a ser, a
conviver, a fazer e, sobretudo a aprender.
Referências bibliográficas:
PACCA, Jesuína L. A.,Revista Brasileira de Ensino de Física.
Vol.14 nº1, 1992 – Diversos.
http://www.sbfisica.org.br/rbef/pdf/vol14a07.pdf
GAMA, Anailton de Souza, FIGUEREDO, Sonner Arfux de. O planejamento
no contexto escolar. http://www.uems.br/na/discursividade/Arquivos/edicao04/pdf/05.pdf
Publicado
em 08/12/2009