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Resolvi
discutir o assunto do bullyng nas escolas pela procura clínica
referente ao assunto. Ultimamente os pais estão a procura de
profissionais para comentar essas questões referente a seus filhos. Está
havendo uma crescente procura por essas queixas não somente entre os
adolescentes, mas também entre às crianças. Na verdade o bullyng
sempre existiu, porém agora, este assunto passa a ser o discutido do
momento. É como se os pais pensassem, se existe o bullyng nas
escolas, vou procurar profissionais para tratar porque é um absurdo. O
que ocorre também é que hoje a frequência de episódios são maiores do
que antes e que se desfere mais ao físico do que antigamente.
Primeiramte
proponho um exercício psicopedagógico de reflexão para professores e
educadores. 1) O que podemos questionar através deste ponto é do porque
hoje a sociedade ser mais violenta do que antigamente. 2) Desde que época
está violência física está aumentando? 3) Quais as causas da frequência
dessa violência social? 4) Como essa violência tem chegado nas escolas?
5) Quais medidas sócio-educativas pode-se tomar para suplantar a violência
moral e social entre os jovens? 6) Qual é o futuro de uma sociedade onde
existe um grande número de agressores e agredidos?
Após
repensar essas questões podemos voltar para nossa compreensão textual.
O
que se deve pensar é que o bullyng não vem sozinho, ele somente
é a consequência de outras coisas anteriores. É o ápice da falta da
moralidade de quem o faz.
Por
exemplo, uma criança que tem dificuldade em prestar atenção no que o
professor explica em sala de aula, porque acaba se distraindo com outras
coisas que acontecem com ela, ou pensa na partida de futebol que vai
brincar no prédio onde mora, ou ela pensa no pai que irá buscá-la para
viajar. Enfim, qualquer coisa que a distraia, acaba por afastá-la de
compreender os conteúdos explicados em sala de aula. E se dissermos que
isso é uma característica dessa criança. Ela sempre não presta atenção,
se distrai com frequência em sala de aula, presta atenção somente nas
coisas que a interessam. Com essas características de uma criança distraída,
é "normal" que ela não acompanhe o que os professores explicam
em sala de aula. Claro, ela pensa no futebol, no cinema, nas viagens, no
brinquedo do final do ano. O que ocorre por fim, é que essa criança ou
adolescente será cobrada em desempenho em trabalhinhos ou em prova na
escola. Porém, ela deixou de prestar atenção e com tantas coisas que a
cercam mentalmente, deixou também em empregar seu tempo para se
organizar, organizar suas atividades e estudar. O que acontecerá com ela?
Provavelmente sua nota será muito baixa.
Enquanto este jovem está tirando notas baixas, sendo questionado, seus
colegas estudaram, prestaram atenção e tiveram vontade de estudar. O
desempenho desses jovens é igual a média em sala de aula.
Essa outra criança ou adolescente está em outro universo, um universo
que naquele momento é o mais interessante a se fazer ou a fuga que
encontra de seus problemas.
Seus
outros colegas passam a parceber que esse adolescente ou criança tem
baixo rendimento e começam a questioná-la. E dizer que esse jovem é
"burro", "tonto". Geralmente é sempre um colega que
começa a questionar atitudes estranhas e a perguntar o porque da pessoa
ser assim. É como se esse colega questionador não aceitasse em si essas
atitudes de nota baixa e colocasse no outro:-Ei porque age assim?
Logo, um começa a comentar com o outro: -Ei, você viu, fulano tirou três
em matemática. -Nossa, que burro!. Ele não é só burro, é chato também.
É
neste momento que esse jovem passa a ser visado pelos colegas e passa a
ser uma vítima em potencial de tudo aquilo que o grupo não aceita em si,
uma baixo desempenho, uma bronca em casa, uma desaprovação familiar,
escolar e social. Porque esses jovens que questionam também são cobrados
a ter desempenho
contante e com isso, aprendem que estudar é o mais importante a se fazer.
E, também, quando percebem que existe alguém que faz o que eles não tem
coragem de fazer, também costumam questionar.
Desferir
ofensas físicas ou verbais a alguém seria uma forma também de aliviar
algo que não está agradando internamente e juntar-se ao grupo para fazer
essa ação é uma forma de sentir-se forte e aceito pelos demais.
O que podemos fazer para conter esses jovens agressores é mostrar para
eles que as pessoas não são iguais, cada um age e pensa de uma forma.
Precisamos pensar numa prática psicopedagógica e educacional para
trabalhar as diferenças e aceitá-las.
Precisamos
repensar uma prática que desvie jovens agressores para ações mais benévolas
e generosas para seus demais companheiros. Esses jovens agressores também
irão sofrer penalidades morais por atitudes violentas.
Publicado
em 05/09/2010
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