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Psicopedagogia: ensinantes e aprendentes
no processo de aquisição do conhecimento
Prof. João Beauclair
Arte-educador, Psicopedagogo, Mestre em
Educação, Associado Titular da ABPp,
Conselheiro eleito ABPp Gestão
2008/2010, professor em cursos de
pós-graduação em Psicopedagogia.
E-mail:
joaobeauclair@yahoo.com.br /
joao.beauclair@gmail.com
homepage:
www.profjoaobeauclair.net |

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Resumo:
Com novas expressões, designamos uma nova
visão da relação entre professores e alunos,
onde os espaços e tempos do aprender estão
para além das escolas e são percebidos na
complexidade e na totalidade da vida de cada
um de nós, sujeitos inseridos na dinâmica
relacional do viver e conviver com os outros.
No campo da Formação de Profissionais em
Educação, principalmente na formação inicial,
é importante mostrar como esta dimensão
proposta por Alicia Fernandéz é significativa
e amplia nossos perspectivas educacionais.
Este artigo é uma construção textual onde a
experiência em salas de aula e as buscas de
aprofundamentos teóricos se misturam, num
fazer que, a cada nova vivência, tem sido
imenso manancial de novas idéias e produções
textuais.
Palavras-chave:
Psicopedagogia, Aprendizagem,
Educação, Metodologia, Autoria de pensamento.
Abstract:
With new expressions, we assign to a new
vision of the relation between professors and
pupils, where the spaces and times of learning
are stop beyond the schools and are perceived
in the complexity and the totality of the life
of each one of us, inserted citizens in the
relationary dynamics of the life and to
coexist the others. In the field of the
Formation of Professionals in Education,
mainly in the initial formation, it is
important to show as this dimension proposal
for Alicia Fernandéz is significant and
extends our educational perspectives. This
article is a literal construction where the
experience in classrooms and the searches of
theoretical deepenings if mix, in one to make
that, to each new experience, it has been
immense source of new ideas and literal
productions.
Key words:
Psychopedagogy, Learning, Education,
methodology.
I - Introdução:
Foi com Alicia Fernández que aprendi o
significado das expressões ensinante e
aprendente, termos que esta psicopedagoga
argentina utiliza para designar uma nova visão
da relação entre educadores e educandos, onde os
espaços e tempos do aprender estão para além das
escolas e são percebidos na complexidade e na
totalidade da vida de cada um de nós, sujeitos
inseridos na dinâmica relacional do viver e
conviver com os outros.
Esta mudança de olhar, sobre as relações
existentes nos atos humanos de ensinar e
aprender, presentes no processo de aquisição do
conhecimento, nos mostra a flexibilidade no
exercício de cada um desses papéis visto que
nesta dinâmica, em determinados momentos o
sujeito é o ensinante e em outros, o
aprendente.
No campo da Formação de Profissionais em
Psicopedagogia, principalmente na formação
inicial, área que tenho atuado como ensinante
faz alguns anos, sempre busco mostrar como esta
dimensão proposta por Alicia Fernández é
significativa e amplia nossos referenciais
educativos.
No ato de pesquisar, ler e reler, sempre me
proponho a integrar estudos na área
psicopedagógica por acreditar que neste campo de
ação, atuação e produção teórica temos um
caminho excelente e inovador para continuar a
percorrer, aceitando o desafio permanente de
avançar no campo da formação de psicopedagogos.
[1]
A cada nova experiência, com aulas em cursos de
Pós-Graduação em Educação e Psicopedagogia,
tenho novos e importantes movimentos de autoria
de pensamento, vivenciados numa metodologia
construída a partir da práxis pedagógica e
psicopedagógica de agir e fazer, buscando maior
interatividade e fomento ao desenvolver de novos
profissionais que abracem a Psicopedagogia como
uma efetiva possibilidade profissional e de
ressignificação de seus próprios modos de viver
a dimensão do aprender em suas vidas.
[2]
A busca por uma contínua fundamentação teórica
tem me levado a construir diversas
possibilidades de interlocução e o contato com
diversas áreas relacionadas à aprendizagem que,
cada vez mais, estimula meu desejo de organizar
idéias e abordagens, com o intuito de
compartilhar e contribuir para nosso pensar,
nosso agir e nosso fazer em Educação e
Psicopedagogia.
Sendo assim, desde meu inicial movimento nas
sendas da Psicopedagogia, tenho produzido
textos, artigos e ensaios publicados em sites
brasileiros e europeus e participado de diversos
eventos nacionais e internacionais como
conferencista e palestrante, além de ter
publicado três diferentes livros sobre a
temática, com a organização de informações e
leituras que se propõem a indicar caminhos de
interlocução entre Educação e Psicopedagogia.
É na analise de questões relativas às próprias
influências de nossas vivências em processos de
ensinagem, seja como ensinantes ou
como aprendentes, que se encontra o
início para pensarmos na formação em
Psicopedagogia, que se apresenta repleta de
desafios em nosso tempo presente.
Com cada nova turma onde atuo, apresento
inicialmente o campo da Psicopedagogia, para que
seja possível desenhar um conhecimento geral,
trabalhando principalmente com conceitos que
considero principais para, posteriormente,
apresentar minha própria proposta de trabalho,
que visa fundamentalmente estimular e fomentar o
desejo da autoria de pensamento, validando a
trajetória de cada aprendente e mostrando
principalmente, que competências e habilidades
mínimas hoje, são requeridas para a atuação
profissional psicopedagógica.
Este artigo, portanto, é um misto entre relato
de experiência e busca de aprofundamento
teórico, de um fazer que, a cada nova vivência,
é manancial imenso de novas idéias e
sistematizações.
II - Em busca de fundamentação teórica:
Enquanto campo de conhecimento humano, a
Psicopedagogia tem sido influenciada por
diversas correntes teóricas e, em seu histórico,
sempre esteve voltada para as questões relativas
à aprendizagem. Nas décadas de 50 e 60 do século
passado, em seu iniciar, a visão predominante
era a médica.
Nesta visão, buscava-se enfocar problemas que
ocorriam com os sujeitos em relação à
aprendizagem a partir de uma abordagem
neuropsicológica, já que a existência de
problemas de aprendizagem apresentados por tais
sujeitos gerava fracassos no espaço e no tempo
da escola e, para que se chegasse a sua solução,
deveria investigar qual era a dificuldade, qual
era o problema.
Nos anos 60 e
70, a
Psicopedagogia interessou-se pelos
condicionamentos, saindo da abordagem focada
apenas nas possíveis falhas e avaliando os
desempenhos dos sujeitos em situação de
aprendizagem numa perspectiva behaviorista.
Considerando os porquês das dificuldades e dos
problemas de aprendizagem nos sujeitos, os
estudos psicopedagógicos da década de oitenta
mudam o enfoque e passam a ser consideradas as
diferentes influências do meio social e
cultural, abandonando a perspectiva de somente
observar como estas dificuldades e problemas se
manifestam.
A visão que surge, então, é considerada como
sendo uma visão social, levando em conta a
relevância das influências do meio
sócio-cultural para a aprendizagem. As idéias de
Lev S.Vygotsky ganham espaço e fundamentam novas
perspectivas para se compreender as dinâmicas
presentes nos processos de aprendizagem,
construindo um perfil profissional
psicopedagógico baseado na interdisciplinaridade
como metodologia e proposta de adoção de
estratégias de intervenção e pesquisa.
É um momento bastante fecundo, onde novas
teorizações e aportes significativos surgem como
elementos fomentadores da práxis psicopedagógica
que, a partir de então, ganha novas perspectivas
de ação e novos espaços para sua inserção. Na
década de 90, com os avanços em outros campos do
saber humano, principalmente das Neurociências,
da Biologia, da Sociologia e da
Psicolingüística, entre outras revisões
epistemológicas, a Psicopedagogia insere-se,
definitivamente, como um a área de atuação e um
campo do saber humano interdisciplinar.
Com isso, a Psicopedagogia avançou no sentido de
objetivar, cada vez mais, o sujeito na
construção de sua autonomia, vinculando o eu
cognoscente as suas relações com a aprendizagem.
Processos de investigação sobre a construção,
integração e expansão deste sujeito
aprendente se tornam cada vez mais presentes
na pesquisa psicopedagógica e é muito rica a
produção que podemos notar neste período.
O processo de aprendizagem passa a ser tema
essencial para se compreender a construção do
sujeito cognoscente, meta maior a ser alcançada
para que ele se torne capaz de ser o próprio
responsável pela construção do conhecimento.
III - O ser e o saber na construção do sujeito
cognoscente.
Numa perspectiva tradicional, sabemos que a
aprendizagem tem sido compreendida como pista de
mão única, onde o professor possui a tarefa de
repassar o saber para o aluno, percebido como um
ser que precisa receber este saber, sem que
nenhum outro processo seja válido.
Desconsiderando as relações sociais, nesta visão
do processo de aprendizagem, somente o professor
detém o saber e entre alunos e professores
nenhuma outra espécie de vínculo pode haver a
não ser esta: o professor sabe e o aluno não
sabe, portanto, a tarefa educativa deve ser a de
repassar o que o professor sabe para o aluno,
que, supostamente, nada sabe e só vai aprender
se receber o saber.
Na atualidade, muitos são os movimentos
pedagógicos para mudar definitivamente este modo
de fazer educação, visto que existem diversos
trabalhos e diferentes práticas que propõem
mudanças de olhar e percepção sobre a
aprendizagem, redefinindo os agentes de todo o
processo e seus respectivos papéis.
Da pista de mão única à de mão dupla: uma boa
metáfora para pensarmos sobre o par conceitual
ensinantes e aprendentes, em
processos de aprendências e ensinagens[3].
Em muitos momentos, é preciso criar novos campos
semânticos para mudarmos nossas percepções e
nossos paradigmas: a construção de novas idéias
remete-nos a necessidade de buscarmos novas
expressões, para significar novas
possibilidades, e como isso, trazer mudanças ao
nosso pensar.
No caso especifico do par conceitual aqui
colocado, o que considero essencial é relacionar
aprendentes e ensinantes como
caminhantes, numa mesma direção. A poética
que tal modificação induz ao nosso pensar é que,
aos estarmos juntos nos processos de aprender e
ensinar, de lidar com informações, conhecimentos
e saberes, é possível elaborarmos em parceria
vínculos como passaporte para a aprendizagem,
expressão belíssima que tomo emprestado de Dulce
Consuelo Soares.
[4]
Em "A inteligência aprisionada”
[5], Alicia
Fernández trabalha esta importante questão,
quando elabora idéias para refletirmos sobre uma
concepção de processo da aprendizagem onde o
aprendente é considerado como um sujeito
pensante, portador de sua inteligência e onde ao
ensinante, através dos vínculos que
conseguem firmar, é portador do conhecimento:
nesta relação, aprendentes e
ensinantes estabelecem uma relação entre
fatores que, quando colocados em jogo, facilitam
processos de aprendências, com gosto de
denominar.
E que fatores são estes? Pelo que aprendi com
Alicia é o organismo individual que o
aprendente herdou, o seu corpo, construído
de modo especular, e a sua inteligência, que é
auto-construída nas interações e na arquitetura
do desejo, que sempre é o desejo de outro.
Assim, é essencial o vínculo que se estabelece
entre ensinantes e aprendentes,
para compreendermos o como aprendemos. Sara
Paín, referencial também importante para nossos
estudos em Psicopedagogia, nos convoca a pensar
que a aprendizagem é um importante processo que
nos permite vivenciar a transmissão do
conhecimento de um outro que sabe, para um
aprendente que vai tornar-se sujeito e
desenvolver sua subjetividade pelo fato de estar
em processo de aprendizagem.
[6]
Tal processo, entretanto, só acontece de modo
qualitativo quando o ensinante consegue
utilizar as instâncias do orgânico, do corpo, do
intelecto e do desejo, integrando ao saber de
cada aprendente conhecimentos aprendidos
e que podem ser utilizados de modo
significativo, transformando assim, o ensino em
conhecimento.
Aprendentes,
como sujeitos da aprendizagem, possuem saberes
que os sustentam e tais saberes são frutos de
seus próprios movimentos e buscas por novas
aprendizagens e novos conhecimentos. É na
articulação do organismo, do corpo, do desejo e
da inteligência que o aprendente, como
sujeito, se constitui. No movimento que faz ao
interagir com a família e a escola, com as
instituições, com os outros, enfim, o
aprendente constrói a sua modalidade de
aprendizagem, de modo constante e permanente.
Assim, o ser e o saber na construção do sujeito
cognoscente, do sujeito aprendente, é
tema essencial para buscarmos aprofundamentos
teóricos e reflexivos, que nos conduzam a pensar
nas complexas dinâmicas presentes no ato humano
de ensinar e aprender.
IV - As complexas dinâmicas no ato humano de ensinar e
aprender: idéias, processos e movimentos para
pensar em Aprendizagem.
Diante do que até aqui expus, e com os
referenciais admitidos, aprendizagem é processo
onde o organismo, o corpo, a inteligência e o
desejo articulam-se em busca de determinado
equilíbrio. Entretanto, a estrutura intelectual,
de acordo com Jean Piaget precisa de equilíbrio
para estruturar o conhecimento do real e, assim,
sistematizá-lo por meios dos movimentos de
assimilação e acomodação.
[7]
Com o estudo deste importante autor, aprendemos
que assimilação pode ser compreendida como
movimentos dos processos de adaptação, através
dos quais os elementos presentes no ambiente são
alterados, com o intuito de serem incorporados à
estrutura do organismo.
Já por acomodação, conforme aprendemos em
Piaget, entendemos como sendo os movimentos que
elaboram os processos de adaptação que alteram o
organismo, em concordância com as
características do objeto com o qual se
relaciona.
Assim, o organismo é sustentado e evolui através
das relações que consegue estabelecer com o
ambiente onde se insere e, deste modo ele se
adapta, utilizando-se dos movimentos de
assimilação e acomodação.
De acordo com Alicia Fernández, são estes
movimentos de adaptação que configuram a
arquitetura onde a atribuição simbólica de
significações próprias, que o sujeito
aprendente faz, em relação aos processos de
aprendizagem onde interage.
[8] Entretanto, para
que todo este processo favoreça adaptações
inteligentes, é necessário que os movimentos de
acomodação e assimilação estejam em equilíbrio,
ou seja, um não pode predominar em excesso sobre
o outro. Com os estudos de Sara Paín é possível
observar os processos de hipoassimilação
/hiperacomodação, e de
hipoacomodação/hiperassimilação, que constituem
as diferentes modalidades presentes nos
processos representativos que afetam a formação
deste equilíbrio.
[9]
Tais modalidades interferem tanto nas reações e
respostas que o organismo produz em sua
interação com o meio, quanto nos processos de
aprendizagem, que se pressupõe normal quando
esta é produzida numa relação onde os movimentos
assimilativos e acomodativos apresentem-se em
equilíbrio.
São as elaborações objetivantes e subjetivantes
que farão com que o sujeito aprendente e
desejante, de fato, aprenda, pois aprender é
apropriar-se, e tal apropriação permite que o
objeto do conhecimento, da aprendizagem, seja
ordenando e classificado. No aspecto subjetivo,
tal movimento irá gerar o reconhecimento e a
apropriação do objeto, como resultado das
vivências e das experiências que o aprendente
obteve com sua relação e interação com este
objeto. Vale a pena relembrar que todo este
processo ocorre na articulação das instâncias do
organismo, do corpo, da inteligência e do desejo
que constituem o mover-se do sujeito
aprendente, além dos vínculos que consegue
estabelecer com os outros aprendentes e
com os seus ensinantes.
Todas estas idéias favorecem o nosso pensar,
agir e refletir para as questões relativas à
aprendizagem em nosso tempo. Se o aprendente
se faz sujeito desejante de modo gradativo, a
construção do seu saber deve ser investigada e
analisada. Cabe a todo ensinante ser
ponto de referência, suporte colaborativo e
atencioso, observando expectativas e
necessidades e valorizando, cada vez mais, as
construções e descobertas de seus aprendentes.
V – Considerações em aberto: aquisição do
conhecimento, vivências e compartilhamentos.
Nos espaços e tempos educacionais, devemos
buscar de modo permanente o aprender e o ensinar
com prazer, proporcionando que esta
palavra/sensação prazer esteja presente
nas ações e estratégias de aprendizagem. A
aprendizagem afeta a dinâmica individual de cada
aprendente e tem forte interferência no
articular das instâncias do organismo, do corpo,
do desejo e da inteligência. Nossas ações como
ensinantes devem considerar tais
interferências, centrando-se na busca pelas
transformações. A aprendizagem é possibilidade,
mas sem o desejo não se transforma em
oportunidade. São requeridas pela nossa contemporaneidade novas posturas e
iniciativas, compreendendo o espaço e o tempo da
escola como estímulos à construções de teias de
significações, onde o aprendente possa
transformar-se e libertar suas potencialidades,
vivenciando ricas experiências com os objetos
que interage. Cada ensinante pode
construir em suas ações de ensinagem
espaços de confiança, credibilidade e
amorosidade, onde seja possível a alegria da
autoria, a alegria do aprender e do ensinar, a
alegria de viver enfim.
Nas experiências que tenho vivido, como mediador
em cursos de pós-graduação em Educação e
Psicopedagogia, a busca permanente tem sido
esta: ao estarmos em grupo, almejarmos sentidos
criativos e lúdicos ao nosso mover-se no mundo
da construção do conhecimento e do
compartilhamento solidário de experiências.
Proponho aqui um momento de reflexão, com o
auxílio de um belo texto de Madalena Freire[10].
EU NÃO SOU VOCÊ
VOCÊ NÃO É EU
“Eu não sou você
Você não é eu
Mas sei muito de mim
Vivendo com você
E você, sabe muito de você vivendo comigo?
Eu não sou você
Você não é eu
Mas encontrei comigo e me vi
enquanto olhava você
Na sua, minha, insegurança
Na sua, minha, desconfiança,
Na sua, minha, competição,
Na sua, minha, birra infantil
Na sua, minha, omissão
Na sua, minha, firmeza
Na sua, minha, impaciência
Na sua, minha, prepotência
Na sua, minha,fragilidade doce
Na sua, minha, mudez aterrorizada
E você se encontrou e se viu, enquanto
olhava para mim?
Eu não sou você
Você não é eu
Mas foi vivendo minha solidão
que conversei com você
E você conversou comigo na sua solidão ou fugiu
dela, de mim, de você?
Eu não sou você
Você não é eu
Mas sou mais eu, quando consigo
lhe ver, porque você me reflete
No que eu ainda sou
No que já sou e
No quero vir a ser...
Eu não sou você
Você não é eu
Mas somos um grupo, enquanto
somos capazes de, diferencialmente,
eu ser eu, vivendo com você e
Você ser você, vivendo comigo.”
Referencias:
[1]
Neste sentido produzi os seguintes
trabalhos: BEAUCLAIR, João.
Psicopedagogia: trabalhando competências,
criando habilidades. Rio de Janeiro: WAK
Editora, 2004, segunda edição, 2006.
BEAUCLAIR, João. Para Entender
Psicopedagogia: perspectivas atuais,
desafios futuros. Rio de Janeiro: WAK
Editora, 2006. BEAUCLAIR, João. Incluir,
um verbo/ação necessário à Inclusão:
pressupostos psicopedagógicos, Pulso
Editorial, São José dos Campos, 2007.
[2]
Refiro-me a MOP - Metodologia de Oficinas
Psicopedagógicas: vivências, aprendências
e ensinagens significativas, uma
metodologia ativa de aprendizagem onde o uso
de dinâmicas de grupos, estudo de textos,
discussão teórica, interações dialógicas
entre aprendentes e ensinantes
constituem-se como estratégias formativas em
Educação e Psicopedagogia.
[3]
“Explicando os termos aqui utilizados,
entendo como aprendência a tomada de
consciência de nossas possibilidades
aprendentes criando processos de
significação e constituindo o evoluir
permanente de nossas subjetividades; já o
termo ensinagem aqui é utilizado no sentido
de que ensinar e aprender são processos
resultantes da interação dialética entre
aquele/a que ensina e aquele/a que aprende,
ou seja, ensino e aprendizagem são os
diferentes lados de uma mesma moeda, onde o
ser cognoscente é ser também desejante, em
movimento de autoria de pensamento.”
Nota presente em BEAUCLAIR, João. Para
Entender Psicopedagogia: perspectivas
atuais, desafios futuros. Rio de
Janeiro: WAK Editora, 2006, página 53.
[4]SOARES,
Dulce C. Os Vínculos como Passaporte da
Aprendizagem: Um Encontro D’EUS. Rio de
Janeiro: Editora Caravansarai, 2003.
[5]
FERNANDÉZ, Alicia. A inteligência
aprisionada: abordagem psicopedagógica
clínica da criança e sua família. Porto
Alegre: Editora Artes Médicas: 1990.
[6]
Sobre as questões relativas à subjetividade,
conferir: BEAUCLAIR, João. Subjetividade
e Educação. Revista Ciência e Vida
Psique, Edição Especial Psicopedagogia, ano
I número 2. São Paulo: Editora Escala, 2007.
[7]
Conferir as seguintes obras: PIAGET, Jean.
O nascimento da inteligência na criança.
Rio de Janeiro, Editora Zahar, 1970. PIAGET,
Jean. Inteligencia y afectividad.
Buenos Aires: Aique 2001.
[8]
FERNANDÉZ, Alicia. O saber em jogo: a
psicopedagogia possibilitando autorias de
pensamento. Porto Alegre: Editora
ARTMED, 2001.
[9]
Conferir as seguintes obras: PAÍN, Sara.
Estructuras inconscientes del pensamiento.
Buenos Aires: Nueva Visión, 1979. PAÍN,
Sara. A função da ignorância. Porto
Alegre: Artmed Editora, 1999. PAÍN, Sara.
La estructura estética del pensamiento.
Revista E.Psi.B.A. n. 8, 1988.
PAÍN,
Sara. Subjetividade e objetividade.
Relação entre desejo e conhecimento.
São Paulo: CEVEC, 1996.
[10]
FREIRE, Madalena. O que é um grupo?
In: BORDINI, Jussara e GROSSI, Esther Pillar
(orgs.). A paixão de aprender.
Petrópolis, Editora Vozes, 2000.
Publicado
em 10/02/2008