Dislexia do
desenvolvimento ou de evolução é uma desordem na aquisição da leitura
e/ou escrita com competência que acomete crianças com inteligência
dentro dos padrões de normalidade, sem deficiências sensoriais, isentas
de comprometimento emocional significativo e com oportunidades
educacionais adequadas ( Ellis, 1995; Pinheiro, 1994; Nunes, 1992,
Condemarin e Blomquist, 1989). Para compreender porque a criança
disléxica não consegue aprender a ler com a mesma facilidade com que
lêem seus colegas, é importante considerar os meios pelos quais a
criança normalmente adquire essa habilidade.
Segundo a abordagem do
processamento de informações, a leitura é tradicionalmente explicada
pela Teoria de duplo-processo ou dupla-rota (Hulme e Snowling, 1992;
Pinheiro, 1994; Ellis, 1995). Pinheiro (1994), baseada no modelo
proposto por Ellis (1984), explica que no processamento visual a
primeira tarefa do leitor é identificar as letras que compõe a palavra,
o que parece ocorrer no Sistema de Análise Visual, que transforma a
informação recebida em um código de letra. Esse código é enviado ao
sitema de Reconhecimento Visual, no qual a unidade de reconhecimento
visual correspondente é ativada, resultando na identificação da palavra.
Após a identificação, ocorre a ativação do significado, arquivado no
Sistema Semântico. Forma-se, então, um código semântico que ativa a
unidade de produção da fala, arquivada no Sistema de Produção Fonêmica.
Esse sistema produz um código fonológico para a pronúncia da palavra que
será enviada à memória fonêmica.
No processamento
fonológico, o código de letra realizado pelo Sistema de Análise Visual é
traduzido pelo processo de conversão de letra em som, em cadeias de
fonemas, que ficam mantidas na memória fonêmica e são convertidas em um
código acústico que é identificado pelo Sistema de Reconhecimento
Auditivo de palavras. Em seguida, o significado e a pronúncia da palavra
ouvida tornam-se disponíveis. Neste tipo de leitura, a palavra escrita é
reconhecida como se estivesse sido ouvida. O processo fonológico, por
basear-se em regras de correspondência letra-som, é adequado para
leitura de palavras regulares e de palavras inventadas, mas causa
dificuldade para leitura de palavras irregulares e homônimos. Já, a
leitura visual é processada como um todo e, portanto, tanto as palavras
regulares quanto as irregulares podem ser lidas corretamente através
dessa via.
Frith (1985) apud Pinheiro
(1994), considera a leitura/escrita uma habilidade cognitiva que se
desenvolve por meio de um processo interativo que ocorre em três fases
distintas: a primeira é a fase logográfica, em que as palavras
frequentes são tratadas como um todo e não são analisadas em suas partes
constituintes, ou seja, não se leva em conta a ordem das letras na
palavra. A segunda fase é a alfabética, que requer consciência
fonológica, isto é, a consciência dos sons que compõe a fala para que
ocorra a correspondência grafema/fonema. A terceira fase é a
ortográfica, uma fase analítica que não envolve acesso visual nem
conversão fonológica. Stuart e Coltherat (1988) acreditam que a criança
com desenvolvimento normal não necessáriamente tenha que passar pela
fase logográfica, esta depende muito do método de alfabetização
(global/visual, fonético ou misto). No Estado do Paraná, as escolas da
rede pública empregam atualmente o método global/visual.
Quando ocorre um dano,
seja na rota direta (visual), ou indireta (fonológica), a habilidade
para leitura passa a ser prejudicada. No processamento fonológico, o
dano deve ser localizado nas rotas fonológica e/ou semântica. Quando o
sujeito sofre ruptura na rota fonológica, apresenta grande dificuldade
na leitura de palavras desconhecidas e/ou inventadas, resultantes da
perda substancial da capacidade de conversão da letra em som. Devido a
preservação da rota visual, a leitura de palavras familiares (regular/
irregular e curta/longa) é feita normalmente (Shallice e Warrington,
1980; Paterson, 1982; Pinheiro, 1994). No processamento visual, o dano
deve ser localizado nas rotas visual e/ou lexical. Quando o sujeito
sofre ruptura na rota visual, apresenta mais erros na leitura de
palavras, porque identifica a palavra pela letra ou sílaba inicial (Goswami,
1986; Harley, 1993; Hulme e Snowling, 1992; Pinheiro, 1994).
Segundo Campbell (1985), o
leitor jovem sem comprometimento neurológico poderá empregar ambas
estratégias em diferentes momentos. No entanto, o mesmo parece não
ocorrer com o disléxico. Para Frith (1985), o disléxico parece
apresentar atraso no desenvolvimento da habilidade de leitura.
Apresentam leitura logográfica mas encontram dificuldade na fase
alfabética, talvez justamente por essa fase exigir consciência
fonológica. Pesquisas atuais (Nunes, 1992; Capovilla, 1995; Pinheiro,
1994), consideram a inabilidade para realizar análise fonológica, um dos
fatores associados à dislexia.
Considerando a abordagem
do processamento de informações e a teoria do desenvolvimento da leitura
e escrita de Frith, a avaliação psicopedagógica proposta nesse artigo,
para um caso de dislexia envolveu avaliação do potencial intelectual
(Teste Wisc); das habildades acadêmicas , com provas de leitura e
escrita de palavras e frases, conceituação, raciocínio
lógico-matemático, emparelhamento de símbolos e organização espacial;
das habilidades sensoriais visuais , e auditivas (Golbert, 1988); Exame
Psicomotor (Picq e Vayer, 1985) e Teste Exploratório de Dislexia (Condemarin
e Blomquist, 1989). O Teste de Audibilização (Golbert, 1988), é
resultado de pesquisas realizadas na PUC-RS em 1984/85 com crianças de 7
anos e em 1986/87 com crianças de 5 e 6 anos, com apoio do CNPq. Tem por
objetivo realizar a sondagem das capacidades de pensamento e de
linguagem de crianças que apresentam dificuldades para se alfabetizar. O
instrumento investiga a capacidade da criança audibilizar, ou seja, suas
habilidades para discriminar sons, memorizar e conceituar. Foi validado
e padronizado para crianças em fase de alfabetização.
O Teste Exploratório de
Dislexia (Condemarin e Blomquist, 1989) é uma prova informal que tem por
objetivo fazer um diagnóstico analítico do nível de leitura e dos erros
na área de reconhecimento da palavra.
Recentemente, novos exames
foram propostos para avaliar consciência fonológica (ver provas de
segmentação fonêmica - Capovilla et al. 1995) e reconhecimento de
palavras (Pinheiro, 1994 e 1996). Tais exames, apesar de não terem sido
empregados neste trabalho, estão atualmente fazendo parte do protocolo
de avaliação psicopedagógica do Laboratório de Distúrbios e Dificuldades
de Aprendizagem, que desenvolve o projeto de Extensão "Atendimento ao
Hospital de Clínicas, CODE2
e Clínica Psicológica da Universidade Estadual de Londrina - PR". Neste
projeto, a comunidade externa é atendida através de diagnóstico e
intervenção em dificuldades específicas de aprendizagem, sendo que a
queixa mais frequente, quando do encaminhamento de crianças, refere-se à
dificuldade específica para leitura e/ou escrita (dislexia).
Considerando que a
eficácia da intervenção depende da precisão do diagnóstico, este relato
objetiva descrever uma avaliação sistematizada, realizada em uma criança
disléxica com história de fracasso escolar.
A criança E.G., 12 anos e
3 meses, sexo masculino, sinistro, multirrepetente, atualmente cursando
a 2º fase do ciclo básico, foi encaminhado pelo Serviço Municipal de
Atendimento Psicopedagógico para o Hospital de Clínicas (HC), com
solicitação de diagnóstico para suspeita de dislexia.
Na época da avaliação,
E.G. frequentava, há 3 anos e 3 meses, o setor de Psicopedagogia da
Prefeitura . Segundo relato do setor, a criança apresentava progressos
quanto aos aspectos emocionais, mostrando-se mais participativo, expondo
suas idéias, opiniões, ou seja, acreditando mais em si próprio. Quanto à
linguagem, E.G. demonstrava verbalização mais clara e coerente. Sua
aprendizagem quanto aos conceitos matemáticos, também havia se
ampliado.No entanto, não demonstrava progresso algum em leitura e
escrita.
Frente a esses dados, o
processo-diagnóstico foi iniciado empregando-se como instrumentos de
avaliação um roteiro para entrevista com pais ou responsáveis pela
criança, um questionário a ser respondido pelo professor, e testes
formais, tais como: WISC (Wechsler Intelligence Scale for Children),
Exame Psicomotor (Picq & Vayer, 1985), Audibilização (Golbert, 1988),
Inventário de Capacidades Primárias e Teste Exploratório de Dislexia (Condemarin
& Blomquist, 1989).
A história pessoal da
criança, obtida por meio da entrevista com os pais, revelou alguns
antecedentes indicativos para dificuldades específicas de leitura, tais
como: atraso no desenvolvimento psicomotor e dificuldades na articulação
verbal. Até 4 anos de idade, E. G. não conseguia apreender a colher com
as mãos para se alimentar e necessitou do auxílio de adultos. As
habilidades que envolviam presteza na execução com as mãos eram
realizadas com lentidão. Atualmente, a criança apresenta gagueira,
principalmente, quando relata fatos de forma rápida e normalmente
"esquece" detalhes e sequência dos mesmos.
Segundo relato da
professora, E. G. não compreende o processo da leitura e da escrita,
somente copia. É uma criança interessada, disciplinada, que permanece
atento às explicações e concentra-se durante a execução das tarefas. No
entanto, não conclui as atividades no tempo previsto e não procede à
leitura e escrita. O método de alfabetização empregado em sua escola é o
de palavra inteira ou método global/visual.
Os resultados obtidos nos
testes formais indicaram que E. G. apresenta desempenho intelectual
dentro dos padrões de normalidade compatível com sua idade cronológica.
No teste WISC, a criança respondeu melhor aos subitens não-verbais,
apresentando rebaixamento na área verbal. Os dados quantitativos obtidos
nessa área (Q.I.84) são indicativos para distúrbios de aprendizagem
(Johnson & Mykelebust, 1987). O "Scatter" ou análise da dispersão das
habilidades cognitivo-perceptivas revela uma acentuada assincronia de
rendimento (i.e., os escores obtidos variaram de 4 em informação a 12 em
completar figuras). Segundo Condemarin e Blomquist (1989), é comum em
crianças disléxicas certos fatores aparecerem muito evoluídos enquanto
outros são bastante diminuídos.
No Exame Psicomotor, a
criança apresentou desempenho compatível com sua idade cronológica para
coordenação dinâmica geral e controle segmentário do próprio corpo.
Observou-se um leve rebaixamento em coordenação das mãos e linguagem e
um rebaixamento severo em organização espacial, apresentando nessa área
desempenho para 6 anos.
No teste de Audibilização,
E. G. apresentou dificuldade em discriminação fonemática (trocou ga por
ca, pa bor ba, e fa por va), em memória de relatos, e organização
sintático-semântica.
No Inventário de
Capacidades Primárias, apresentou domínio quanto a conceitos de classes,
posição em conceitos de espaço e conceitos descritivos. Verbalizou
corretamente o alfabeto, mas não conseguiu redigi-lo. No entanto,
escreveu a sequência correta de números de 1 a 31.
Em discriminação visual do
alfabeto, identificou corretamente somente as vogais e consoantes c, j,
m, n, s, v, e x. Trocou f pelo j e l pelo m, verbalizou não saber o nome
das demais. Em discriminação visual de pares de letras e/ou sílabas,
identificou Wm como sendo Mm. Mais uma vez, apresentou dificuldades em
organização espacial.
A avaliação da rota
visual/lexical não foi possível visto que, em leitura de palavras , a
criança limitou-se a ler vogais e monossílabos, tais como: eu, sim, não,
é. Apresentou no entanto, leitura logográfica reconhecendo a palavras
Coca-Cola em uma lata de refrigerante, SUS na entrada do hospital e
Escola em uma placa indicativa.
No teste Exploratório de
Dislexia, E. G. apresentou confusão entre letras e sílabas com
diferenças sutis de grafia, tais como: m/n, a/o, l/n, mo/no, fa/ta e
confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e cujos
sons são acusticamente próximos, tais como: d/t, c/g, g/z, v/f.
Apresentou desempenho satisfatório somente para o 1º nível de leitura,
ou seja, domina parcialmente nome de letras e algumas sílabas, no
entanto, não conhece o som da letra, nem apresenta leitura de sílabas
diretas com duplo sentido no som.
Os dados obtidos nas
provas acima aplicadas revelam:
a) notória discrepância
entre desempenho intelectual (verificado pelo teste WISC) e desempenho
em leitura (observado no teste Exploratório de Dislexia e na prova de
leitura de palavras do Inventário de Capacidades Primárias). A criança
não lê, frequentemente não discrimina letras e, quando o faz, confunde
várias delas. No entanto, trabalha bem com números e domina conceitos de
classe, espaço e descritivos. Segundo Nunes (1992), esse desnível entre
o que é esperado da criança a partir de seu nível intelectual e o que
ela, de fato, consegue na aprendizagem da leitura e escrita sugere um
quadro de dislexia;
b) atraso no
desenvolvimento psicomotor e linguagem. Segundo Condemarin & Blomquist
(1989), a história de um disléxico pode revelar um ou mais antecedentes
indicativos do quadro, sendo um deles atraso na aquisição da linguagem
e/ou perturbações na articulação. Mc Cue, Shelly & Goldstein (1986)
também verificaram prejuízos em aspectos da linguagem, atenção e
habilidades motoras em crianças com desempenho abaixo da média;
c) desempenho verbal
inferior (demonstrado no teste WISC). Segundo Gordon (1983), Pirozzolo &
Rayner (1979) e Witelson (1976), crianças disléxicas apresentam
desempenho verbal inferior quando comparadas com crianças não
disléxicas;
d) lentidão na execução
das tarefas. Segundo Condemarin & Blomquist (1986), a dificuldade no
reconhecimento da palavra obrigam o disléxico a realizar uma leitura
hiperanalítica e decifratória. Como dedica seu esforço à tarefa de
decifrar o material, diminuem significativamente a velocidade e
compreensão necessárias para atividades de leitura e escrita.
e) dificuldade em
discriminação fonética. Bravo, Bermeosolo, Císpedes e Pinto (1986),
demonstraram que a discriminação de fonemas e a percepção e memória de
sequência de fonemas eram variáveis que afetavam significativamente o
nível de leitura de crianças deficientes nessa habilidade;
f) manifestação de
inversões (identificou Wm como sendo Mm) e confusão entre letras e
sílabas com diferenças sutis de grafia, tais como: m/n, a/o, e/a, etc;
g) confusão também com
sons acusticamente próximos, tais como: d/t, f/v, c/g, g/z, etc. Segundo
Condemarin & Blomquist (1989), Johnson & Mykelebust (1987), Nunes
(1992), a acumulação e persistência desses erros é a característica mais
marcante do disléxico;
h) a criança apresentou
também outros distúrbios que se manisfestam como parte da síndrome
total: distúrbios de memória principalmente para sequência (citado por
pais e professores), dificuldade com orientação direita/esquerda e
organização espaço-temporal.
Frente as dificuldades
observadas em E.G., principalmente a inabilidade para conversão da
letra/som e a manifestação de confusões visuais, podemos considerar que
a criança apresenta dislexia mista, ou seja, comprometimento tanto na
associação visual-verbal (dificuldade para codificar e recordar os
aspectos gráficos das palavras) quanto em percepção auditiva (
dificuldade para audibilizar fonemas, que impede a evocação da palavra
lida) Bravo-Valdivieso e Pinto Guevara, (1984).
Conclusão
Identificar um quadro de
dislexia não é tarefa fácil. Ainda hoje, o método por exclusão é o mais
empregado. Por meio dele foi possível excluir déficit
intelectual, sensorial, orgânico, motivacional e instrucional, que
poderiam ser causa de dificuldade na aquisição da leitura. Foi possível
também determinar que os erros apresentados por E.G. em leitura eram
consistentes, persistentes e peculiares. Somadas a estes, outras
características típicas em disléxicos foram apresentadas por E. G., tais
como: dificuldade em memorizar sequências, em orientação
direita/esquerda e em organização espaço-temporal.
Todos os indicativos acima
listados convergem para um quadro de dislexia. A localização do dano na
rota fonológica e rota visual/lexical será investigada em estudo a ser
desenvolvido. Portanto, sugere-se no momento intervenção específica em
leitura e escrita e orientação à professora de E. G., e a sua família.
Deverão ser também trabalhadas as áreas acima relacionadas que se
encontram em defasagem.
Finalizando, o processo
diagnóstico não se encerrou ao término da aplicação e análise das provas
de avaliação. Certamente, as sessões de intervenção possibilitarão
lapidar a compreensão do déficit em leitura e/ou escrita. Este artigo
não esgota a possibilidade de novas investigações por meio de provas
e/ou instrumentos recentemente desenvolvidos em nosso país, que
possibilitem a análise pormenorizada de casos de dislexia do
desenvolvimento.
NOTAS
1 - Mestre em Psicologia Experimental. Professora Assistente da área
de Psicologia Escolar do Departamento de Psicologia Social e
Institucional da Universidade Estadual de Londrina.
2 - Comissão Permanente de Atendimento ao Aluno Portador de
necessidades Educativas Especiais, desta universidade
-
BRAVO-VALDIVIESO, L.; BERMEOSOLO, J.;
CÉSPEDE, A.; PINTO, A. Retardo
-
inicial: características diferenciales
en el proceso de decodificación. Revista Latinoamericana de
Psicologia, v.18 n.1, p.73-86, 1986.
-
-
BRAVO-VALDIVIESO, L., PINTO-GUEVERA,
A. Confusiones sensoriales visuales y auditivas en las dislexias.
Revista Latinoamericana de Psicologia, v.16 n.2,
p.213-224, 1984.
-
-
CAMPBELL, R. e BUTTERWORTH, B.
Phonological dyslexia and dysgraphia in a highly literate subject: A
developmental case with associated deficits of phonemic processing
and awareness. Quarterly Journal of Experimental Psychology,
37A, p.435-475, 1985.
-
-
CAPOVILLA, F.C., COLORNI, E.M.R., NICO,
A.M., CAPOVILLA, A. Leitura em voz alta, tomada de ditado,
manipulação fonêmica, e relações entre elas: efeitos de
características de palavras (frequência, regularidade, lexicalidade)
e de nível de escolaridade. Anais do II Congresso de
Neuropsicologia, 1995.
-
-
CONDEMARIN, M.; BLOMQUIST, M.
Dislexia: manual de leitura corretiva. Porto Alegre: Artes
Médicas, 1989.
-
-
ELLIS, A.W. Reading writing and
dyslexia: a cognitive analysis. London: Laurence Erbaum Associates,
1984.
-
-
ELLIS, A.W. Leitura, escrita e
dislexia: uma análise cognitiva. Porto Alegre: Artes Médicas,
1995.
-
FRITH, U. Beneath the surface of
developmental dyslexia. In K.E. Patterson; J.C. Marshall and M.
Coltherart Surface dyslexia: Neuropsychological and Cognitive
Analyses of Phonological Reading. London: Lawrence Erlbaum
Associates, 1985.
-
-
GOLBERT, C.S. A evolução
psicolinguística e suas implicações na alfabetização. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1988.
-
-
GORDON, H.W. The learning disabled are
cognitively right. Topics in Learning and Learning Disabilities,
v.3, p.29-39, 1983.
-
-
GOSWAMI, U. Children's use of analogy
in learning to read: A developmental study. Journal of
Experimental Child Psychology, 42, p.73-83, 1986.
-
-
HARLEY, T.A. Major Review:
connectionist approaches to language disorders. Aphasiology,
7, p.221-229, 1993.
-
-
HULME, C. e SNOWLING, M. Déficits in
output phonology: an explanation of reading failure? Cognitive
Neuropsychology, 9 v.1, p.47-72, 1992.
-
-
JONHSON, D.; MYKELEBUST, H.
Distúrbios de aprendizagem. São Paulo: Pioneira, 1987.
-
-
MC CUE, P.M.; SHELLY, C.; GOLDSTEIN,
G. Intellectual, academic and neuropsychological performance levels
in learning disabled adults. Journal of Learning Disabilities,
v.9, p.233-236, 1986.
-
-
NUNES, T.; BUARQUE, L.; BRYANT, P.
Dificuldades na aprendizagem da leitura: teoria e prática. São
Paulo: Cortez, 1992.
-
-
STUART, K.M. e COLTHERAT, M. Does
reading develop in a sequence of stages? Cognition 30, p.
139-181,1988.
-
-
SHALLICE, T. e WARRINTON, K.E. Single
and multiple component central dyslexia syndromes. In M. Coltheart,
K.E. Patterson, e J.C. Marshhall (ed). Deep Dyslexia. London:
Routledge and Kegan Paul, 1980.
-
-
PATTERSON, K.E. e KEY, J.
Letter-by-letter reading: Psychological description of a
neurological syndrome. Quarterly Journal of Experimental
Psychology, 43A, p.411- 441, 1982.
-
-
PICQ, L.; VAYER, P. Educação
psicomotora e retardo mental. São Paulo: Manole, 1985.
-
-
PINHEIRO, A.M.V. Leitura e Escrita:
uma abordagem cognitiva. Campinas: Psy II, 1994.
-
-
PINHEIRO, A.M.V. Leitura e Escrita:
contagem de frequência de ocorrência e análise
psicolinguística de palavras expostas a crianças na faixa
pré-escolar e séries iniciais do 1º grau. São Paulo: ABD,
1996.
-
-
PIROZZOLO, F.J.; RAYNER, K. Cerebral
organization and reading disability. Neuropsychologia, v.17,
p.485-489, 1979.
-
-
WITELSON, S.F. Abnormal right
hemisphere specialization in developmental dyslexia. In R.M.,
Knights & D.J. Bakker (Eds.), The neuropsychology of learning
disorders: theoretical approaches. Baltimore: University Park
Press, 1976.
Fonte: http://www2.uel.br/ccb/psicologia/revista/DISLEXIA.htm
Publicado
em 10/09/2008