“Uma criança que não sabe
brincar, uma miniatura de velho, será um adulto que não saberá pensar”
(CHATEAU, 1987, P. 14).
INTRODUÇÃO
A psicopedagogia, empenhada em solucionar
os problemas da alfabetização, vem buscando criar formas de administrar
a relação professor/aluno/aprendizado, através de métodos adotados
amplamente pela psicopedagogia. Entre esses métodos, encontra-se a
ludopsicopedagogia, que consiste na análise da criança através dos seus
brinquedos, uma vez que a criança desloca para o exterior seus medos e
ansiedades.
No brincar, a criança descobre seus
limites, potencialidades e individualidade.
A brincadeira desempenha uma função vital
para a criança. É muito mais do que apenas a atividade frívola, leviana
e prazenteira que os adultos julgam que é.
A ludopsicopedagogia associada à música
abre outra vertente do tratamento psicopedagógico. Embora pouco
explorada, a “Ludopsicopedagogia-musical” condensa dois pontos de apoio
à intervenção: o lúdico, que fornece informações do indivíduo através
dos elementos do brincar; e da música, que proporciona a realização de
um trabalho direcionado e caracterizado para aplicação específica,
permitindo ao psicopedagogo, encontrar na música o meio “impressionante”
necessário ao tratamento da deficiência.
A
“ludopsicopedagogia-musical” é o nome utilizado pela pesquisadora para
definir o método aplicado na execução de um programa que inclui
brinquedos/ instrumentos. Diz a psicóloga Camasmie
(2006, p. 1): É uma técnica muito apropriada pra a criança, realizada
através do lúdico, do “brincar” tendo como objetivo, facilitar a
expressão da criança, pois é através do brincar que a criança tem maior
possibilidade de expressar seus sentimentos e conflitos e buscar
melhores alternativas para lidar com suas emoções e conseqüentemente,
saber resolver problemas e melhorar o processo de aprendizagem.
LUDOPSICOPEDAGOGIA
Para Oaklander (1980, p. 184),
Brincar também serve como linguagem para a
criança – um simbolismo que substitui as palavras. A criança experiência
na vida muita coisa que ainda é incapaz de expressar verbalmente, e
deste modo utiliza a brincadeira para formular e assimilar aquilo que
experiencia. Eu me utilizo do brincar de situações em terapia da mesma
maneira que poderia usar uma estória, um desenho, uma cena na mesa de
areia, um teatro de bonecas, ou uma improvisação.
Quando a criança brinca, diz o autor,
pode-se observar o processo através de sua forma de brincar, de se
aproximar do material, do que escolhe e o que evita, seu estilo geral,
as dificuldades de ultrapassar etapas, a organização, o padrão adotado,
o modo como brinca e o que fala sobre a sua vida.
Durante o tratamento com o psicopedagogo,
as crianças são levadas ao consultório para brincarem livremente, de
acordo com suas necessidades, permitindo que elas demonstrem seus
conflitos e se desenvolvam através da interpretação do conteúdo dos seus
jogos e brincadeiras - a ludopsicopedagogia.
O brincar das crianças, em qualquer
situação, é muito proveitoso para outros propósitos,além do processo
direto de terapia.
Brincar é divertido para a criança e ajuda
a promover a afinidade necessária entre o psicopedagogo e/ou professor e
a criança. O medo e resistência iniciais por parte desta, muitas vezes,
são drasticamente reduzidos, quando ela se defronta com uma sala cheia
de brinquedos.
Enquanto a criança utiliza o brinquedo
como instrumento o profissional consegue compreender seus sentimentos e
preocupações. Brincando as crianças comunicam e mostram melhor, os seus
sentimentos. Enquanto isso, o psicopedagogo dirige a atenção para os
motivos subjacentes do comportamento da criança, durante as atividades
lúdicas.
A técnica do brinquedo é organizada de
modo que a criança possa brincar num lugar que está equipado,
habitualmente, com brinquedos padronizados.
A comunicação verbal não é o meio mais
adequado para as crianças de tenra idade e, nesse sentido, para se
alcançar uma expressão espontânea e verificar as associações que elas
fazem, nada melhor do que explorar as atividades
lúdicas, jogos e representações infantis, mediante a passagem do ato de
brincar.
Brincar pode ser um bom instrumento de
diagnóstico. Brincando com a criança, podemos observar muita coisa a
respeito da maturidade, Inteligência, imaginação e criatividade,
organização cognitiva, orientação de realidade, estilo, campo de
atenção, capacidade de resolução de problemas, habilidades de contato,
entre outras nuanças (OAKLANDER, p.189).
A análise infantil explora o mundo dos
sentimentos e impulsos inconscientes, os “fantasmas infantis” como
origem de todas as ações e reações observadas nos pequenos aprendizes.
A eficiência do tratamento está no fato de
que no ato de brincar as crianças expressam sentimentos de ambição,
desejo, amor, crueldade, ódio, necessidade de dominar e destruir. Esses
sentimentos existem em cada pessoa, mas nas crianças são liberados no
brincar de uma forma prazerosa. O poder do lúdico na criança dá-lhe o
prazer de adaptar à realidade ao seu gosto. Sob a orientação do
professor e com o apoio de jogos, procura-se fazer desaparecer os “medos
e os temores”, “obter uma maior assimilação do mundo, dos impulsos e das
motivações e conseguir uma maior adaptação à realidade e uma
estabilidade da emotividade” Enciclopédia online (2005).
O brinquedo cria na criança uma nova forma
de desejo.
[...] Ensina-a a desejar, relacionando
seus desejos a um “eu’ fictício, ao seu papel no jogo e suas regras.
Dessa maneira, as maiores aquisições de uma criança são conseguidas no
brinquedo, aquisições que, no futuro tornar-se-ão seu nível básico de
ação real e moralidade (VYGOTYSKY, 1996, p. 114).
Assim como já foi mencionado, a
ludopsicopedagogia consiste na análise da criança através do ato de
brincar. É durante esse comportamento prazeroso que ela desloca para o
exterior seus medos, ansiedades e problemas internos, dominando-os ou
não pela ação. Por meio da atividade lúdica, ela manifesta seus
conflitos e, desse modo, pode-se reconstruir o passado assim como, no
adulto, se consegue por meio da palavra.
LUDOPSICOPEDAGOGIA-MUSICAL
A ludopsicopedagogia associada à música
abre outra vertente do tratamento psicopedagógico. Embora pouco
explorada, a “Ludopsicopedagogia-musical” condensa dois pontos de apoio
à intervenção: o lúdico, que fornece informações do indivíduo através
dos elementos do brincar; e da música, que proporciona a realização de
um trabalho direcionado e caracterizado para aplicação específica,
permitindo ao psicopedagogo, encontrar na música o meio “impressionante”
necessário ao tratamento da deficiência.
Segundo Adorno (APUD FREITAS, 1982,
p.1-6), alguns gestos musicais são derivados da fala. A entonação, a
pontuação, a exclamação, a interrogação, o tom da voz, são elementos da
linguagem verbal que encontram equivalentes na música. Beethoven, em sua
composição Opus 33, explicita essa característica da música pedindo para
que essa seja tocada “parlando”.
Música e linguagem são organizações
sonoras que servem ao homem como veículos de expressão. No entanto, não
se pode conhecer precisamente o significado daquilo que foi expresso por
meio da música. A organização do som na música é uma cadeia de
significantes sonoros que não tem uma conotação intrínseca. Ou seja, não
existe dicionário musical que possa definir o sentido de uma música. O
que se diz, via música, é revelado e velado ao mesmo tempo.
A “ludopsicopedagogia-musical” é o nome
utilizado pela pesquisadora para definir o método aplicado na execução
de um programa que inclui brinquedos/ instrumentos
musicais e melodias, com base na proposta da psicóloga Camasmie:
É uma técnica muito apropriada pra a
criança, realizada através do lúdico, do “brincar” tendo como objetivo,
facilitar a expressão da criança, pois é através do brincar que a
criança tem maior possibilidade de expressar seus sentimentos e
conflitos e buscar melhores alternativas para lidar com suas emoções e
conseqüentemente, saber resolver problemas e melhorar o processo de
aprendizagem (CAMASMIE, 2006, p. 1)
As atividades com música permitem que a
criança conheça melhor a si mesma, desenvolva sua noção de esquema
corporal e também permitem a comunicação com o outro. Weigel (1988),
Pasini (2006) e Barreto (2000) afirmam que estas atividades podem
contribuir de maneira indelével como reforço no desenvolvimento
cognitivo, psicomotor e sócio-afetivo da criança, da forma descrita a
seguir:
a. Desenvolvimento Cognitivo: a fonte de
conhecimento da criança são as situações que ela tem oportunidade de
experimentar em seu dia-a-dia. Dessa forma, quanto maior a riqueza de
estímulos que ela receber melhor será seu desenvolvimento intelectual.
Nesse sentido, as experiências rítmico-musicais, que permitem uma
participação ativa (vendo, ouvindo, tocando) favorecem o desenvolvimento
dos sentidos das crianças. Ao trabalhar com os sons ela desenvolve sua
acuidade auditiva.
b. Desenvolvimento Psicomotor: as
atividades musicais oferecem inúmeras oportunidades para que a criança
aprimore sua habilidade motora, aprenda a controlar seus músculos e
mova-se com desenvoltura. O ritmo tem um papel importante na formação e
equilíbrio do sistema nervoso. Isto porque toda expressão musical ativa
age sobre a mente, favorecendo a descarga emocional, a reação motora e
aliviando as tensões. As atividades como cantar fazendo gestos, dançar,
bater palmas, bater pés ,são experiências importantes para a criança,
pois elas permitem que se desenvolva o senso rítmico, a coordenação
motora, fatores imprescindíveis também para o
processo de aquisição da leitura e da escrita.
c. Desenvolvimento sócio-afetivo: A
criança aos poucos vai formando sua identidade, percebendo-se diferente
dos outros e ao mesmo tempo buscando integrar-se no contexto em que
vive. Nesse processo a auto-estima e a auto-realização desempenham um
papel relevante. As atividades musicais coletivas, por exemplo,
favorecem o desenvolvimento da socialização, estimulando a compreensão,
a participação e a cooperação. Ao expressar-se musicalmente em
atividades que lhe dêem prazer, ela demonstra seus sentimentos, libera
suas emoções, desenvolvendo um sentimento de segurança e
auto-realização.
A “Ludopsicopedagogia-musical”-, por suas
características, torna-se extremamente adequada ao meio escolar, ao
aprendizado fundamental, pois permite a avaliação do aluno, seu
tratamento, a recomposição ou a manutenção de conceitos. Sendo assim, a
escola deveria considerar as diferentes formas de expressão em que a
criança melhor se adapte, dando-lhe a oportunidade para que ela se
destaque em outras habilidades, ao contrário do que acontece quando se
privilegiam apenas as capacidades lógico-matemática e lingüística.
Sadie apud Chiareli & Barreto (2005, p. 9)
afirma que:
Crianças mentalmente deficientes e
autistas geralmente reagem à música, quando tudo o mais falhou. A música
é um veículo expressivo para o alívio da tensão emocional, superando
dificuldades de fala e de linguagem. A música foi usada para melhorar a
coordenação motora nos casos de paralisia cerebral e distrofia muscular.
Também é usada para ensinar controle de respiração e da dicção nos casos
em que existe distúrbio da fala.
As atividades musicais realizadas na
escola não visam à formação de músicos, e sim através da vivência e
compreensão da linguagem musical, propiciar à abertura de canais
sensoriais, facilitando a expressão de emoções, ampliando a cultura
geral e contribuindo para a formação integral do ser. A este respeito
Katsch e Merie- Fishman apud Chiareli & Barreto (2005 p. 6) afirmam que
“[...] a música pode melhorar o desempenho e a concentração, além de ter
um impacto positivo na aprendizagem de matemática, leitura e outras
habilidades lingüísticas nas crianças”.
Vários são os benefícios que a música nos
proporciona. Burrows (2000, p. 82), cita alguns dos benefícios que a
música nos proporciona, entre os quais: a música refresca o corpo e a
mente; promove o relaxamento; acalma os nervos; estimula a criatividade;
desenvolve a intuição e induz sentimentos de amor.
Pesquisar o universo musical em que a
criança pertence, é o primeiro passo que o educador deverá seguir antes
de iniciar um programa com atividades “ludopsicopedagógica-musical”,
para depois, encorajar atividades relacionadas com a descoberta e com a
criação de novas formas de expressão através da música. Caberá ao
professor, descobrir a beleza, a simplicidade e a grandiosidade de se
trabalhar a linguagem musical.
Para garantir o sucesso do trabalho, o
educador deverá sempre se atualizar para buscar novas estratégias, criar
e recriar subsídios, respeitando a linguagem expressiva do aluno O
dinamismo da aula fará o tempo passar sem que se perceba e o interesse
será mantido todo tempo, com entusiasmo e completa disponibilidade por
parte dos educandos.
Criando um ambiente musical na sala de
aula, o professor poderá perceber que as crianças improvisarão
livremente, criarão sons que os adultos talvez, não obtivessem com menos
facilidade, devido sua inibição e falta de espontaneidade. “Ambiente
musica é aquele no qual a criança pode ouvir música, dançar,
confeccionar e manipular instrumentos musicais [...]” (Jeandot, 1997, p.
30)
Burrows (2000, P. 116), lista alguns dos
benefícios que as crianças podem adquirir através das atividades
lúdicas:
- Valor de interesse e divertimento;
- descontração;
- Cooperação;
- Auto-questionamento;
- Melhor memória;
- Concentração.
Deve-se notar que a lista é totalmente
insuficiente e é oferecida apenas como exemplo. O mais importante é que
os professores prossigam a partir deste ponto, aproveitando as idéias,
expandindo e aperfeiçoando. Cada lição é diferente e cada professor
ensina com seu estilo particular. Os professores devem experimentar e
criar, para que cada aula se torne viva e excitante e, através da qual,
também crescerem com os alunos.
A infância é a aprendizagem necessária à
idade adulta. Conforme assevera Chateau (1987, p.
14), “Estudar na infância somente o crescimento, o desenvolvimento das
funções, sem considerar o brinquedo, seria negligenciar esse impulso
irresistível pelo qual a criança modela sua própria estátua”.
Afirma ainda o autor:
Não se pode dizer de uma criança, “que ela
cresce” apenas, seria preciso dizer ‘que ela se torna grande”pelo jogo.
Pelo jogo ela desenvolve as possibilidades que emergem de sua estrutura
particular, concretiza as potencialidades virtuais que afloram
sucessivamente à superfície de seu ser, assimila-as e as desenvolve,
une-as e as combina, coordena seu ser e dá vigor.(ibidem).
A história da pedagogia demonstra que
vários educadores do passado já se preocupavam com o aspecto
motivacional do ensino, preconizando uma educação de acordo com as
necessidades e interesses infantis, e que também reconheciam o valor
formativo do jogo e das atividades lúdicas..
Rizzi & Haydt (2004, p.
5), assevera:
Jogar é uma atividade natural
do ser humano. Ao brincar e jogar, a criança fica tão envolvida com o
que está fazendo, que coloca na ação seu sentimento e emoção. O jogo,
assim como a atividade artística, é um elo integrador entre os aspectos
motores, cognitivos, afetivos e sociais.Parte-se do pressuposto de que é
brincando e jogando que a criança ordena o mundo à sua volta,
assimilando experiências e informações e, sobretudo, incorporando
atividades e valores. Portanto, é através do jogo, do brinquedo e
também da música (grifo meu), que ela reproduz e recria o meio
circundante.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Já que os jogos e brincadeiras envolvendo
música, comprovadamente pode trazer tantos benefícios para a saúde
física e mental, incluí-la no cotidiano escolar certamente trará
benefícios tanto para os professores quanto para os alunos. Os
educadores encontrarão mais um recurso, e os alunos se sentirão mais
motivados, se desenvolvendo de forma lúdica e prazerosa.
Além de contribuir para deixar o ambiente
escolar mais alegre, a música pode ser usada para proporcionar uma
atmosfera mais receptiva à chegada dos alunos, oferecendo um efeito
calmante após períodos de atividade física e reduzindo a tensão em
momentos de avaliação, “a música também pode ser usada como um recurso
no aprendizado de diversas disciplinas” (BURROWS, 2000).
Os professores precisam ter uma visão da
importância da atividade lúdica no desenvolvimento e educação da
criança, fornecendo subsídios e planejando a execução de atividades
diárias na sala de aula. No que se refere aos recursos materiais a ser
utilizados, não se torna necessário o uso de materiais sofisticados. O
material de sucata, por exemplo, é de fácil obtenção e não exige gastos
por parte dos alunos e professor. “Além disso, contribui para o
desenvolvimento da imaginação e da criatividade, pois a criança terá a
oportunidade de explorar, perceber sob um novo enfoque e utilizar de
forma criadora objetos que fazem parte de sua vida cotidiana” (op.
cit.).
Como professores, temos que tornar nossas
aulas tão interessantes e divertidas quanto possível. As crianças
necessitam de movimentos não apenas porque têm períodos de concentração
muito curtos, mas também porque aprendem com o uso do corpo inteiro.
Cada aula deve incluir pelo menos uma ou duas atividades das quais
deveria ser um jogo ou uma brincadeira incluindo a música.
É correto afirmar que, “o êxito do
processo ensino-aprendizagem dependem, em grande parte, da integração
professor-aluno, sendo que neste relacionamento, a atividade do
professor é fundamental” (IDEM), devendo criar condições para que a
criança explore seus movimentos, manipule materiais de diferentes
texturas e sonoridades, interaja com seus companheiros e resolva
situações-problema. Ele deve ser antes de tudo, um facilitador da
aprendizagem.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARRETO, S de J. (2000)
Psicomotricidade: Educação e Reeducação.
Blumenau Acadêmica.
BURROWS, L. (2000) Descobrindo
o Coração do Ensino. Rio de Janeiro: Instituto de Ed. Sathya Sai.
CAMASMIE.A.T. (2000). Artigo:
Ludoterapia na abordagem Existencial. Rio de Janeiro:Jornal
On-line Existencial.
CHATEAU, J. (1987). O Jogo e
a Criança. São Paulo: Summus.
FREITAS, D. P. de. A Música na relação
Psicoterapêuta-Paciente, Disponível em: http://www.pucs.br
Acesso em 21/01/2006.
OAKLANDER, V. (1980).
Descobrindo Crianças: A Abordagem Gestáltica com Crianças e
Adolescentes. São Paulo: Summus.
PARISI, M. (2006). Música e
Educação: Um Casamento que dá Certo. Disponível em: http://www.cerebromente.org.br.
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RIZZI, L. & HAYDT, R. C. (2004).
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Ática.
VYGOTYSKY, L. S. (1996) A
Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes.
WEIGEL, A. M.
G. (1988). Brincando de Música.: Experiências com Sons,
Ritmos, Música e Movimentos na Pré-Escola. Porto Alegre: Kuarup.