RESUMO
Este
trabalho apresenta um
breve histórico da Educação de Jovens e
Adultos – EJA - no Brasil, bem como os
fundamentos e metodologias desenvolvidas. Apresenta entrevistas realizadas com uma turma de EJA e
mostra a importância de se ter políticas públicas
continuadas nesta área de ensino. Indica o porquê
de jovens e adultos retornarem à escola em busca
da alfabetização e da conclusão do ensino
fundamental e médio,
bem como delimita o espaço do
Psicopedagogo na área institucional.
Palavras-chave
: Educação. Jovens. Adultos. EJA.
ABSTRACT
This
paper presents a brief history of the Education of
Young and Adult-EJA-in Brazil, as well as
foundations and methodologies developed. Presents
interviews with a group of EJA and shows the
importance of public
policies have continued in this area of
education. Indicates why the young people and
adults returning to school in
search of literacy and
completion of elementary
and
high
school,
and
defines
the space in the area of institutional
psychopedagogists.
Keywords: Education. Young. Adults. EJA.
1 Uma
retrospectiva histórica da
Educação de Jovens e Adultos
Realizar
um estudo sobre a Educação de Jovens e Adultos -
EJA e compreender as particularidades desta
modalidade de ensino, são objetivos deste
trabalho. Entretanto, faz-se necessário também,
compreender os aspectos históricos ligados à EJA
, quais idéias estiveram relacionadas a este
movimento e em que momento ele
iniciou.
O
presente estudo começa no ano de 1945, quando o
decreto n° 19.513, de 25 de agosto foi aprovado e
fez com que a EJA se tornasse oficial em nosso país.
A partir
deste ano, muitas campanhas e projetos foram lançados idealizando
erradicar o analfabetismo.
Paulo
Freire, no ano de 1963, integrou o grupo para a
elaboração do Plano Nacional de Alfabetização
junto ao Ministério da Educação, processo
interrompido pelo Golpe Militar, que reduziu a
alfabetização a apenas aprender a desenhar o
nome.
Ainda
assim, a
partir do pensamento
pedagógico de Paulo Freire (1963), bem
como sua proposta para a alfabetização de Jovens
e Adultos, muitas foram as inspirações e
principais idéias de alfabetização e educação
popular já no início dos anos 60.
De
acordo com Santos (2009),
em 1967, foi criado o Mobral – Movimento
Brasileiro de Alfabetização, este porém, além
de não garantir
a continuidade dos estudos, ainda possuía
um material
acrítico e padronizado que decretou o fracasso do
programa.
Santos
ainda descreve que em 1985, nasceu a Fundação
Educar, que acompanhava e supervisionava as
instituições e secretarias que recebiam recursos
para executar seus programas, porém, em 1990 foi extinta
devido a um período de omissão do governo federal em relação às
políticas de alfabetização de jovens e adultos.
Contraditoriamente,
a Constituição Federal de 1988 estendeu o
direito à educação de jovens e adultos e foi
neste ano que
a concepção de EJA passou a existir incluindo a
todos, inclusive aos que em idade própria não
obtiveram acesso ao ensino.
Apesar disto, foi só em
1996, a partir da lei de Diretrizes e Bases
da Educação (lei n° 9394/96 ), que a
nomenclatura de Ensino Supletivo deu lugar à EJA
( Educação de Jovens e Adultos).
A
partir do
ano de 1996, surgiram três programas de origem
federal destinados à EJA: o Programa Nacional de
Educação na Reforma Agrária (PRONERA), Plano
Nacional de Formação do Trabalhador (PLANFOR) e
o Alfabetização Solidária, que apesar de ter
sido criado
com o objetivo de erradicar o
analfabetismo,causava grande polêmica por sua
característica assistencialista.
Já
em 2003 no governo atual, foi lançado o programa Brasil alfabetizado
que dá ênfase ao voluntariado, apostando na
mobilização da sociedade para resolver o
problema do analfabetismo.
1.1 Fundamentos
e metodologias
da Educação de Jovens e Adultos
Em
meados da década de 40, surgiu nos Estados Unidos
Laubach,
um guia de
ensino de leitura para adultos. Os resultados
deste guia foram tão positivos, que no Brasil, o Ministério
de Educação inspirou-se nele e criou “ O
Primeiro Guia de Leitura”.
Segundo
esclarecimentos do MEC:
O
Guia de Leitura, baseava-se no ensino do método
silábico. As lições partiam de palavras-chave
selecionadas e organizadas segundo suas características
fonéticas. A função dessas palavras era remeter
aos padrões silábicos, estes sim o foco do
estudo.
As
sílabas deveriam ser memorizadas e remontadas
para formar outras palavras. As primeiras lições
também continham pequenas frases montadas com as
mesmas sílabas. Nas lições finais, as frases
compunham pequenos textos contendo orientações
sobre preservação da saúde, técnicas simples
de trabalho e mensagens de moral e civismo ( MEC,
1997, p.21).
No
final da década de 50, havia muitas deficiências administrativas,
financeiras e pedagógicas. A aprendizagem
adquirida havia sido superficial e o método de
ensino falho, visto que era inadequado para a
população adulta e para as diferentes regiões
do país. Foi
então, que uma nova visão de alfabetização
de jovens e adultos se estabeleceu e um outro
paradigma pedagógico se consolidou a partir de
Paulo Freire.
Freire,
em meados de 64, foi considerado um dos maiores
pedagogos dos últimos tempos e suas idéias e práticas
contribuíram muito para a educação popular. Os
principais programas de alfabetização foram
inspirados por ele , inclusive o Plano Nacional de
Educação. Sob a ótica deste plano, o analfabeto
começou a ser visto como efeito da situação de
pobreza e não como causa. Estava assim,
instituído o “método Paulo Freire” :
primeiramente o alfabetizador passaria pela fase
preparatória, onde deveria realizar uma pesquisa
e descobrir a
realidade do grupo com o qual iria trabalhar.
Paralelamente, faria um levantamento das palavras
que os alunos utilizavam para expressar
esta realidade. Estas palavras seriam o
eixo norteador de toda a alfabetização. O
método também trabalhava com a auto-estima dos
alfabetizandos, cartazes e slides deveriam dirigir
uma discussão que valorizasse o aluno e o levasse
a assumir-se como sujeito aprendente , capaz e
responsável. Só então as palavras geradoras
eram apresentadas e
discutidas sílaba por sílaba.
Acreditava-se que com cerca de vinte palavras uma
pessoa se alfabetizaria
em três meses. Logo estas palavras
geradoras começariam a dar lugar a temas
geradores, onde os alfabetizandos expandiriam seus
conhecimentos e já se enganjariam em atividades
comunitárias.
Segundo
Barros e Alencar (2009),
no ano de 1967,
o governo assumiu o MOBRAL que contava com um
volume significativo de recursos. O MOBRAL
consistia em reproduzir o método Paulo Freire,
porém, sem todo aquele eixo problematizador.
Desenvolvia ações diretas de alfabetização e
pintava uma sociedade cor-de-rosa, incentivando os
analfabetos a fazerem parte da mesma.
A
Fundação Educar foi criada em 1985 e,
diferentemente do Mobral, passou a fazer parte do
Ministério da Educação. Exercia a supervisão e
o acompanhamento junto
às instituições e secretarias que
recebiam os recursos transferidos para execução
de seus programas. O objetivo da EDUCAR era “promover
a execução de programas de alfabetização e de
educação básica não-formais, destinados aos
que não tiveram acesso à escola ou dela foram
excluídos prematuramente” (ZUNTI, 2000, p.
11).
Após
alguns anos, o Governo Federal instituiu o
Pronera – Programa Nacional de Educação
na Reforma Agrária. Este programa, consiste em
uma política
de Educação do Campo desenvolvida em áreas da
Reforma Agrária, executada pelo governo
brasileiro. O objetivo do Pronera
é fortalecer o mundo rural como território
de vida em todas as suas dimensões: econômicas,
sociais, ambientais, políticas, culturais e éticas.
De
acordo com Zunti (2000), o Pronera nasceu em 1998
e promove a justiça social no campo por meio da
democratização do acesso à educação na
alfabetização e escolarização de jovens e
adultos, na formação de educadores para as
escolas de assentamentos/acampamentos e na formação
técnico-profissional de nível médio e superior.
Já
o Planfor surgiu para mobilizar e articular,
gradualmente, toda a capacidade e competência de
educação profissional disponível no país de
modo que se alcance, a partir de 1999, oferta de
educação profissional suficiente para qualificar
ou requalificar, anualmente, pelo menos 20% da
População Economicamente Ativa (cerca de 15 milhões
de trabalhadores). Promove, assim, a constituição
e articulação de uma ampla rede nacional de
instituições públicas e privadas voltadas à
Educação Profissional.
1.2
Alfabetização Solidária ( AlfaSol)
X Programa Brasil Alfabetizado
De
acordo com Barros e Alencar (2009), A Alfabetização
Solidária manifestou-se, inicialmente, como uma
visão assistencialista.
Não concebia a função transformadora da
educação, e sim, reproduzia
a assistência que recebia
de governantes
locais. Aos poucos, a prática de ensino foi sendo
transformada e durante o segundo semestre de 2002
o Programa de Alfabetização Solidária – PAS -
passou a se chamar AlfaSol e ser uma
organização Não Governamental – ONG. Nos dias
atuais, este programa continua atuando na
alfabetização de jovens e adultos.
No
ano de 2003 foi criado o Programa Brasil
Alfabetizado.
Este Programa, assim como os demais, tem como
proposta erradicar o analfabetismo e incluir
socialmente pessoas analfabetas.
A
Secretaria Extraordinária Nacional de Erradicação
do Analfabetismo – SEEA é a encarregada de
organizar e coordenar o programa que conta com a
participação do governo, empresas, IES, ONGs e
associações entre outras organizações de
sociedade civil.
Ao
analisarmos os programas
AlfaSol e
Brasil Alfabetizado, percebemos
que os dois foram criados com um único
objetivo: erradicar o analfabetismo, mas apesar disto, algumas
diferenças devem ser destacadas:
|
programa
|
AlfaSol
|
Brasil
Alfabetizado
|
|
Tempo
do processo de alfabetização
|
6
meses
|
8
meses
|
|
Merenda
escolar
|
Oferece
merenda para
os
alfabetizandos.
|
Não
oferece merenda para
os
alfabetizandos.
|
|
Coordenação
do Programa
|
Contratado
pela IES*.
|
Contratado
pelo município, sem vínculo alfabetizador.
|
|
Apoio
pedagógico
|
Contratado
pela IES*.
|
Não
há apoio
Pedagógico.
|
*Instituições de Ensino Superior .
Quando
nos deparamos com os dois programas oferecidos,
percebemos que qualquer um deles poderá ser
eficaz se acontecer de forma
transformadora, envolvendo a todos.
Qualquer programa que leve em consideração
as necessidades e os anseios da população será
sempre bem vindo.
De
acordo com Freire:
A
Educação popular se propõe a contribuir para a
transformação social, tendo como objetivo a
construção de uma nova sociedade que responda
aos interesses e aspirações dos setores
populares. Nessa medida coloca-se uma prática
fundamentalmente transformadora e inovadora que
busca incidir tanto a nível da sociedade em seu
conjunto como a nível dos grupos e sujeitos
envolvidos nela, vendo tanto nos educandos como
nos educadores sujeito dessa transformação.
(FREIRE,1996, p.18).
Na
visão de Freire (1996), educação popular é estimular
o aluno a perguntar, a criticar, a criar,
articulando este saber com o saber científico,
mediado pelas experiências do mundo.
Freire
idealizava uma sociedade mais justa, que iniciasse
pela conscientização política, social e
cultural do povo. Sendo assim, o professor que se
dedica a ensinar nos projetos ALFASOL ou BRASIL
ALFABETIZADO, tendo
plena consciência de seu papel, certamente
contribuirá para uma educação realmente
transformadora.
1.3 Educação
de Jovens e Adultos : a realidade constatada
Atualmente,
analisando as Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação de Jovens e Adultos ( 2000),
vemos que o
Governo Federal tem investido na Educação de
Jovens e Adultos visando diminuir o número de
cidadãos não alfabetizados e de analfabetos
funcionais. De acordo com o Plano Nacional de
Educação, a Educação de Jovens e Adultos –
EJA deve
propor ações para reduzir o analfabetismo tanto no que diz respeito ao contingente existente, quanto às
futuras gerações. Como metas norteadoras, o
Plano Nacional
visa:
*
garantir ao jovem e ao adulto o acesso e a permanência
ao ensino além das quatro primeiras séries do
Ensino Fundamental;
*
incentivar as instituições de educação
superior a oferecerem cursos de extensão para
prover as necessidades de educação continuada de
jovens e adultos;
*
assegurar que os sistemas de ensino, em regime de
parceiras com os demais entes federativos,
mantenham programas de formação de educadores de
jovens e adultos, capacitados para atuar de acordo
com o perfil dos educandos e habilitados para, no
mínimo, o exercício do magistério nas séries
iniciais do ensino fundamental, de forma a atender
a demanda de órgãos públicos e privados no
esforço de erradicação do analfabetismo.
Com
objetivo de saber como acontece
a EJA na prática, procuramos escolas que
oferecem a Educação de Jovens e Adultos.
Conversando com alunos de uma escola pública, no
município de Esteio-RS, percebemos
que o interesse pela EJA vem aumentando
significativamente devido à
necessidade de mudança pessoal e
profissional. Com base em entrevistas
realizadas,percebemos que
os educandos mais jovens,
procuram as escolas que oferecem a EJA,
visando concluir rapidamente seus estudos,
pretendendo suprir defasagens quanto sua idade-série.
Para os jovens adultos, a procura se dá devido a
possibilidade
de um novo emprego ou até mesmo uma chance
de promoção em seu emprego atual. Já para as
pessoas da terceira idade, esta é uma
oportunidade única de finalmente se
alfabetizarem, visto que em idade própria isto
lhes foi negado. Muitos precisavam cuidar de seus
irmãos mais novos, outros, necessitavam trabalhar
para aumentar os ganhos de uma
família numerosa e carente de bens
materiais.
Geralmente,
quando um jovem ou adulto procura uma escola que
ofereça a EJA, está em busca de possibilidades,
quer transformar sua vida, desejoso de
conhecimentos, necessita mudanças e
crescimento. As expectativas que levam estas
pessoas a saírem de seus lares são
muitas e a escola, por sua vez, deve estar
preparada e comprometida com os interesses e condições
reais de vida dos educandos. Freire (1996) já
dizia que a escola deve proporcionar uma
transformação capaz de modificar seres humanos,
desta forma, eles transformarão
a sociedade em que vivem.
O
professor nada mais é que um mediador no processo
ensino-aprendizagem e aprende junto com seu aluno,
pois a educação não será eficaz
se não for assim. Muitas vezes, percebemos
alguns professores que buscam dar o melhor de si,
mas são barrados pelo despreparo. São
profissionais presos à falta de tempo e de
possibilidades de se atualizarem, pois para
sobreviverem necessitam trabalhar sessenta horas
semanais, sobrando pouco ou nenhum tempo para
pesquisarem e
prepararem suas aulas com qualidade.
Zagury (2006), apresenta uma análise destes
problemas em seu livro “O professor refém”,
onde faz mapeamento das causas do fracasso da
educação no país. Analisa o porquê do ensino
brasileiro estar em decadência. É uma obra importante que traz à luz as angústias e
impossibilidades de todos os professores que
sentem-se desiludidos com a educação no Brasil.
Quando
falamos de
Educação de Jovens e Adultos, percebemos uma
grande falha neste processo pois ainda há muito
que se percorrer neste sentido. O preparo de um
professor que trabalha com EJA deve ser
diferenciado. A metodologia deve ser adaptada e
seus projetos pedagógicos devem incluir as
expectativas e a realidade dos alunos. Trata-se de
um trabalho voltado às necessidades de
trabalhadores (em sua maioria), marcados por
experiências de vida que não devem ser
negligenciadas.
Precisamos
saber o que ensinar e a quem estamos ensinando.
Conhecer o aluno, sua realidade, muitas vezes
sofrida, faz com que a educação tome novos rumos
e se defina prática e objetiva.
Novos
projetos, novas políticas devem ser pensadas e
adaptadas, trazendo o conteúdo escolar para a
realidade do aluno e não vice-versa.
Fernando
Haddad, atual Ministro da Educação no Brasil, em
entrevista concedida ao portal do MEC ( 2008),
afirma “Tenho hoje a convicção de que o Brasil
conseguirá, até 2015, reduzir a taxa de
analfabetismo pelo menos à metade”.
Para
que isto ocorra de forma eficaz, faz-se necessário
que a abordagem da temática proposta instigue no
educando a vontade de seguir em frente, buscando
conhecimento e desenvolvendo habilidades.
O
desenvolvimento cognitivo deve ser objetivado,
sendo na verdade a principal meta do processo em
questão.
Precisamos,
além de incentivar a Educação de Jovens e
Adultos, investir em nossos professores.
Proporcionar-lhes um salário digno, dar condições
para participarem de cursos de aperfeiçoamento,
enfim, oferecer-lhes melhores condições
para desempenharem esta tarefa tão
desafiadora que é o ato de ensinar.
De
acordo com Gadotti ( 2002), “Os programas de educação
de jovens e adultos
estarão a meio caminho do fracasso se não
levarem em consideração a transformação real
das condições de vida
do aluno-trabalhador”.
É
de fundamental
importância,
que o professor conheça a realidade de seu
aluno, saiba as aspirações e as necessidades
que os levam muitas vezes, já em idade
avançada, a
retornar à
escola.
No
decorrer deste
trabalho, percebemos várias vezes a
interrupção nos programas de ensino, extintos
por questões de fundo político. Muitos
priorizavam a alfabetização e pareciam de fato
quererem erradicar o analfabetismo, porém, o que
podemos analisar ao longo de todos estes anos
é que tudo o que fizeram em prol da educação
ainda foi pouco.
Situações
como estas nos deixam perplexos e nos fazem
refletir até quando pessoas que (em idade-série
apropriada) não tiveram acesso à escola, ficarão
às margens desta sociedade. Até quando os
governos lançarão mão de projetos
a fim de beneficiarem apenas a si próprios?
Alfabetizar
faz-se necessário, porém antes, mais
necessário ainda
é formar
cidadãos de caráter que não sejam meros
expectadores mas sim, atuantes e
cientes de seu papel na sociedade .
1.4
Psicopedagogia Institucional : contribuições
para a Educação de Jovens e Adultos
No
âmbito escolar, a Psicopedagogia Institucional
tem sido vista
como ação preventiva, fortalecedora de
identidades e
transformadora de
realidades. Cria estratégias de ensino
levando em consideração as diferentes formas de
se adquirir o conhecimento.
A
Psicopedagogia Institucional analisa
a instituição escolar , delimita as
dificuldades educacionais encontradas e planeja de
forma reflexiva
uma abordagem
que contribua para o sucesso escolar.
Desta
forma, a Psicopedagogia também centra seu olhar
na Educação de Jovens e Adultos.
Neste enfoque, procura estabelecer relações
nas quais o principal objetivo é resgatar o
prazer, não somente de aprender, mas também de
ensinar. Sendo assim, reflete sobre as relações
estabelecidas com o conhecimento e as diferentes
formas de se adquirir este conhecimento.
O
Psicopedagogo na EJA visa reforçar o estímulo
que muitos jovens e adultos necessitam para
prosseguirem seus estudos. Torna viável o sonho
de muitos em alfabetizarem-se, pois auxilia
na criação de projetos motivadores da prática
educativa.
Toda
ação psicopedagógica deve ser pautada na prevenção
do fracasso escolar e das dificuldades que
envolvem tanto ensinantes como aprendentes.
De
acordo com Escott:
O
fracasso escolar está alicerçado basicamente,
sobre duas dimensões que se influenciam numa relação
dialética: a individual, que diz respeito ao
aluno e suas vivências, pertencentes a uma
estrutura familiar, e outra externa, que
corresponde à escola e aos seus aspectos
culturais, ideológicos e sociais da aprendizagem.
(Escott, 2004, p.37)
Desta
forma, torna-se fundamental
o papel do Psicopedagogo no âmbito
escolar: prevenir os entraves que permeiam o fracasso e quando este já ocorrido, desenvolver subsídios
motivadores a fim de superá-los.
O
fazer psicopedagógico, tanto na EJA, quanto nas
demais modalidades de ensino, faz-se essencial
para que se possa compreender a aquisição da
aprendizagem do sujeito e como possibilitar
a construção de novos saberes.
REFEÊNCIAS
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Katharyna e ALENCAR, Ana Paula. Mídia-Educação
para adultos: uma questão de interação
social. Disponível em : <http://www.mvirtual.com.br/
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entre a psicopedagogia clínica e institucional: um
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Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes
necessários a prática Educativa. São
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Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1975.
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Moacyr. Prefácio
ao livro: 40
horas, 40 anos depois. Ensinar e aprender com
Paulo Freire. De Nicéia Lemos Pelandré. São
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MEC,
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NOFFS,
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autores-atores. São Paulo: Elevação, 2003.
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ZAGURY,
Tânia. O
professor refém: para pais e professores
entenderem por que fracassa a educação no
Brasil. 5ª edição - Rio de Janeiro:
Record,2006.
ZUNTI,
Maria Lúcia Grossi Corrêa. A
Educação de Jovens e Adultos promovida pelo
MOBRAL e a Fundação Educar no Espírito Santo,
de 1970 a 1990: uma análise dos caminhos
percorridos entre o legal e o real. Vitória:
2000.
Pesquisas
realizadas no período de 15/04/09 a 05/05/09, na
Escola Edwiges Fogaça – Esteio- RS.
Pedagoga e aluna do curso de
Pós-Graduação em Psicopedagogia
Clínica e Institucional Unilasalle
Canoas - RS