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Planejamento
escolar, uma oportunidade para a reflexão
da ação pedagógica
Roberta
Poltronieri
Pedagoga
com habilitações na educação
infantil, ensino fundamental,
Matérias Pedagógicas do Ensino médio,
e Gestão escolar, pós graduanda do
curso de psicopedagogia institucional;
educação e saúde mental (Centro
universitário Barão de Mauá - RP),
Professora do ensino fundamental da rede
municipal de Ribeirão Preto.
E-mail:
prof.aroberta@hotmail.com
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Resumo:
Este
artigo tem o objetivo de esclarecer e mostrar como
o planejamento escolar, pode ser uma ferramenta
muito importante para os professores, equipe
escolar e para a escola, objetivando e
viabilizando todas as ações pedagógicas que se
pretende, e mais que isso, antecipar de forma
organizada todas as etapas do trabalho escolar,
correlacionando os procedimentos e objetivos dos
sistemas de ensino interligados dentro do
planejamento. Visa também demonstrar os vários
fatores que devem ser considerados dentro da
escola, na hora da elaboração do mesmo, as fases
do planejamento, a diferenciação dos diferentes
tipos de planejamento e plano, e também como ele
pode ser importante para nortear a formação
continuada de professores, visto
que no planejamento é possível aliar
teoria e prática.
Palavras-chave: Planejamento,
escolar, objetivos, professores, plano.
Abstract:
This article aims to clarify and show how the planning school can be a
very important tool for teachers, school staff and
the school, thus enabling and every action that is
intended, and more than that, in order to
anticipate organized all stages of school work,
correlating the procedures and objectives of
education systems interconnected in the planning.
It also aims to demonstrate the various factors
that must be considered within the school, at the
time of preparing the same, the phases of
planning, the differentiation of different types
of planning and layout, and also how it can be
important to guide the continuing education of
teachers since the planning is possible to combine
theory and practice.
Key Words: planning, education, goals,
teachers plan
Introdução
Acredita-se
que o momento que se vive atualmente resulta de um
cenário complexo de transformações culturais,
sociais, e que reflete diretamente na educação,
isto envolve um momento de incerteza que determina
boa parte dos discursos atuais e neoliberais, que
concretiza uma globalização excludente e ao
mesmo tempo a democratização do acesso à escola
se tornando realidade. Levando em consideração todo
este cenário, e toda luta por uma educação de
melhor qualidade, a sociedade se volta para a
escola voltando a vê-la com grande expectativa,
haja vista que nos dias de hoje os indivíduos
precisam da escola para terem melhores
oportunidades de trabalhos, melhores salários, e
consequentemente através de uma boa formação,
possa haver também uma possível ascensão
social.De outro lado, dentro do cenário escolar
envolvido com esta realidade, profissionais da
educação buscam oportunidades, ferramentas e
alternativas pedagógicas, para que estejam
melhores e mais preparados para caminharem em
busca de uma educação de qualidade, e
especialmente na escola pública,onde não se
encontram recursos e apoio suficiente condizentes
com a necessidade, é preciso pensar, refletir,
planejar e buscar dentro do planejamento de ensino
um alicerce entre teoria e prática dentro da
escola, e nas atitudes pedagógicas do professor
para além do aperfeiçoamento docente,
buscar uma interligação dos objetivos dos
sistemas de ensino com sua prática.
Tendo
em vista os poucos investimentos que as políticas
públicas do Brasil fazem para a educação,
propriamente a educação pública, é preciso
buscar alternativas acessíveis e presentes dentro
da escola, para que os primeiros passos sejam
dados em busca da melhor organização e qualidade
escolar, e principalmente que beneficie o trabalho
prático do professor, é possível ver no
planejamento de ensino uma ferramenta inteligente
para que professores e todos os agentes escolares,
possam ter em suas mãos
buscando um entendimento e uma previsão de
suas práticas no cotidiano, e além disso, poder
antever algumas atividades para desenvolvimento do
trabalho pedagógico, especialmente, quando em
alguma situação o professor se depara com os
diversos paradigmas sociais presentes dentro da
escola, na sala de aula, e os diversos fatores
influenciadores que ocorrem no cotidiano escolar,
que podem ser considerados na construção do
planejamento de curso/disciplina, o professor também
através dele pode ter em suas mãos o plano –
(B).Além disso sabe se também que constantemente
até pela transcendência social
da escola, se encontra dentro da sala de
aula uma diversidade muito grande de indivíduos,
tanto na questão da inclusão, como a diversidade
dos alunos que carregam expectativas variadas com
relação a escola e a vida, este fato vem a
concluir que o professor tem em sua classe e a
gestão em sua escola, uma clientela heterogênea,mesmo
as escolas particulares também terão dentro de
suas escolas estes fatores que são reflexos da
sociedade de hoje, sendo este, mais um motivo para
a consideração e para a reflexão de um
planejamento, envolvido com os objetivos e
expectativas da escolas, e que levem em consideração
não só fatores de ensino/aprendizagem, mais
fatores sociais e fatores de contextualização da
aprendizagem, e os eixos norteadores de toda ação
prática dos conteúdos escolares de uma forma
geral.
O professor dos dias atuais e o
planejamento
Caracterizado
como uma forma eficaz de organização da prática
pedagógica do professor e da Escola, o
planejamento muitas vezes passa por muitas questões
relevantes ligadas a falta de comunicação de uma
determinada unidade escolar, ou relações
verticais entre gestores escolares e docentes, e
muitos outros fatores influenciadores, que se deve
levar em consideração, para que a culpa não
fique somente nos professores, que em muitas vezes
repete os planos de ensino dos anos anteriores,
acrescentando pouca coisa a mais ou a menos.
A visão que o planejamento tem para a
educação de hoje é que ele deixou de ser um
documento burocrático e meramente opcional, que
ainda em alguns sistemas de ensino serve como uma
ferramenta de controle da ação pedagógica do
professor, e passou a ser um fator central, e
organizacional do desenvolvimento e andamento das
escolas, em relação à previsão da ação do
professor em sala de aula e fora dela,quanto em
relação a previsão da escola,para que seus
objetivos de ensino possam ser transformados em
realidade.O planejamento de ensino proporciona
desde demonstrar previamente procedimentos e
caminhos que servirão de guia norteador da prática
educativa,até a organização da instituição
escolar como um todo, e da funcionalidade de todos
estes itens interligados, prosseguindo juntos no
decorrer do ano, trilhados pelo planejamento da
unidade escolar, do curso, da disciplina e da
aula, de forma subseqüente. Mas não se pode
levar em consideração somente a teoria de uma
forma utópica, e se esquecer que o professor e os
agentes escolares, também encontram em sua prática,
fatores que pode ou não interferir no trabalho
docente e do andamento da escola que funciona
através planejamentos, e que devem ser levados em
consideração na hora da construção do mesmo,
como;
Muito se tem falado hoje, e procurado colocar em prática a
democratização do acesso e permanência na
escola, inclusive depois da criação da (LDB,
9394/96), vê em seu artigo 14 uma forma de
administração escolar mais democrática e mais
participativa, incluindo a participação de pais,
alunos, professores, direção, comunidades, para
uma maior participação dentro da escola em
eventuais conselhos, projeto político pedagógico,
participação na satisfação sobre os
investimentos da verba escolar, enfim, a gestão
democrática hoje é realidade dentro das escolas,
e este princípio tornou se mais transparente e
participativa as decisões da escola e sua
administração, e permitiu que a relação com
gestores e diretores de escola e sua equipe,
fossem mais próximas. Mas é importante não
esquecer que ainda hoje, muitas vezes em algumas
instituições se encontram gestores, com atitudes
autoritárias e centralizadoras, distantes da ação
dos docentes, não trabalhando de uma forma
participativa, mas resolvendo problemas sem o diálogo
e a participação de todos, com isso é necessário
que os professores na hora de construir um
planejamento do seu ano letivo, levem
em consideração se a escola possui uma
gestão democrática com certa abertura apara os
possíveis diálogos dos processos educativos ou
uma gestão fechada, pois são através destes
conceitos que certos projetos idealizados por
docentes, muitas vezes poderão ou não ser
colocados em prática, e caso não haja a
participação do professor na formulação e
atividades que fazem da escola um espaço social,
dificilmente vai ser possível que o professor
trabalhe a multidisciplinaridade na escola. “A
própria sala de aula é um lugar de gestão e,
principalmente de aprendizagem da gestão democrática,
não só da escola, mas da vida. Exercitar a gestão
democrática na escola é uma forma de ensinar e
aprender”. (LUCKESI, 2007).
·
Comunidade
escolar
A comunidade também
é uma parte da sociedade, e sendo assim, a escola
inserida dentro de uma comunidade consequentemente
refletirá a identidade e características pertinentes
a esta comunidade, como realidade socioeconômica,
fatores regionais, ongs que possuem trabalhos voluntários,
entre outros. As características da organização
da comunidade no âmbito escolar estão determinadas
pela organização e pela estrutura de gestão da
escola, sendo que as atividades que a escola realiza
de forma coletiva, são fundamentais para a identificação
do pessoal com a escola, e vice versa. (ZABALA, 1998,
p.114)
O que não se pode pensar é deixar a comunidade guiar
predominantemente as estruturas e formas de como a
escola caminha, a comunidade é um item muito
importante presente dentro da escola hoje,
inclusive depois da entrada da LDB 9394/1996,
artigo 13 no inciso VI que prevê uma certa
articulação entre professores famílias e
comunidade, convidando as diversas formas de
organização comunitária a participar dos
eventos e agenda da escola,porém é importante
ressaltar que o respeito mútuo, tanto da escola
pela comunidade, quanto da comunidade pela a
escola deve ser pensado em primeiro plano,
principalmente pelo fator de valorização do
professor como profissional, para que a comunidade
não interfira no trabalho do professor dentro de
sala de aula, e estabelecendo o respeito como
primeiro plano.
Muitas
vezes, esse é um fato com que o professor se
depara dentro dos sistemas de ensino, tanto para a
construção do projeto político pedagógico de
uma escola, quanto para a concretização de
projetos escolares ou para a definição de datas
festivas, ou sugestões de ações pedagógicas, não
generalizando, mas é preciso considerar que esse
fato, interfere no planejamento do professor também,
pois muitas vezes ele não tem o apoio da escola,
ou o
trabalho da escola não lhe permite abertura para
um trabalho dialogado ou com o respaldo da escola,
em algumas escolas a falta de dialogo existe e
muitas vezes dificulta, a execução de um projeto
por exemplo algumas deixando professores de mãos
abanadas, quando
se vê em uma situação que precise do apoio da
escola.O diálogo com toda a equipe escolar, é de
suma importância, pois o planejamento de um curso
por exemplo pode ser planejado com professores de
uma mesma série juntos, ou até com professores
de mesmo ciclo, levando em consideração o ensino
fundamental de 9 anos,é importante
dialogar,recriar, refletir, pois o espírito
coletivo também deve estar dentro da ação pedagógica
do professor tanto em sala de aula, como em suas
relações dentro da escola, O diálogo oferece oportunidades,
segundo Hernández (2002, p. 20),
Para
expandir, reconsiderar uma questão, ou problema e
procurar compreendê-lo de diferentes maneiras. O
que, por sua vez, permite desenvolver a consciência
de aprender e impulsionar estratégias de pensar
sobre a própria aprendizagem. Além disso, a
partir do diálogo, enfatiza-se a reflexão, a
investigação crítica, a análise, a interpretação
e a reorganização do conhecimento.
Portanto, levando em conta que as relações
estabelecidas com outros professores, gestores e
agentes educacionais, sejam um pouco desgastantes
devido aos diferentes pontos de vista, é
importante destacar que é a partir dos conflitos
gerados pelo diálogo, e pela exposição dos
diferentes pontos de vista, é possível chegar a
um amadurecimento de novas idéias
e conceitos, e assim caminhar para uma possível
organização final de um
planejamento, com múltiplos caminhos e
com um certo crescimento.
Dentro
das perspectivas que a escola trabalha hoje, e as
teorias educacionais como construtivismo, e sócio-construtivismo,
e outras teorias baseadas na forma como o aluno
aprende e
não mais na forma como se ensina, dentro dos
referenciais de ensino, em que o professor deve
basear se para fazer seu planejamento do curso ou
disciplina, é muito importante que ele considere
a realidade do contexto em que a escola esta
inserida, pois muitas vezes ele tem proposto
certos conteúdos específicos para uma
determinada série ou ano, mas quando se depara
com a realidade da classe, seja na forma regional,
ou no nível de aprendizagem em que os alunos
encontram, o professor neste momento deve entrar
em ação, e adaptar todo este conteúdo, levando
em consideração a defasagem escolar, quanto a
adaptação a itens regionais, como por exemplo,
situações de aprendizagem que enfatizem a
cultura regional, como exemplo aqui na cidade de
Ribeirão Preto estudar, a cultura da cana de açúcar,
ou comunidades ribeirinhas , ou de praias estudar
a cultura da pesca, fatores assim devem ser
considerados, caso contrário, o planejamento será
uma ferramenta contra o professor, se seus
construtores não pensarem em todos estes
contextos educacionais.É preciso também que o
multiculturalismo e a diversidade de gêneros (étnico-raciais)
presente dentro das escolas não seja desprezado
pelos sistemas de ensino e nem pelo professor
dentro da sala de aula, pois é possível tornar
as diferenças significativas, é possível
reconhecer o universo cultural dos alunos no âmbito
escolar, superando expectativas e mostrar que é
possível promover a aprendizagem de todos,
independentemente de raça, classe social, sexo ou
padrões culturais. Esta conscientização na prática
docente deve ter em vista as representações de ações
e dos saberes envolvidos de forma que se
incorporem as iniciativas de ruptura com a
homogeneização cultural e se combatam as
expectativas negativas com relação àqueles
cujos padrões culturais não correspondem aos
dominantes.
·
Evitar
desperdiçar o tempo didático
O
tempo que o professor tem para o seu efetivo
trabalho dentro de sala de aula, também deve ser
levado em consideração quando se planeja algumas
atividades, pois dentro das determinações de séries/ano
ou disciplinas elas seguem um cronograma de aulas
determinados, e organizados por horários de aula,
ou horários de hora/aulas, sendo desta forma, o
professor ao estabelecer as diretrizes de seu
planejamento no começo do ano, ou durante o ano e
ao fazer o plano de aula semanal/mensal, deve
levar em consideração o tempo disponível dentro
de sala, ou se a aula for fora da sala, ou ainda
aula externa, os profissionais devem ser
cautelosos, para que o tempo didático não seja
desperdiçado, ou seja, ao planejar uma atividade
que passe do tempo previsto, o professor ou
educador faz dela uma atividade incompleta, ou
deixa de fazer com que os objetivos da aula sejam
atingidos. Tempo hoje é valioso, e para ser usado
de forma inteligente, é preciso que professores e
outros agentes educacionais levem em
consideração a atividade de acordo com o
tempo previsto na hora de estabelecer seus
planejamentos.
·
Flexibilidade
do Planejamento
Dentro
do contexto escolar e social que se vive nos dias
atuais, é de suma importância que professores e
todos envolvidos em ações educativas, levem em conta a flexibilidade como um fator de competência dos
profissionais, e a flexibilidade do planejamento,
não só pela flexibilidade ser algo que a educação
pede hoje como competência dos profissionais, mas
pelo fato da ação educativa estar ligada com a ação
dialógica como requisito básico para um trabalho
de qualidade e todas as transformações do mundo
moderno aliado a era da informação,
a internet, esses fatores permitem que
muitos conhecimentos cheguem as casas dos alunos,
a flexibilidade deve situações que os
professores criam para o desenvolvimento de um
olhar crítico, reflexivo e transformador de seus
alunos, por isso além de estar presente nestes
momentos, dentro de sala e nas competências de um
professor também devem estar presente no
planejamento, para que a execução da ação
pedagógica deixe espaços para uma possível
reestruturação e revisão, caso aquilo que se
tenha planejado não esteja percorrendo os
caminhos corretos e alcançando os objetivos traçados,
podendo dar um passo atrás e replanejar,
reorientar seus passos ao invés de improvisar.
A
flexibilidade é uma característica fundamental
para os planejamentos, pois desta forma ele fica
passível de uma nova transformação e adaptação
a situações novas que surgirem no cotidiano
escolar. Todo plano que não obedecer ao princípio
da flexibilidade, que não possa ser mudado ou
reestruturado, quando necessário está fadado ao
fracasso, podendo se tornar um meio de dominação.
(MENEGOLLA; SANT’ANNA,2009).
Diferenças de
planejamento, plano e projeto.
Enquanto
que o planejamento é o fator, o plano e o projeto
são os produtos, mais objetivamente através do
planejamento é possível o direcionamento, o
alicerce, os caminhos da ação pedagógica, a
reflexão, a reorientação, a sistematização,
podendo ser feito, de forma única, ou de forma
coletiva, o plano é mais direto e específico,
mas depende de um planejamento de Escola/curso,
para que ele seja fundamentado.
Como
documento, o planejamento de uma série ou ano
deve apresentar alguns aspectos como;
·
Identificação
da Escola
·
Objetivos
(Geral e específico)
·
Conteúdos
·
Estratégias
·
Recursos
·
Cronograma
·
Avaliação
Plano
de aula (diário/semanal/mensal) pode ser
realizado, pelo professor individual da série/ano
ou da disciplina, ou por mais de um professor de
uma série ou ciclo sendo um plano compartilhado,
e deve levar em consideração também;
·
Identificação
da instituição
·
Professor
(a) responsável
·
Disciplina
(s) lecionada
·
Série/ano/disciplina
·
Período
·
Número
de aulas por dia/semana/mês
·
Número
de alunos
·
Característica
do grupo
·
Objetivos
·
Conteúdos
norteadores e conteúdos específicos
·
Desenvolvimento
·
Avaliação
ou técnicas avaliativas
·
Referências/Bibliografia
Já
os projetos que acontecem durante o ano muitas
vezes podem ser
frutos do professor dentro de um determinado
grupo, com disciplinas inter-relacionadas, ou do
diretor para com a escola, e geralmente tem um
tema especifico que engloba todos na ação, a
escola, professores e alunos, os projetos podem
surgir a partir da necessidade do professor
trabalhar um tema dentro de uma disciplina/série/ano,
com isso pode levar em consideração a
interdisciplinaridade, trabalhando o tema em mais
de uma disciplina, ou projetos disciplinares, que
engloba apenas uma disciplina em específico,
portanto pode se perceber que os projetos aparecem
durante o ano na medida em que os planos de aula vão
sendo executados, ou em virtude de festas, e datas
comemorativas, entre outros.
A importância da formação continuada de professores:
A
formação continuada de professores é hoje algo
que se comenta muito, sendo muito importante se
pensar nisso, para poder também pensar na melhora
da qualidade da educação, quanto também na sua
funcionalidade, o planejamento é uma ferramenta
que necessária, e deve ser construído em
conjunto com os objetivos da escola, e da forma
como a escola pensa, neste sentido muitas vezes,
quando se pensa que é preciso que o planejamento
seja feito de uma forma mais condizente coma prática,
e levando em consideração os fatores externos,
muitos professores que estão a muito tempo na prática
escolar, ou a aqueles que não tiveram a formação
integral adequada não
conseguem enxergar no planejamento, uma proposta
para a melhoria da prática escolar, por isso, é
preciso que as secretarias tanto municipais, ou
estaduais, quanto sistemas particulares de ensino,
ofereçam cursos de aperfeiçoamento e qualificação
para professores poderem estar lidando melhor com
a questão do planejamento, é preciso que seja
oferecido este conhecimento para o professores
poderem dispor desta ferramenta indispensável,
talvez em uma parte seja por causa da falta de
informação ou conhecimento que muitos
professores, ainda realizam seus planejamentos de
forma técnica e burocrática, levando em
consideração que em muitos casos não lhe foi
dada a oportunidade de aprender,
e entender o processo do planejamento, como um dos caminhos da
ação docente em conjunto com os caminhos da
escola.
Conclusão
Apesar
de toda luta para conquistar uma mudança no
perfil da educação que busque qualidade,
cidadania e mais democrática, deve se perceber
que apesar de as concretizações das ações
educativas no Brasil andarem mais devagar, não se
pode pensar em utopia, devem se ver estes avanços
de forma positiva, como por exemplo, o plano
decenal da educação que tem seu vencimento em
2010, tendo como objetivos para a educação básica,
bem traçados, objetivando a formação de todo o
professor em nível superior, este vem a
demonstrar, que sugeriu muitos avanços para a
educação brasileira,é preciso parar de criticar
e agir
em prol da educação, pensar e fazer a sua parte,
sugerir, participar, mais que isso, refletir.”O
sujeito que se abre ao mundo e aos outros inaugura
com seu gesto a relação dialógica em que se
confirma como inquietação e curiosidade,como
inconclusão em permanente movimento na história.”
(FREIRE,1996, p.136) .
Tudo
o que se pensa e tudo o que se sonha, e que se
idealiza como objetivos educacionais devem ser
idealizados, pois se não forem idealizadores
repetiremos todo ano, as mesmas práticas sem
repensar, em mais um ano, sem refletir, sem agir,
em suma, todas as conquistas que se tem nos dias
de hoje, já foram idealizadas antigamente, por
isso todos os profissionais da educação, devem
sonhar, agir, refletir e idealizar, sua participação
dentro da educação, para ir em busca de uma
educação de maior qualidade e mais participativa
e a cima de tudo dialógica.
Refêrencias
BRASIL. Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional – LEI 9394/96.
Brasília: Congresso Nacional, 1996.
FREIRE, Paulo. Pedagogia
da Autonomia - Saberes Necessários à Prática
Educativa São Paulo:Editora Paz e
Terra,1996.
HERNÁNDEZ,
F. O diálogo como mediador da aprendizagem
e da construção do sujeito na sala de aula. Pátio
Revista Pedagógica, Porto Alegre, Artmed, Ano VI,
v. 22, jul/ago 2002.
LUCKESI,
Carlos Cipriano. Gestão
Democrática da escola, ética e sala de aula.
ABC Educatio, n. 64. São Paulo: Criarp, 2007.
MENEGOLLA,Maximiliano,SANT’ANNA,
Ilza Martins.Por
que planejar? : como Planejar? : currículo, área,
aula.17. ed. – Petrópolis, RJ:Vozes, 2009.
PERRENOUD, Philippe.Pedagogia
nas escolas das diferenças, A fragmentos da
sociologia do fracasso.2.ed. Artmed.2001.
VASCONCELOS, Celso dos S.: Construção da disciplina
consciente e interativa na sala de aula e na
escola, 3.ed.,Libertad, 1994.
ZABALA,
Antoni. A
prática educativa: como ensinar. Porto
Alegre: Artmed, 2007.
Publicado
em 05/11/2009