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E
o ano recomeça... volta às aulas
Salete
Santos Anderle
Mestre
em psicopedagogia UNISUL
/SC, docente universitária, Psicopedagoga
Clínica e Institucional, alfabetizadora e
orientadora educacional Escola Santa
Catarina.
E-mail:
salete_anderle@hotmail.com
ou salete_anderle@yahoo.com.br
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Tanto
para as crianças que vão pela primeira vez á
escola ou aqueles que estão retornando, à volta
á escola é esperada com muito entusiasmo, este
recheado de excitações e medos pelo
desconhecido. O medo pelo desconhecido, natural no
ser humano, independente da idade vai ser
diferenciado pela forma e intensidade com que se
manifesta e como a criança ou o jovem vai encarar
os desafios, oportunidades, possibilidades. As
formas de como vai encarar estão intimamente
relacionadas às interações físicas, sociais,
psicológicas, emocionais já constituídas
internamente e do novo espaço. Sabemos que
independente da idade todo ser humano tem como
necessidade básica se sentir amado, aceito,
pertencido. Quando a criança já possui estes laços
bem fortalecidos na família, o que chamamos de
“apego seguro” normalmente não encontra obstáculos,
porém outras vezes, por várias razões possuem
um sentimento de “apego inseguro” em relação
ao amor e confiança da família, o que faz com
que a ansiedade normal muitas vezes passe para o pânico
ou fobia escolar. Como muitas vezes se sentem
envergonhadas, culpadas por se sentirem assim o
quadro aparece com queixas em relação a outros
colegas ou mesmo a professores.
O
que posso sugerir aos pais é que aproveite este
momento especial para estreitar laços de confiança
em relação à criança e com a Escola se
mantendo envolvido em todo o processo incentivando
a interação com novos colegas, professores,
outros pais, não esperando apenas a Escola tomar
a iniciativa de chamá-los. Quando 90% dos pais
estiverem realmente envolvidos com parte educativa
dos filhos e com a Escola certamente teremos
saltos qualitativos tanto para a família como a
Escola.
A
Escola não é só um espaço de aprendizagem
formal ela está legitimada pela sociedade como um
agente subjetivante e, portanto estruturante do
sujeito.
Com
os anos de estudos, observações e prática se
pode dizer que existem três problemas encontrados
em alguns pais e professores que prejudicam em
demasia a função da escola, são eles:
1º
quando pais ou professores antecipam, tentam
adivinhar o que aconteceu na Escola ou família;
quando ficam na posição de críticos julgadores
(aconteceu isso por isso...).
2º
quando pais ou professores ficam na posição de
juizes
3º
quando pais ou professores possuem ausência ou
indiferença diante dos fatos que acontecem na
Escola e principalmente com a criança.
Quais
são as consequências para a criança disso:
1º
quando pais ou professores tentam adivinhar o que
aconteceu, perturbam a criança, pois estão
dificultando a sua “autoria”. (ela não é
escutada e principalmente respeitada no que diz).
2º
quando pais e professores ficam na posição de
polícia ou juiz, bloqueiam e inibem a criança
gerando culpa, pois, ela fica na posição de
delator.
3º
quando pais ou professores ficam numa posição de
indiferença e ausências criam apatia,
desinteresse, aborrecimento, sentimentos de
incapacidades, desvalia, rejeição, inadequação.
Como
se faz para poder minimizar isso?
Tanto
pais, professores, adultos, cuidadores todos os
adultos que servem de modelos de referência a
crianças e jovens possam dar espaço onde crianças
e jovens possam conversar, questionar. Isso se faz
sem a “pressa costumeira” e sim com espaço de
escuta real, de olhar interessado onde se abre
espaços de comunicação onde eles possam dizer o
que aprenderam como aprenderam se foi fácil, quem
ensinou..., como se sentiram ou estão se
sentindo.
Publicado
em 04/05/2007