|
Introdução
Ao
tratar do tema educação sexual,
busca-se considerar a sexualidade como
algo inerente à vida e à saúde, que
se expressa desde cedo no ser humano.
Engloba o papel do homem e da mulher, o
respeito por si e pelo outro, as
discriminações e os estereótipos
atribuídos e vivenciados em seus
relacionamentos, o avanço da AIDS e da
gravidez indesejada na adolescência,
entre outros que são problemas atuais e
preocupantes.
Todos
esses fatores denotam uma necessidade
cada vez maior da inclusão da temática
sexual no currículo escolar. A família,
que deveria ser responsável por esse
encaminhamento, não se sente preparada
o suficiente para abordar o assunto não
propiciando uma abertura para a conversa
em casa. Sendo assim, os pais transferem
para a escola mais essa
responsabilidade.
A
sexualidade sempre foi um tema de difícil
discussão, sobretudo para crianças e
adolescentes; a curiosidade, a percepção
das diferenças no próprio corpo e no
corpo do outro, a descoberta das carícias
e a fonte incontestável de prazer que o
sexo representa, fizeram do assunto um
tabu e algo que “não é conversa para
crianças” contribuindo ainda mais
para aguçar a imaginação de
cabecinhas ávidas por informações.
Como essas informações não são
conseguidas em casa, entram em ação os
“colegas sabe-tudo” que, na maioria
das vezes, sabem muito pouco e acabam
deturpando fatos e informações,
criando dúvidas ainda maiores.
Como
agravante, estamos vivendo a “era do
show do sexo” onde a erotização
invade as casa através de jornais,
revistas, rádio, internet e,
principalmente, a televisão.
Influenciadas pelos ídolos, as crianças
estão cada vez mais erotizadas e os
jovens iniciam a vida sexual cada vez
mais cedo, muitas vezes sem a devida
preocupação, resultando, em muitas
ocasiões, em gravidez indesejada de
garotas recém-saídas da infância.
Por
todos esses motivos se torna tão necessária
a presença da escola como orientadora
através de educadores preparados para
esclarecer as dúvidas dos alunos,
lidando, inclusive, com questões como
preconceito no que diz respeito à
preferência sexual.
É
importante que o professor demonstre que
as manifestações da sexualidade
infantil são prazerosas e fazem parte
do desenvolvimento saudável de todo ser
humano, dessa forma o professor estará
contribuindo para que o aluno reconheça
como legítimas suas necessidades e
desejos de obtenção de prazer, ao
mesmo tempo em que processa as normas de
comportamento próprias do convívio
social.
VISÃO
DO SEXO NA SOCIEDADE
Na
antigüidade e na Idade Média, as crianças
européias falavam abertamente de sexo.
A partir do século XVI os europeus
passaram a redefinir a criança como um
ser inocente o que se perdurou até
hoje.
O
sexo foi ligado a algo "sujo"
e "mau". Apesar de
reconhecermos a sexualidade como
prazerosa, o sexo também é usado em
nossa sociedade como fonte de lucro e
opressão como em propagandas de televisão,
prostituição, pornografia etc. Com
isto procuramos afastar nossos filhos
desse meio esquecendo-nos mesmo dos
prazeres pessoais que o sexo nos
proporciona.
Antigamente
os valores mudavam muito lentamente. A
partir do surgimento dos meios de
comunicação, o processo de mudança de
concepções e quebra de tabus ficou
bastante acelerado. As novelas, os
filmes e propagandas colocaram o sexo
como chamada de atenção para seus
produtos. Os pais, em meio a tantas
mudanças, ficaram meio perdidos visto
que, no seu tempo, como dizem, não
havia tanta liberdade cuja educação
era mais rígida e tradicional.
Atualmente,
urge uma necessidade maior de se
conversar com os filhos e alunos, no
caso da escola, sobre sexo, um assunto tão
relevante e que bem sabemos, faz parte
do cotidiano de todos, seja de forma
direta no caso dos casais, seja de forma
indireta no caso das crianças que são
diariamente expostos a propagandas e
novelas que se usam desta ferramenta
para aumentar sua audiência. O mais
agravante é que as crianças menores não
compreendem o significado destas
mensagens na televisão, construindo
assim conceitos distorcidos e
fantasiosos sobre a sexualidade.
O
sexo também não é mais visto como
pecado por muitos. A virgindade deixou
de ser tabu para se tornar uma opção.
Existem muitas fontes de informação e
um ambiente mais favorável onde o tema
já é discutido em muitas famílias e
escolas, ainda que seja com restrições
e preocupações. Os adolescentes
conquistam cada vez mais a liberdade de
escolher o momento da própria iniciação
sexual.
Mas,
paralelo a este sexo despojado de
preconceitos surge a era do sexo
perigoso, diante do qual faz-se necessário
alertar para perigos como doenças,
gravidez precoce e indesejada e muitos
outros fatores conseqüentes da falta de
informação.
No
entanto, informar apenas não basta.
Sentimentos como afeto, fantasias,
medos, não são compartilhados entre
pais e filhos porque ainda existe um
clima de vergonha no ar.
FREUD
E A SEXUALIDADE INFANTIL
Inicialmente,
Freud acreditava que a sexualidade
humana só se desenvolvia na puberdade,
período em que o organismo poderia
procriar. Entretanto ele começou a
rever estas questões com estudos sobre
a sexualidade infantil.
Freud
fala das pulsões sexuais que são
vividas livremente pelas crianças e
experimentadas à parte não havendo
ainda um objeto sexual. A pulsão sexual
tal como vemos em ação em um adulto é
composta de pulsões parciais, cuja ação
se observa nas preliminares do ato
sexual. Cada pulsão se liga ao prazer
extraído do órgão a que estiver
vinculado. Exemplo: olho, no caso da
contemplação; genital próprio, no
caso da masturbação; boca, no caso da
sucção do polegar; ânus, no caso da
defecação. Será uma pulsão dirigida
ao próprio corpo que não buscará um
outro corpo, como acontecerá na
puberdade. (KUPFER, P. 41, 1997).
Como
há ausência do objeto sexual, a pulsão
sexual não possui outros fins senão os
propriamente sexuais e é passível de
sublimação. É aí que interessa ao
educador cuja educação, segundo Freud,
terá seu papel primordial. O indivíduo,
havendo a "dessexualização"
do objeto poderá voltar-se para
atividades sexualmente elevadas, tais
como, produção científica, artística
e tudo aquilo que proporcionar bem
estar. Essas atividades serão
impulsionadas pela libido, mas a antiga
ânsia sexual ainda permanece só que de
modo mais brando, terno, prazeroso.
Para
entendermos a sublimação tomaremos
como exemplo a pulsão parcial anal:
quando esta fase está sendo construída
a criança volta-se para tudo que diz
respeito a esta região do corpo.
Descobre que dela se desprendem as
fezes. É natural que desejem manipulá-las.
Mais tarde, parte dessa pulsão será
reprimida, parte irá compor a
sexualidade genital e parte será
sublimada, transformando-se, por
exemplo, na atividade de esculpir
argila, havendo dessexualização do
objeto no caso, a argila.
Crianças
de tenra idade sentem prazer ao urinar
ou defecar querendo brincar ou pegar.
Podem querer examinar seus genitais ou
dos amiguinhos. Os pais ao ver qualquer
destas cenas, não devem surpreender-se
ou aborrecer-se. Os pais ou pessoas que
trabalham com crianças devem ter em
mente que a masturbação é normal e
faz parte do processo de conhecimento de
seu corpo. O problema é que isto nos
traz um certo desconforto porque é
muito provável que nossos pais tenham
nos dito que isto era feio ou para não
fazer isto de novo.
Realmente
é difícil para os pais lidarem com
situações como estas, mas é necessário
aprender para não serem severos. Não
devemos olhar os atos infantis
comparando-os com a dos adultos. A criança
não faz nenhuma relação com o
"sexo em si", ela apenas sente
prazer. Mais tarde poderá sentir-se
culpada por ter sido desaprovada pelos
pais ou pessoas que trabalham com elas e
esta culpa poderá ser levada para sua
própria experiência sexual.
Freud
coloca os pais como pessoas
incompetentes para a tarefa da educação
sexual preferindo que estes não se
ocupem desta tarefa. Para ele, os pais
esqueceram-se da sexualidade infantil e,
se esqueceram, é porque houve repressão.
(KUPFER, p. 47, 1997). Se houve repressão
inevitavelmente algum recalque ainda
permanece. Então como agir mesmo com
todas as nossas frustrações, recalques
e conflitos ainda que inconscientes?
A
PRIMEIRA EDUCAÇÃO
É
no lar que o ser humano deveria ter sua
primeira educação sexual. De acordo
com a sexóloga Marta Suplicy,
"Uma
criança falante e curiosa pode começar
a mostrar interesse pelo sexo aos 2-3
anos, mesmo sem o uso da palavra. A
maioria o fará com 4-5 anos de idade"
(1983, p. 36).
Nesta
fase o que a criança quer saber é
muito pouco, não é preciso explicar
detalhes, mas também não minta, não
brigue, não desconverse, explique o básico
na linguagem que ela puder entender.
Muitos
pais acreditam que as crianças não
devem fazer perguntas sobre sexo por
acreditar que não possuem idade
suficiente para entender, considerando,
portanto, um absurdo qualquer menção a
este assunto. Muitos adultos se
escondem, sentem vergonha e a causa pode
estar numa infância mal orientada.
No
texto de Freud “Esclarecimento sexual
das crianças” em resposta a uma carta
de Dr. M. Fürst, ele afirma que as
crianças devem receber educação
sexual assim que demonstrem algum
interesse pela questão (KUPFER, p. 46,
1997).
A
criança que tem idade para perguntar
também tem idade para ouvir. Os pais
nunca devem dar respostas imaginárias e
irreais como, por exemplo: se a criança
perguntar como nasceu o pai responder
que foi a cegonha que trouxe, ao invés
de falar a verdade na linguagem adequada
para cada idade.
Quando
a criança descobre que os pais estão
mentindo ela se sente enganada como
afirma Suplicy, “No momento que seu
filho descobrir que você o engana você
não será mais um pai ou mãe perguntável.
Você perde a credibilidade, mas seu
filho continua curioso e perguntará aos
colegas” (1983, p. 36).
Não
adianta falar sobre espermatozóides e
óvulos com uma criança de 2 ou 3 anos,
nesta idade muita explicação pode
confundir e o tempo de concentração é
muito pequeno, portanto os pais devem
ser breves, seguros e sobretudo falar
com naturalidade.
As
primeiras perguntas feitas pelas crianças
geralmente são: porque o pipi do papai
maior que o meu? Porque ele tem esses
pelinhos e eu não? Onde está o pipi da
mamãe? Por onde saem os bebês? Isto
acontece porque nas primeiras perguntas
infantis a criança faz uma constatação
do que observa, segundo Suplicy. A mesma
autora ainda observa que conforme a
criança vai crescendo as perguntas vão
se sofisticando, e ao redor dos
quatro-cinco anos ela já quer saber
como o bebê sai da barriga da mãe. E,
provavelmente a pergunta seguinte será
como entrou” (1983, p. 36).
Estas
perguntas devem ser respondidas da forma
mais natural possível. Se os pais a
repreendem, a criança nunca mais lhes
perguntará e continuará tão curiosa
quanto antes, afinal está numa fase de
descobertas. Sem a ajuda deles ela poderá
interpretar o sexo de forma errada,
acreditando, por exemplo, que seu pênis
tem algum problema por ser menor que o
do pai, que o pênis da mamãe ou da irmã
foi cortado.
Muitos
pais não sabem como responder a este
interrogatório. Uma das perguntas mais
difíceis dos pais responderem é
“como o bebê entrou na barriga da mamãe?”
O livro Mamãe botou um ovo!, de Babette
Colle, apresenta uma alternativa de
resposta: “A mamãe tem ovos dentro da
barriga. O papai tem sementes nos
saquinhos que ficam fora do seu corpo. O
papai tem um tubo. As sementes que estão
nos saquinhos saem por ali. O papai
encaixa na mamãe e o tubo entra na
barriga dela por um pequeno buraco. Então
as sementes nadam lá dentro com a ajuda
de seus rabinhos até o ovo. Quando os
dois se juntam formam o bebê”.
Explicações
como esta já podem ser dadas a crianças
de 4 a 6 anos. Antes disso é difícil
compreender e depois disso já é necessário
uma linguagem mais próxima do real para
evitar distorções, mesmo porque eles já
ouvem comentários dos colegas e já estão
mais ligados em algumas cenas de novelas
ou filmes.
Surgindo
o interesse, não antes disso para não
precipitar sua maturidade, os pais poderão
utilizar um livro de sexo para crianças
como recurso, utilizando o nome correto
dos órgãos genitais como pênis,
vagina e não pinto, cocota, piriquita e
outras expressões.
Da
mesma forma e sempre, as respostas devem
ser verdadeiras e claras. Alguns pais
acreditam que a criança ficará
assustada com palavras como pênis,
vagina, espermatozóide. A partir de 4
anos já é possível falar sobre o
parto natural ou cesárea, sobre a relação
do papai e da mamãe, lembrando-se
sempre: na linguagem adequada e nada de
assombros.
Citaremos
abaixo alguns exemplos de diálogo com
crianças, extraídas do livro
“Falando com seu filho sobre sexo:
perguntas e respostas para crianças do
nascimento até a puberdade”.
Até os três anos:
_
O que é isto?
_
É um pênis.
_
Para que serve?
_
É com ele que os meninos fazem xixi.
_
Olhe, ele fica duro.
_
Certo! Todos os pênis fazem isto de vez
em quando.
_
Papai tem um pênis também?
_
Tem; todos os homens e meninos têm um.
_
Ele fica duro também?
_
Algumas vezes. Ele se sente bem assim.
_
O que é isto?
_
Chama-se vulva.
_
Por que é toda cabeluda?
_
Todas as mulheres crescidas têm cabelos
aí.
_
Porque eu não tenho?
_
Para meninas:
É porque você ainda não cresceu.
Quando Você crescer, terá cabelos aí,
igual à mamãe.
_
Para meninos:
Você terá cabelos em volta do seu pênis
quando crescer.
_
O que é esse saquinho? Tem bolinhas.
_
É um escroto, e os dois caroços
parecidos com bolinhas chama-se testículos.
Cinco e seis anos:
_
O que quer dizer ”foder”?
_
Significa ter relação sexual, quando o
homem introduz o pênis na vagina de uma
mulher. “Foda” é uma palavra da gíria
que não deve ser usada em público. Não
é educado e muitas pessoas consideram
esta uma palavra muito feia mesmo quando
não é dita em público. Portanto
quando você estiver com outras pessoas
nunca diga “foder”, não importando
como os outros façam.
_
O que é boceta?
_
Boceta é o nome da vagina na gíria. Há
outras palavras para vagina que são tão
grosseiras quanto esta. Sem dúvida eu não
gostaria de escutar alguém chamar uma
vagina por este nome, embora algumas
pessoas usem esta palavra quando estão
a sós, sem que estejam xingando ou
ofendendo alguém. Nunca use uma gíria
como esta em público.
_
O que quer dizer “puta”?
_
Puta é o nome usado para uma prostituta
na gíria. É uma pessoa que tem relações
sexuais por dinheiro e não por amor.
É
muito comum a professora ouvir
risadinhas quando, numa aula de ciências,
são mostradas figuras dos órgãos
genitais no estudo do corpo humano e o
aparelho urinário. Observamos espantos,
murmúrios, indignações. Isto
acontece, muitas vezes, por falta de
orientação dos pais em casa. Muitas
meninas só ficam sabendo que vão
menstruar quando conversam com outras
colegas que já tiveram esta experiência.
Muitas sentem vergonha dos seios que
começam a crescer usando como
alternativa uma camiseta por baixo da
farda ao invés de pedir um sutiã à mãe,
e esta, por sua vez, não percebe o
constrangimento da filha. Tudo isso mexe
com a cabeça do adolescente que além
de sofrer todas estas transformações
no corpo ainda não contam com o apoio e
orientação adequada dos pais.
Se
uma criança não tem desde cedo um
esclarecimento sobre assuntos ligados ao
sexo, não compartilha seus medos e
ansiedade com seus pais, se os pais não
lhe dão apoio nas suas descobertas,
certamente ela será um adolescente
carregado de dúvidas buscando em
revistas e conversas com amigos o
entendimento deste processo e
provavelmente um adulto com complexos,
culpas e preconceitos, como observa
Fagundes: “A sexualidade infantil
estabelece as bases para a sexualidade
na adolescência e para a sexualidade na
vida adulta”.
CONVERSANDO
COM ADOLESCENTES
Para
chegarmos à adolescência recorreremos
à psicanálise para ratificar a afirmação
de Fagundes feita no parágrafo
anterior, monstrando as fases do
desenvolvimento sexual infantil:
Fase
oral
ou fase da libido oral, ou hedonismo
bucal – a criança dos 0 aos 2 anos,
através da estimulação da zona
oral (sucção, mastigação, satisfação
da fome) sente sensações agradáveis
de prazer. Nesta fase tudo que vê quer
levar à boca.
Fase
anal
ou fase da libido ou hedonismo anal –
nesta fase a criança entre 2 e 3 anos
sente prazer em poder controlar parte de
seu corpo retendo ou liberando as fezes,
começa então a controlar suas vontades
e tomar decisões. Sente prazer em
brincar com massas de modelar, argilas,
barro.
Fase
fálica ou fase genital, ou fase da libido ou hedonismo genital– quando começa
a interessar-se pelo corpo e manipular
seus órgãos genitais. É nesta fase
que se inicia o complexo edipiano. No
complexo de Édipo o menino sente um
amor intenso pela mãe, identificando-se
com o pai, sente desejo em ocupar seu
lugar sentindo então raiva, medo e
culpa. Imagina então que o pai pode
cortar seu pênis (complexo de castração).
A menina também vive este complexo, mas
neste caso sente inveja do pênis. Para
a psicanálise o complexo de Édipo é
um período fundamental na estruturação
da personalidade e a base da identidade
do indivíduo.
Inicia
então um período de latência que vai
até a puberdade e caracteriza-se por
uma diminuição das atividades sexuais.
A criança entre 6 e 10 anos tem sua
sexualidade parte reprimida e parte
sublimada, deslocando a energia para
atividades e aprendizagens intelectuais
e sociais.
Fase
genital – é a chegada da puberdade, da adolescência no qual o complexo de
Édipo reaparece, porém mais perigoso já
que o desejo incestuoso pelo pai/mãe
agora pode ser realizado com o
surgimento da sexualidade genital. Mas
paralelo a isto o superego é organizado
e surge como uma barreira ao incesto
reprimindo os pensamentos perigosos e
censurando o ego que é responsável
pelo controle dos instintos. Ocorre então
o deslocamento das fantasias de dentro
para fora da família, o que gera muita
ansiedade e culpa. Juntamente a este
deslocamento surge o processo de
desligamento da autoridade dos pais.
Segundo
Becker, esta necessidade de separação
levaria à rejeição e hostilidade aos
pais, apresentando comportamentos e
atitudes diferentes das dos genitores
para diferenciar-se da família. Passa
então a buscar uma pessoa acessível
para satisfazer seus impulsos, que será
ele mesmo. Afirma ainda que a masturbação
é importante não só para descarga dos
impulsos, mas para que ele tenha contato
com o próprio corpo preparando-o para
as relações sexuais.
Muitos
jovens passam por conflitos e crises e
se apresentam com comportamentos
rebeldes e hostis. É difícil para os
pais entenderem esta fase de transição,
pois a rebeldia os machuca. Até então
tinha seu filho sob sua proteção, em
baixo de seus olhos, obedecendo-os e
lhes dando satisfações sobre o que
ocorria na escola, com os colegas etc.
Agora têm em sua casa um estranho que
quase não pára em casa, e quando não
está na rua está pendurado ao telefone
ou trancado no quarto ouvindo o som nas
alturas. Já não quer compartilhar
momentos em família porque esta lhe
parece careta.
Todo
este processo está ligado à sua
sexualidade, ao desejo de mostrar-se
independente e, não sabendo lidar com
estas mudanças, muitos acabam tendo um
baixo rendimento escolar.
Podemos
encontrar adolescentes e adultos
perturbados, frustrados, medrosos. O
medo está no momento do desempenho
sexual e suas dúvidas muitas vezes
ligadas ao uso correto dos métodos
anticoncepcionais e doenças sexualmente
transmissíveis.
Para
muitos adolescentes, hoje, quem é
virgem é careta. Querem aproveitar a
vida e ao mesmo tempo receiam contrair a
AIDS. Muitas vezes a empolgação do
momento, o calor da paixão, os faz
esquecer das conseqüências e do ditado
que diz: quem vê cara não vê aids.
Alguns, sequer, possuem conhecimento das
DST (doenças sexualmente transmissíveis)
e como são transmitidas.
“Ao
contrário do que muita gente pensa, as
DST são doenças graves que podem
causar disfunções sexuais,
esterilidade, aborto, nascimento de bebês
prematuros com problemas de saúde,
deficiência física ou mental, alguns
tipos de câncer e até a morte. Uma
pessoa com DST também tem mais chance
de pegar outras DST, inclusive a aids
(http://www.aids.gov.br/final/prevencao/dst.htm).
Abaixo
listamos algumas doenças retiras do
site: http://www.dst.com.br/
Cancro
Duro (Sífilis), Cancro
Mole, Candidíase, Herpes Simples
Genital, Gonorréia, Condiloma
acuminado/HPV, Linfogranuloma Venéreo,
Granuloma Inguinal, Pediculose do púbis,
Hepatite B, AIDS, Infecção por clamídia,
Infecção por trichomonas, Infecção
por ureaplasma, Infecção por
gardnerella.
Por
todos estes problemas os pais sabem que
devem conversar com os filhos, mas não
sabem como fazê-lo. De um lado estão
os adolescentes que sentem vergonha, não
querem que entrem na sua intimidade,
preferem conversar com amigos trocando
experiências obtendo muitas vezes
informações distorcidas e errôneas
sobre a relação sexual. Do outro lado
estão os pais angustiados, com medo da
aids, de uma gravidez indesejada e que
querem de uma hora para outra ser amigo
ou orientador.
O
que os pais devem saber é que ninguém
abre seu mundo de repente. Este é um
processo de confiança e ajuda que deve
ser iniciado na infância e acompanhado
sempre com amor, compreensão, paciência,
cautela e sem dúvida boas informações.
Se
os pais sempre evitaram ter estas
conversas desde a infância, poderá
encontrar grande resistência para um diálogo
quando chegar na adolescência, mas
nunca devem desistir. É necessário
aproveitar as oportunidades que surgem
naturalmente para iniciar um diálogo,
sem forçar nada.
Arantangy
observa que “Vejo pais forçando uma
intimidade que incomoda os filhos. É
preciso que os pais falem de si, pois a
intimidade é partilhar emoções numa
via de mão dupla”. (1995, p. 94)
Entretanto
é necessário que haja limites na
conversa entre pais e filhos. O respeito
deve sempre existir. Pai e mãe não são
coleguinhas que trocam figurinhas, mas
sim pessoas adultas que devem se mostrar
como seres humanos que sentem, erram,
acertam como qualquer outro. É isto que
os pais devem demonstrar, não precisam
necessariamente falar sobre tudo que já
passaram, desta forma estarão evitando
que sejam apontados como culpados caso
os filhos cometam algum erro igual ao do
passado dos pais. O adolescente pode
pensar: se meu pai fez, eu também posso
fazer.
Pais
que tiveram uma educação rígida
normalmente possuem dificuldade em lidar
com este tipo de assunto. Muitos possuem
uma sexualidade problemática, mal
resolvida e não sabem como ajudar seus
filhos. Como diz Marta Suplicy: “A
grande maioria dos pais buscam uma
receita, uma resposta fácil para baixar
sua ansiedade diante da situação que
eles estão vivendo" (1983, p. 34).
De
um lado podemos encontrar aqueles pais
que fingem nada estar acontecendo com
receio de enfrentar a situação. De
outro estão os superprotetores que
querem saber tudo sobre o filho. Os pais
devem ter em mente que não existe uma
receita pronta. É importante buscar
informação de como orientar os filhos,
mas uma boa dose de intuição sempre
ajuda.
Para
falar de sexo com o filho é preciso,
antes de tudo, criar um ambiente favorável,
onde ele se sinta seguro, tendo
liberdade sem correr o risco de ser
reprimido.
A
hora para estas conversas também deverá
ser observada. Não se pode querer
conversar num momento de um flagra da
filha com o namorado, por exemplo, ambos
estarão exaltados demais para trocar idéias.
Também não precisa ser algo tão
formal como fazer uma reunião com este
destino. O ideal é aproveitar uma
observação feita pelo filho diante de
alguma cena na tv, ou se nada for
comentado a mãe/pai/parente poderá
perguntar: o que você acha disso?
Os
pais devem estar atentos porque muitos
adolescentes, com vergonha utilizam um
colega como pivô da história falando
na verdade de si mesmo, por exemplo:
“mãe, fulana me disse que está afim
de um garoto que ela acha que também
está afim dela, mas ela não sabe como
agir, o que ela deve fazer?”. Ao invés
de responder prontamente, é
interessante que a mãe devolva a
pergunta: o que você faria? Ou: o que
você acha que ela deveria fazer? Desta
forma, você terá oportunidade de saber
o que seu filho está sentindo e
observar como pensa. Entretanto, se
policie para não invadir onde não foi
chamada. Não aproveite esta dúvida
para perguntar coisas do tipo: “E você,
está afim de alguém?” Espere até
que ela sinta confiança em você para
se abrir. Se isto não acontecer, reveja
seus conceitos, atitudes e respostas.
Para
o adolescente obter melhores informações
sobre o sexo, a melhor opção seria levá-lo
a um especialista. Um médico poderá
orientá-lo sobre os métodos
contraceptivos, riscos de doenças etc.
É uma forma mais segura de aprender,
pois nem sempre os pais saberão
orientar bem nestas questões.
Se o
adolescente não se sentir à vontade
com a presença dos pais é importante
que ele seja respeitado e que entre
sozinho no consultório.
O
PAPEL DO PROFESSOR
O professor exerce um
importante papel na sexualidade da
criança, que deve ser orientada de forma
a preparar o indivíduo para a vida. Porém,
para educar é preciso que o educador
esteja preparado para tal tarefa.
Encontramos na maioria das
escolas, grande deficiência na didática
utilizada pelo professor. Muitas escolas
que incorporaram no seu currículo a
educação sexual, não se encontram
preparados para assumir tal
responsabilidade. Podemos constatar tal
afirmativa no seguinte relato:
“Resultados
de uma pesquisa que realizamos com
professores sobre educação sexual,
apontaram para a necessidade de sua
formação exigindo, desta forma, o
desenvolvimento de programas adequados
à sua capacitação nesta área.
Obviamente tais resultados eram
esperados, uma vez que as Faculdade de
Educação e os cursos de formação de
professores de 1º e 2º graus pouco ou
nenhum preparo propiciam em relação à
sexualidade humana, com enfoques
multidisciplinares” (Fagundes, 1995,
p. 21).
Antes
de começarmos a falar da sala de aula,
abordaremos uma situação diante da
qual muitas escolas ainda não se
prepararam para enfrentar e que,
acontecendo e não havendo a orientação
adequada, haverá uma repercussão
bastante negativa na vida do aluno.
Vejamos: como reage um funcionário da
limpeza que pega duas crianças no
banheiro, por exemplo, mexendo em seus
órgãos genitais, ou um mexendo no
outro, ou quando pega duas meninas se
beijando, ou um casal se acariciando?
Será que esta pessoa está preparada
para lidar com esta situação? Que
procedimento ela deveria tomar? Uma
pessoa despreparada teria como reação
imediata gritar, espantar-se, mencionar
palavras que possam humilhar, ou mesmo
espalhar entre outros funcionários ao
invés de encaminhá-los ao setor de
orientação para que o orientador possa
conversar, explicar as diferenças entre
meninos e meninas, falar da
homossexualidade, enfim, o que ocorrer.
A
escola deverá estar atenta a estas
situações, que poderão ocorrer em
qualquer idade, e preparar seus funcionários
para enfrentá-las sem espanto, desde os
auxiliares da limpeza, porteiros,
recepcionistas, secretárias enfim, todo
corpo de funcionários.
Lembro-me
de uma amiga que me ligou desesperada
porque a escola a chamou para contar que
sua filha de cinco anos estava na
casinha do parque da escola com um
menino e uma menina da mesma idade,
abaixando o short e mostrando seus órgãos
genitais. Esta mãe disse que chorou
muito e não sabia o que fazer.
Disse-lhe então que isto era normal
nesta idade, que era uma fase de
descobertas das diferenças sexuais, que
a curiosidade era natural. Sugeri que
comprasse um livro infantil sobre sexo e
que mostrasse, através das ilustrações,
as diferenças entre meninos e meninas
entre homens e mulheres, e sempre que a
criança mostrar interesse, conversar
sem fazer alarmes.
É
difícil falar, em sala de aula, sobre
homossexualidade, quando há um aluno
homossexual e cujos colegas ainda não
estão amadurecidos para aceitá-lo
ocorrendo, desta forma, piadas e risos
que machucam e levam à baixa
auto-estima, podendo ter, como conseqüência,
baixa no rendimento escolar. O
orientador deverá incluir na sua fala
temas como respeito e preconceito.
Bem
como é difícil também falar sobre
abuso sexual quando se sabe que alguém
já foi vítima deste drama. Em sua
grande maioria, a vítima não sabe
reconhecer o abuso e conseqüentemente não
saberá proteger-se. A vítima sente
vergonha, insegurança, medo e culpa
pela situação achando que ela provocou
o abuso. A maioria das pesquisas mostra
que este tipo de abuso parte de pessoas
muito próximas como padrastos e até
mesmo o pai ou irmão. Os danos causados
não ficam apenas no âmbito físico.
Ocorrem danos principalmente psicológicos
prejudicando o desenvolvimento de sua
personalidade. Em geral os sintomas são
aparentes: relaciona-se mal e pouco com
outras crianças, demonstra timidez,
depressão e insegurança; apresenta,
muitas vezes, nervosismo, comportamento
compulsivo e distúrbios de sono.
Entretanto
o orientador não poderá deixar-se
intimidar. É necessário informar,
discutir, ouvir e orientar falando de
forma clara para que possam compreender
que é algo errado, que a pessoa não
deve se sentir culpada pelo que está
acontecendo e a importância da denúncia,
sem, no entanto mencionar o nome da vítima,
é claro. Desta forma espera-se que o
aluno que estiver passando por esta
situação, adquira confiança no
orientador a ponto de se abrir em
particular e pedir ajuda.
O
objetivo da educação sexual na escola
consiste em colocar professores com um
preparo adequado e desempenhar de forma
significativa seu papel, ajudando os
alunos a superarem suas dúvidas,
ansiedades, angústias, pois “A criança
chega na escola com todo tipo de falta
de informação e geralmente com uma
atitude negativa em relação ao sexo.
As dúvidas, as crendices e posições
negativas serão transmitidas aos
colegas”. (SUPLICY, 1983, p. 49)
Educação
sexual não significa apenas passar
informações sobre sexo. Significa também
o contato pessoa / pessoa, transmissão
de valores, atitudes, comportamentos. É
importante observar se estes educadores
estão preparados psicologicamente para
falar sobre sexo. A maioria não fez
nenhum tipo de curso. O que sabem é
baseado em curiosidades de revistas e
troca de informações com colegas, ou
na leitura de livros que só traduz o
biológico sem levar em conta respeito,
sentimentos e emoções como já foi
dito.
Muitos
destes orientadores não possuem a própria
sexualidade bem resolvida, tendo
problemas com seu parceiro ou consigo
mesmo em relação ao sexo. Em seu
discurso, certamente passarão um tom de
frustração e inquietação.
De acordo
com Teles “As pessoas encarregadas de
orientação sexual na escola devem ter
autenticidade, empatia e respeito. Se o
lar está falhando neste campo, cabe à
escola preencher lacunas de informações,
erradicar preconceitos e possibilitar as
discussões das emoções e valores”
(1992, p. 51).
Os
professores também devem evitar emitir
seus próprios juízos de valores e
opiniões como verdade absoluta. Sabemos
que é impossível ficar totalmente
isentos de opinar e nem devemos, mas é
importante que as questões sejam lançadas,
refletidas, discutidas, sem que apenas
uma resposta fique como a correta.
Esclarecer
os limites também faz parte do papel do
orientador. Este deve mencionar algumas
questões importantes como o que se pode
fazer em locais públicos e privados
para que a intimidade seja preservada.
Isso cabe principalmente às crianças
que ainda não possuem esta noção bem
definida.
Falar sobre
a aprovação das brincadeiras sexuais,
do consentimento do outro, é muito
importante. Explicar que tais
brincadeiras não devem ser feitas entre
adultos e crianças ou entre crianças e
adolescentes.
Deve
existir também uma efetiva parceria, ou
seja, os pais não devem delegar e
restringir este assunto apenas no âmbito
escolar. Para que isto aconteça é
necessário que a escola dê um retorno
aos pais do que está sendo visto, as
reações dos alunos, temas que estão
em pauta, convite aos pais para
assistirem debates juntamente com os
alunos e estar aberta aos pais para
orientá-los no caso de não saberem
como lidar com os questionamentos dos
filhos.
Alunos com
desempenhos ruins podem estar passando
por problemas ou crises, o que é muito
comum na adolescência. Com um olhar
mais aguçado, o professor poderá
perceber a inquietação do aluno. Situações
como encontrar pornografias nas portas
dos banheiros, nas carteiras,
agressividade utilizando-se de palavrões
relativos ao sexo já merece uma atenção
especial. São formas que o adolescente
utiliza para expressar seus medos, angústias
e distorções. Cabe ao professor,
esclarecido e consciente de seus
deveres, ajudá-los na superação desta
fase tão difícil para muitos tendo
como objetivo o esclarecimento e
amadurecimento do indivíduo.
A
escola deve informar aos pais sobre o
projeto de orientação sexual para que
os pais concordem e estejam cientes,
evitando serem pegos de surpresa com
frases ditas pelos filhos como: “hoje
a professora mostrou um pênis e uma
vagina”.
De
acordo com o PCN´s - Orientação Sexual, escolas que tiveram bons resultados
com a orientação sexual, relatam
resultados como aumento do rendimento
escolar, devido ao alívio de tensão e
preocupação com questões da
sexualidade e aumento da solidariedade e
do respeito entre os alunos. Para crianças
menores relatam que informações
corretas ajudam a diminuir a angústia e
agitação em sala de aula (p. 122,
1997).
CONCLUSÃO
Desde
1989 em seu livro Etiologia Sexual das
Neuroses, Freud já mencionava a
necessidade de mudanças dizendo que:
“Seria necessário mudar muitas
coisas... Mas é preciso, sobretudo dar
lugar à discussão dos problemas da
vida sexual junto à opinião pública.
Terá que ser possível falar dessas
coisas sem sermos considerados um fator
de problemas ou alguém que explora os
instintos mais baixos. E aqui também há
muito o que fazer para que no decorrer
dos próximos cem anos nossa civilização
aprenda a se compor com as exigências
de nossa sexualidade”. (BETTS, p. 48,
1995)
A
educação para a sexualidade deve
considerar que para o indivíduo viver
com plenitude no mundo que o cerca, é
preciso estar sensibilizado para
respeitar a si mesmo e aos outros, saber
relacionar-se, ter responsabilidade,
crer na vida e procurar vivê-la com
prazer, conhecendo seus próprios
direitos inclusive o de ser feliz.
Toda
educação sexual precisa fundamentar-se
nos alicerces da vida do ser humano,
marcada pelos registros inconscientes
dos primeiros contatos e experiências.
Os pais e educadores devem estar
conscientes de que a educação sexual
correta desde a infância promove o
desenvolvimento de um ser humano saudável
mentalmente e fisicamente. O indivíduo
aprende a refletir sobre seus valores,
distinguindo o conceito de certo e
errado diante do mundo em que vive.
Aprenderá a respeitar a individualidade
e a opção sexual de cada um, pois o
importante é viver e estar bem
resolvido consigo mesmo.
Fagundes
nos diz que “É preciso criar oportunidades para que as
pessoas reflitam sobre suas idéias,
sentimentos e conflitos na área da sexualidade
e envolvam a totalidade do seu ser na re-interpretação
e reconstrução da realidade”.
Este
indivíduo terá maiores chances de crescer
como um ser dotado de maturidade suficiente
para saber conduzir cada momento novo
que vive, cada problema de forma consciente
e segura.
Referências
Bibliográficas
ARANTANGY,
Lídia. Revista Isto É, nº 1340, p.
94. 07 de junho 1995.
BECKER,
Daniel. O que é adolescência. São
Paulo: Brasiliense, 1994.
BETTS,
Jaime Alberto. Missão
impossível? Sexo, Educação e ficção
científica. Calligaris,
Contardo; et alli. Educa-se
uma criança? Porto Alegre: Artes e Ofícios,
1994.
Brasil.
Secretaria de Educação Fundamental.
Parâmetros curriculares nacionais:
pluralidade cultural, orientação
sexual/Secretaria de Educação
Fundamental - Brasília: MEC/SEF, 1997.
CALDERONE,
Mary Steichen & RAMEY, James W. Falando
com seu filho sobre sexo: perguntas e
respostas para crianças do nascimento
até a puberdade. São Paulo:
Summus, 1986.
FAGUNDES,
Tereza Cristina Pereira.
Educação sexual, construindo uma nova
realidade. Salvador, Instituto de
Biologia da UFBa, 1995.
FREUD,
S. Três ensaios para uma teoria sexual.
Obras completas. Rio de Janeiro: Imago,
1976.
GTPOS,
ABIA, ECOS. Guia de Orientação Sexual.
São Paulo: Casa do Psicólogo, 1994.
KUPFER,
Maria Cristina. Freud
e a educação: o mestre do impossível.
São Paulo: Scipione, 1997.
SUPLICY,
Marta. Conversando
sobre sexo. Petrópolis, RJ: Vozes,
1983.
____________.
Sexo se aprende na escola. São Paulo:
Olho d´Água, 1995.
TELES,
Maria Luíza Silveira. Educação,
a revolução necessária. Petrópolis,
RJ: Vozes, 1992.
FACCIOLI,
Josefina. Revista Isto É, nº 1427, p.
66, 05 de fevereiro 1997.
Publicado
em 14/01/2005
|