A influência da afetividade no contexto escolar
Os problemas afetivos são fatores prejudiciais nos processo de construção
Certamente que uma relação familiar em desequilíbrio e desarmonia prejudica
sobremaneira uma criança que faz parte desta. Uma criança que se sente rejeitada fará
de tudo para chamar atenção dos pais desde a agressividade até um mau rendimento
escolar que na maioria das vezes não depende dela.
Até que ponto a ausência ou excesso da afetividade poderá interferir na
São extremos que deverão ser observados. A falta da afetividade muito prejudica o
aluno que poderá ter uma concentração ruim, baixa auto-estima e às vezes até depressão.
Por outro lado, o excesso também prejudica. Os pais não dão independência à criança
querendo fazer tudo por ela. Estão sempre ali amarrando seus sapatos, dando-lhes
comida na boca, dormindo na cama dos pais numa idade em que já poderia estar fazendo
tudo isto sozinha, sempre atrás da criança com medo de um simples tombo. Muitas vezes
o excesso também vem acompanhado com a falta de limites porque os pais querem dar
tudo para a criança sem querer privá-la de nada. Esta criança poderá tornar-se birrenta,
espernear em locais públicas quando os pais não puderem lhe dar o que deseja. Isto
também prejudica a aprendizagem, porque esta criança não respeita regras, não tolera
frustrações sendo difícil até a convivência com os colegas.
Quais os problemas de afetividade nos espaços escolares e familiares
podem gerar no processo de alfabetização?
Como falei anteriormente, alguns fatores poderão aparecer tais como falta de
concentração, baixa auto-estima, não obedecer regras, não tolerar frustrações
o que desencadeia uma série de dificuldades que ficarão mais evidentes na alfabetização,
período em que o sujeito necessita de maior concentração para apreender.
Você concorda que para que aconteça naturalmente a alfabetização, a criança
precisa estar inserida num meio equilibrado para que ela se sinta segura e capaz
de interagir com o meio? Por quê?
Certamente. A criança necessita de alguém que olhe por ela, que lhe dê atenção e
apoio. Não é aquela que fará seus deveres, mas aquela pessoa que estará lhe auxiliando
no que precisar. Muitos pais que trabalham o dia todo quando chegam nem sequer
olham os deveres dos filhos, deixando a cargo da empregada ou banca. A criança se
sente rejeitada e isto reflete na sua aprendizagem.
Quais são as queixas mais freqüentes em relação ao aluno com problemas
Falta de concentração, baixa auto-estima, falta de limites, mau rendimento escolar.
Caberá à escola, sobretudo, a responsabilidade de contribuir para mudanças
comportamentais que permitam às crianças o equilíbrio necessário?
Cabe à escola chamar os pais para averiguarem juntos o que está ocorrendo. Se os
pais se negam a reconhecer o problema da criança, deve-se sugerir o encaminhamento
a um profissional. Este fará uma investigação e terá condições de conversar e alertar aos pais.
A escola também deverá contribuir criando um clima de acolhimento e segurança para
Como os professores podem intervir para a criança com a afetividade alterada
possa superar suas dificuldades, principalmente, no processo de alfabetização?
O professor deverá ser suficientemente sensível para perceber que aquela criança
precisa de uma atenção especial, mas sem exagerar para que ela não se sinta diferente
dos outros. O professor deve elogiar sempre seus acertos e bons comportamentos, e
conversar com a criança nos maus comportamentos, mas nunca ameaçar porque o que
a criança quer é chamar atenção, então dê-lhe atenção. Evite aulas monótonas, essas
crianças precisam de aulas que lhe prendam a atenção, para elas é um enorme sacrifício
manterem-se concentradas por muito tempo. Crie gincanas, bingos, divida equipes, faça
jogos, teatro, fantoches, invente sempre.
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